19/01/2015

Maestros #65: Simon Rattle (1955-)

O compositor de origem húngara György Ligeti (1923-2006) foi um dos mais importantes da cena musical da 2ª metade do século passado.

Escreveu música de vários géneros (instrumental, vocal, de câmara, orquestral) mas deixou-nos apenas uma ópera, Le Grand Macabre, com um libreto baseado na obra La balade du grand macabre do dramaturgo belga Michel de Ghelderode (1898-1962).

Esta ópera foi estreada em Estocolmo no dia 12 de Abril de 1978, tendo sofrido posteriormente uma revisão que iria ser estreada a 28 de Julho de 1997, em Salzburgo. Há 3 árias desta ópera que, sob o título de Mysteries of the Macabre, ganharam vida própria e uma popularidade assinalável. A canadiana Barbara Hanning (1971-) tem sido um dos seus mais destacados intérpretes, como foi possível confirmar recentemente (na semana passada) num concerto da Orquestra Sinfónica de Londres dirigida pelo maestro inglês Simon Rattle, transmitido em directo pelo canal Mezzo HD.

E porque Rattle é o nosso aniversariante de hoje, celebrando o seu 60º aniversário, e assistir ao soprano Barbara Hanning nestes Mysteries of the Macabre é uma imensa festa, deixo aqui um video onde ambos aparecem, embora numa versão truncada (o vídeo deste último concerto não está - ainda? - disponível no YouTube). Junto ainda uma versão completa, ainda com Hanning, em que ela mesma dirige a Orquestra Sinfónia de Gotemburgo.


Internet



Simon Rattle
Berliner Philharmoniker / Gulbenkian Música / Wikipedia

11/01/2015

Pianistas #41: Irene Scharrer (1888-1971)

A primeira pianista a passar por aqui foi a inglesa Myra Hess (1890-1965), já lá vão mais de 10 anos. Hoje a convidada é uma outra pianista, igualmente inglesa, Irene Scharrer de seu nome. Que, além do instrumento de eleição, teve vários outros pontos em comum com Myra Hess: ambas estudaram na Royal Academy of Music, onde foram alunas de Tobias Matthay (1858-1945), e tocaram frequentemente em conjunto, tanto peças para dois pianos como para piano a quatro mãos.

A certa altura Irene Scharrer estava destinada a ser a intérprete a estrear o Concerto para Piano do inglês Edward Elgar (1857-1934), pelo menos parecia ser essa a intenção do compositor. Que ela colaborou com Elgar durante o processo de escrita desta obra é indiscutível, conforme se pode confirmar pela entrada (retirada daqui) do dia 27 de Outubro de 1918 do diário de Alice Elgar, esposa do compositor (note-se que Irene Lubbock era o novo nome de Irene Scharrer, resultante do casamento recente):

"E. and A. at The Hut - mild day but damp - not out and Irene Lubbock came to lunch and then E. played her P. Concerto phrase and she did it beautifully and E. told her she shd. have the 1st. performance so she was absolutely delighted - Then Frank and Irene & Mr. Spring Rice went to Eton by river & Mr. C. Lennox came and had most interesting talk and E. played to him wh. made him vapid with delight."

A morte de Alice Elgar, em Abril de 1920, adiou (ainda mais) a composição deste concerto e, apesar de a ele ter regressado frequentemente, nunca o viria a terminar, tendo-nos deixado apenas esboços.

Irene Scharrer faleceu no dia 11 de Janeiro de 1971, passam hoje 44 anos.


CD


Irene Scharrer: The Complete Electric and Selected Acoustic Recordings
Irene Scharrer (piano)
London Symphony Orchestra, Henry Wood
New Symphony Orchestra, Landon Ronald
APR APR6010
(1925-1933)


Internet



Irene Scharrer


28/12/2014

Sinfonias #50: Sinfonia Nº3, de Carl Nielsen

A única vez que estive para ouvir ao vivo uma sinfonia do compositor dinamarquês Carl Nielsen (1865-1931) foi em Fevereiro de 2005, na Casa da Música, mas "motivos técnicos" forçaram o cancelamento do concerto. Uma pena, pois foi precisamente no domínio sinfónico que este compositor nórdico mais se salientou, se bem que nunca tenha atingido a projecção do finlandês Jean Sibelius (1865-1957).

Nielsen compôs 6 sinfonias, num período de tempo superior a 30 anos, entre 1891 e 1925. A delas, escrita entre 1910 e 1911, foi aquela que lhe granjeou mais reconhecimento internacional, após a estreia caseira a 28 de Dezembro de 1912, passam hoje 102 anos, num concerto em que ele mesmo dirigiu a orquestra. A sinfonia nº3 é a única das 6 que Nielsen compôs que inclui partes vocais.

Um dos factores para o sucesso além fronteiras após a estreia em Copenhaga foi seguramente o facto de ter sido apadrinhada por uma das melhores orquestras do velho continente, a Royal Concertgebouw Orchestra de Amesterdão.


CD


Carl Nielsen
Symphonies - No.3, 'Sinfonia espansiva', Op.27; No.5, Op.50.
Ruth Güldbaek (soprano), Erik Sjoberg (barítono)
Danish State Radio Symphony Orchestra
John Frandsen, Erik Tuxen
Guild Historical GHCD2340
(1950, 1955)


Internet



Carl Nielsen

14/12/2014

Quartetos de Cordas #10: Quarteto de Cordas Nº2, de György Ligeti

A década de 1960 foi uma das mais produtivas para o compositor de origem húngara György Ligeti (1923-2006), período em que compôs algumas das suas obras mais significativas:

» Orquestrais (Lontano, 1967. Ramifications, 1968/9)
» Concertantes (Concerto para Violoncelo, 1966)
» De câmara (Quarteto de Cordas Nº2, 1968. 10 Peças para Quinteto de Sopros, 1968)
» Instrumentais (2 Estudos para Órgão: Harmonies, 1967; Coulée, 1969. Continuum, 1968)

O Quarteto de Cordas Nº2 foi escrito entre Março e Julho de 1968, tendo sido estreado no dia 14 de Dezembro de 1969, passam hoje 45 anos, pelos seus dedicatários, o Quarteto Lasalle. Este agrupamento notabilizou-se principalmente pelas interpretações dos compositores da 2ª Escola de Viena (Arnold Schoenberg, Alban Berg, Anton Webern) que, e não foi por mera coincidência, foram as principais referências de Ligeti para a escrita deste quarteto.


CDs


György Ligeti
String Quartets - No.1, 'Métamorphoses nocturnes'; No.2.
Artemis Quartet
Ars Musici AM1276-2

György Ligeti
String Quartets - No.1, "Métamorphoses Nocturnes"; No.2.
Hommage à Hilding Rosenberg. Balada Si Joc. Andante and Allegretto.
Arditti Quartet
Sony Classical SK62306

György Ligeti
String Quartets - No.1, 'Métamorphoses nocturnes'; No.2. Andante and Allegretto.
Parker Quartet
Naxos 8.570781
(2007)

György Ligeti
String Quartets - No.1, 'Métamorphoses nocturnes'; No.2. Solo Cello Sonata.
Béla Quartet
Aeon AECD1332
(2012)


Internet



György Ligeti

07/12/2014

Pianistas #40: Clara Haskil (1895-1960)

Há já algum tempo que os pianistas andavam arredados deste canto, pelo que aproveito o facto de hoje passarem 54 anos sobre a morte da romena Clara Haskil para ultrapassar essa injustiça. Haskil notabilizou-se principalmente na interpretação dos compositores do período clássico (a que eu vou dar realce hoje) e dos inícios do período romântico (que eu por esta vez vou ignorar...); do período clássico houve um compositor em que eu a admiro particularmente, Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791), e são dele as obras que se podem ouvir nos vídeos que incluo mais abaixo.

E não é por acaso que falo em "ouvir os vídeos"; é que há poucas, muito poucas, imagens disponíveis de Clara Haskil, muito menos vídeos em que apareça a tocar. Apenas encontrei dois, ambos mudos, em que ela aparece, mas em nenhum deles se vê um piano por perto... Porque são documentos históricos, apresentados como "raros", incluo-os também lá mais para o fundo. Bem mais fácil será encontrar CDs em que Haskil aparece como solista, pelo que deixo aqui alguns que considero "de referência".


CDs

Wolfgang Amadeus Mozart
Piano Concertos - No.9 in E flat major, 'Jeunehomme', K271; No.19 in F, K459.
Clara Haskil (piano)
Stuttgart Radio Symphony Orchestra
Carl Schuricht
Hänssler Classic Faszination Musik CD93 079
(1952, 1956)

Wolfgang Amadeus Mozart
Piano Concertos - No.9 in E flat major, 'Jeunehomme', K271; No.19 in F major, K569.
Variations for Piano on a Minuet by Duport, K573.
Clara Haskil (piano)
WDR Symphony Orchestra
Otto Ackermann, Ferenc Fricsay
Medici Masters MM004-2
(1952, 1954, 1956)

Ludwig van Beethoven
Piano Concerto No.4 in G major, Op.58.
Piano Sonatas - No.18 in E flat major, Op.31 No.3, 'The Hunt'; No.32 in C minor, Op.111.
Clara Haskil (piano)
Vienna Symphony Orchestra
Herbert von Karajan
Andromeda ANDRCD9057
(1952, 1953)


Internet




Clara Haskil


23/11/2014

Obras para Bailado #5: El Amor Brujo, de Manuel de Falla

Em 1907 o compositor espanhol Manuel de Falla (1876-1946) visitou Paris, naquilo que se pensava vir a ser uma estadia breve. Acabou por lá ficar cerca de 7 anos, e foi pouco depois do seu regresso a Madrid que começou a trabalhar naquela que viria a ser uma das suas obras mais marcantes, a música de bailado El Amor Brujo.

Composta entre 1915 e 1917, Falla acabaria por nos deixar várias versões desta obra (sexteto e pequena orquestra e suite para piano, nomeadamente), sendo que a mais popular sempre foi a segunda versão que fez para música de bailado.

O vídeo que exibo mais abaixo foi escolhido por me permitir fazer uma dupla homenagem: ao compositor, nascido passam hoje 138 anos, e ao maestro Rafael Frühbeck de Burgos (1933-2014), falecido recentemente, no dia 11 de Junho deste ano.


CDs


Manuel de Falla
El sombrero de tres picos. El amor brujo. Interlude and Dance from La vida breve.
Teresa Berganza (soprano), Marina de Gabarain (meio-soprano)
Suisse Romande Orchestra
Ernest Ansermet
Decca Legends 466 991-2
(1955, 1961)

Manuel de Falla
La vida breve. Canciones populares españolas. El sombrero de tres picos. El amor brujo.
Soneto a Córdoba. Psyché.
Victoria de Los Angeles, M Higueras (sopranos), I. Rivadeneyra (meio-soprano),
C. Cossutta, J. M. Higuero, J. de Andia (tenores), V. de Narké (baixo)
Spanish National Orchestra, Rafael Frühbeck de Burgos
Philharmonia Orchestra, Carlo Maria Giulini
EMI 5 67587-2

Manuel de Falla
Noches en los jardines de España. El Amor brujo. El sombrero de tres picos - Neighbours'
Dance (Seguidillas); Miller's Dance (Farruca).
Teresa Berganza (meio-soprano), Gonzalo Soriano (piano)
French Radio National Orchestra, Grand Symphony Orchestra
Ataúlfo Argenta
Medici Classics MM025-2
(1957)

Manuel de Falla
El Amor Brujo. Noches in los jardines de España.
Nan Merriman (meio-soprano), William Kapell (piano)
New York Philharmonic Symphony Orchestra
Leopold Stokowski
Pristine Audio PASC174
(1948, 1949)


Internet



Manuel de Falla

15/11/2014

Maestros #64: Daniel Barenboim (1942-)

Daniel Barenboimaqui tinha passado como pianista, que foi como se iniciou no mundo da música, e hoje, dia do seu 72º aniversário, regressa como maestro, vertente em que se tem igualmente notabilizado.

A etapa mais importante na sua formação como regente terá tido lugar em Salzburgo quando, em meados da década de 1950, lá teve aulas com o compositor, maestro e professor Igor Markevitch (1912-1983). Apesar de nunca se ter dedicado à composição, foi um dos privilegiados que teve a oportunidade de ter aulas de teoria e composição com Nadia Boulanger (1887-1979).

Quando se fala de Barenboim tem que se falar inevitavelmente da orquestra West-Eastern Divan, que ele fundou em 1999 em conjunto com Edward Said (1935-2003), um intelectual palestiniano detentor igualmente de cidadania norte-americana. Uma orquestra que é formada por músicos de Israel, da Palestina e de outros países árabes, para promover a coexistência pacífica entre os povos.


CDs


Richard Strauss
Ein Heldenleben, Op.40. Till Eulenspiegels, Op.28. Lustige Streiche, Op.28.
Chicago Symphony Orchestra
Daniel Barenboim
Erato 2292-45621-2

Johannes Brahms
Violin Concerto in D major, Op.77. Piano Sonata No.3 in D minor, Op.108.
Daniel Barenboim (piano), Maxim Vengerov (violino)
Chicago Symphony Orchestra
Daniel Barenboim
Teldec 0630-17144-2

Wolfgang Amadeus Mozart
Concerto for Two Pianos in E flat, K365/K316a. Piano Concerto No.27 in B flat, K595.
Sonata for Two Pianos in D, K448.
Clifford Curzon, Benjamin Britten, Daniel Barenboim (pianos)
English Chamber Orchestra
Daniel Barenboim
BBC Legends BBCL4037-2

Pierre Boulez
Notations VII.
Claude Debussy
La mer.
Igor Stravinsky
The Rite of Spring.
Chicago Symphony Orchestra
Daniel Barenboim
Teldec 8573-81702-2

Richard Wagner
Tannhäuser.
Peter Seiffert, Gunnar Gudbjörnsson, S. Rügamer (tenores), Jane Eaglen, Waltraud Meier,
Dorothea Röschmann (sopranos), Thomas Hampson (bar); R. Pape, A. Reiter (basses)
Berlin State Opera Chorus
Berlin Staatskapelle
Daniel Barenboim
Teldec 8573-88064-2

Richard Wagner
Der Ring des Nibelungen.
John Tomlinson, Philip Kang (baixos), Birgitta Svendén, Jane Turner (meios-sopranos),
Eva Johansson, Anne Evans, Nadine Secunde (sopranos), Siegfried Jerusalem, Poul Elming (tenores)
Bayreuth Festival Chorus
Bayreuth Festival Orchestra
Daniel Barenboim
Warner Classics 2564-62091-2
(1991, 1992)

The Ramallah Concert
Ludwig van Beethoven
Symphony No.5 in C minor, Op.67.
Edward Elgar
Variations on an Original Theme, 'Enigma' - Nimrod.
Wolfgang Amadeus Mozart
Sinfonia Concertante in E flat major, K297b.
Mohamed Saleh (oboé), Kinan Azmeh (clarinete), Mor Biron (fagote), Sharon Polyak (trompa)
West-Eastern Divan Orchestra
Daniel Barenboim
Warner Classics 2564-62791-2

Hector Berlioz
Symphonie Fantastique, Op.14.
Berlin Philharmonic Orchestra
Daniel Barenboim
CBS Masterworks MK 39859

Ludwig van Beethoven
Triple concert in C, Op.56. Fantasia in C minor, 'Choral Fantasy', Op.80.
Itzhak Perlman (violino), Daniel Barenboim (piano), Yo-Yo Ma (violoncelo)
Chor Der Deutschen Staatsoper
Berlin Philharmonic Orchestra
Daniel Barenboim
EMI Classics 5 55516-2

Wolfgang Amadeus Mozart
Piano Concertos - No.18 in B flat major, K456; No.19 in F major, K459.
Daniel Barenboim (piano)
Berlin Philharmonic Orchestra
Daniel Barenboim
Teldec 90674-2

René Pape
Wagner Arias
René Pape (baixo), Placido Domingo (tenor)
Staatskapelle Berlin
Daniel Barenboim
Deutsche Grammophon 477 6617

Edward Elgar
Cello Concerto in E minor, Op.85.
Elliott Carter
Cello Concerto.
Max Bruch
Kol Nidrei, Op.47.
Alisa Weilerstein (violoncelo)
Staatskapelle Berlin
Daniel Barenboim
Decca 478 2735
(2012)

Giuseppe Verdi
Messa da Requiem.
Anja Harteros (soprano), Elina Garanca (meio-soprano), Jonas Kaufamnn (tenor), René Pape (baixo)
Chorus del Teatro Alla Scala, Milan
Orchestra del Teatro Alla Scala
Daniel Barenboim
Decca 478 5245
(2012)


Internet



Daniel Barenboim

02/11/2014

Maestros #63: Rudolf Barshai (1924-2010)

Rudolf Barshai, nascido em Krasnodarsk, Russia, em 1924, começou por ganhar notoriedade como músico de câmara, tendo tocado (viola) com alguns dos mais conceituados músicos, muitos dos quais já por aqui passaram: Sviatoslav Richter (1915-1997), David Oistrakh (1908-1974), Mstislav Rostropovich (1927-2007), Emil Gilels (1916-1985), Leonid Kogan (1924-1982).

Na década de 1950, e para facilitar o início da sua actividade como regente, fundou a Orquestra de Câmara de Moscovo. Foi o primeiro passo de uma carreira que o levou a várias paragens, tendo dirigido, nomeadamente, a Orquestra de Câmara de Israel, a Orquestra Nacional de França e a Orquestra Sinfónica de Vancouver.

Rudolf Barshai morreu há 4 anos, no dia 2 de Novembro de 2010.


CDs


Gustav Mahler
Symphony No.5
Junge Deutsche Philharmonie
Rudolf Barshai
Laurel Record LR905
(1999)

Historical Russian Archives: Rudolf Barshai
Moscow Chamber Orchestra
Rudolf Barshai
Brilliant Classics 9010


Internet



Rudolf Barshai

09/10/2014

Sinfonias #49: Sinfonia Nº7, de Einojuhani Rautavaara

Einojuhani Rautavaara (1928-) é geralmente considerado como o maior compositor finlandês desde Jean Sibelius (1865-1957), o que é (mais ou menos) o mesmo que dizer que é o mais divulgado compositor contemporâneo do seu país.

Rautavaara só por aqui tinha passado uma vez, há 8 anos, aquando do seu 78º aniversário. Regressa hoje, embora por um motivo diferente, pois desta vez é pelo 86º aniversário... E com aquela que passa por ser a sua sinfonia mais emblemática, a nº7, "Angel of Light", de 1994. Foi com ela que se afirmou definitivamente no panorama internacional, se bem que já fosse devidamente apreciado desde a década de 1970 em diversos círculos musicais, em particular europeus.


CD


Einojuhani Rautavaara
Symphony No.7, 'Angel of Light'. Cantus arcticus, Op.61. Dances with the Winds, Op.69.
Petri Alanko (flauta)
Lahti Symphony Orchestra
Osmo Vänskä
BIS BIS-CD1038


Internet



Einojuhani Rautavaara

28/09/2014

Violinistas #14: Alina Ibragimova (1985-)

A aniversariante de hoje é a violinista russa Alina Ibragimova, nascida no dia 28 de Setembro de 1985. Embora muito jovem, tem um repertório já muito interessante e diversificado, que vai do barroco (J. S. Bach) ao (quase) contemporâneo (K. A. Hartmann, N. Roslavets), passando pelos grandes clássicos (L. v. Beethoven).


Não deixando de fora o período romântico, conforme se pode verificar pela gravação em anexo, em que interpreta o Concerto para Violino e Orquestra em mi menor de Felix Mendelssohn (1809-1847), com a orquestra (Radio Kamer Filharmonie) a ser dirigida pelo maestro belga Philippe Herreweghe (1947-).


Internet



Alina Ibragimova

13/09/2014

Quintetos de Sopros #1: Quinteto de Sopros, Op.26, de Schoenberg

O 50º aniversário do compositor austríaco Arnold Schoenberg (1874-1951) ficou marcado pela estreia de uma obra para flauta, oboé, clarinete, trompa e fagote, o Quinteto de Sopros, Op.26. Temos então, neste dia, uma dupla celebração: os 140 anos passados sobre o nascimento do compositor, e os 90 anos da estreia desta obra.

Que, apesar de estruturada de uma forma clássica (com 4 andamentos, mais ou menos tradicionais), resulta da aplicação do método de composição desenvolvido por Schoenberg, com os doze sons. Foi escrito numa altura (entre Abril e Julho de 1923) em que ainda tinha algumas incertezas quanto à viabilidade e sucesso deste seu novo método; foi, na realidade, a segunda obra que escreveu utilizando as 12 notas, e a primeira em larga escala e com vários andamentos que compôs em 15 anos.


CD


Arnold Schoenberg
Chamber Symphony No.2, Op.38. Wind Quintet, Op.26. Die glückliche Hand, Op.18.
Mark Beesley (baixo), Simon Joly Chorale, New York Woodwind Quintet
Philharmonia Orchestra
Robert Craft
Naxos 8.557526
(2000, 2004)


Internet




Arnold Schoenberg

24/08/2014

Violinistas #13: Albert Sammons (1886-1957)

Apenas constam obras de compositores ingleses nos dois discos que apresento mais abaixo, e em que aparece em destaque o violinista, igualmente inglês, Albert Sammons. Tal não resulta de uma qualquer estranha coincidência, mas do facto de Sammons, quer em grupo quer a solo, lhes ter dado uma atenção muito especial, facilmente demonstrada pela lista de compositores britânicos de quem estreou obras: Granville Bantock (1868-1946), Frank Bridge (1879-1941), Frederick Delius (1862-1934), George Dyson (1883-1964), Edward Elgar (1857-1934), Herbert Howells (1892-1983), John Ireland (1879-1962), Edmund Rubbra (1901-1986), Ralph Vaughan Williams (1872-1958).

O facto de ter sido basicamente um autodidacta não o impediu de granjear um grande reconhecimento, principalmente no Reino Unido, tendo tocado com alguns dos mais prestigiados maestros, de que destaco Thomas Beecham (1879-1961), Pierre Monteux (1875-1964) e Henry Wood (1869-1944), todos eles já velhos conhecidos deste burgo.

Albert Sammons faleceu há 57 anos, no dia 24 de Agosto de 1957.


CDs


Frederick Delius
Violin Concerto.
Edward Elgar
Violin Concerto in B minor, Op.61.
Albert Sammons (violino)
Liverpool Philharmonic Orchestra, Malcolm Sargent
New Queen's Hall Orchestra, Henry Wood
Naxos Historical 8.110951

Albert Sammons Plays Delius and Rubbra
Frederick Delius
Violin Sonatas - Nos.1; 2; 3.
Edmund Rubbra
Violin Sonata No.1.
Albert Sammons (violino), Evelyn Howard-Jones, Kathleen Long, Gerald Moore (pianos)
Dutton CDBP9768


Internet



Albert Sammons


11/08/2014

Concertos para Trompa #1: Concerto para Trompa Nº2, de Richard Strauss

Há já quase 7 anos trouxe a estas páginas o trompista inglês Dennis Brain (1921-1957), e apresentei-o como o grande responsável pela maior divulgação da trompa, um dos instrumentos que mais despercebido passa numa orquestra. Uma das razões para tal estará relacionada com o escasso repertório onde a trompa apareça como solista, algo que Dennis Brain procurou corrigir através de encomendas de novas obras a compositores de reconhecidos méritos.

A par disso, Brain tratou igualmente de ressuscitar algumas das obras que já existiam para trompa, comos os quatro concertos de Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) e os dois de Richard Strauss (1864-1949). Os dois concertos para trompa e orquestra de Strauss têm a particularidade de terem sido escritos com um intervalo de seis décadas (isso mesmo, 60 anos bem contadinhos) o que permite, entre outras coisas, apreciar devidamente a evolução estilística do compositor entretanto verificada.

A estreia do Concerto para Trompa e Orquestra Nº2 de Richard Strauss ocorreu há 71 anos, no dia 11 de Agosto de 1943. Na altura o solista de serviço foi o austríaco Gottfried von Freiberg (1908-1962), acompanhado pela Orquestra do Festival de Salzburgo sob a direcção do nosso já bem conhecido Karl Böhm (1894-1981). Nas gravações que anexo, contudo, não é ele que aparece como solista, mas sim o referido Dennis Brain, de quem em breve se assinalarão os 57 anos da sua morte, ocorrida no dia 1 de Setembro de 1957.


CDs


Richard Strauss
Concertos for Horn and Orchestra - No.1, Op.11; No.2, AV132.
Duet-Concertino for Clarinet, Bassoon, Strings and Harp, AV147.
David Pyatt (trompa), Joy Farrall (clarinete), Julie Andrews (fagote)
Britten Sinfonia
Nicholas Cleobury
EMI Eminence CD-EMX 2238
(1994)

Richard Strauss
Also sprach Zarathustra. Horn Concerto No.2. Vier letzte Lieder.
Don Juan. Till Eulenspiegels lustige Streiche. Ein Heldenleben.
Norbert Hauptmann (trompa), Gundula Janowitz (soprano)
Berliner Philharmoniker
Herbert von Karajan
Deutsche Grammophon 469 208-2


Internet



Richard Strauss

Dennis Brain