09/10/2014

Sinfonias #49: Sinfonia Nº7, de Einojuhani Rautavaara

Einojuhani Rautavaara (1928-) é geralmente considerado como o maior compositor finlandês desde Jean Sibelius (1865-1957), o que é (mais ou menos) o mesmo que dizer que é o mais divulgado compositor contemporâneo do seu país.

Rautavaara só por aqui tinha passado uma vez, há 8 anos, aquando do seu 78º aniversário. Regressa hoje, embora por um motivo diferente, pois desta vez é pelo 86º aniversário... E com aquela que passa por ser a sua sinfonia mais emblemática, a nº7, "Angel of Light", de 1994. Foi com ela que se afirmou definitivamente no panorama internacional, se bem que já fosse devidamente apreciado desde a década de 1970 em diversos círculos musicais, em particular europeus.


CD


Einojuhani Rautavaara
Symphony No.7, 'Angel of Light'. Cantus arcticus, Op.61. Dances with the Winds, Op.69.
Petri Alanko (flauta)
Lahti Symphony Orchestra
Osmo Vänskä
BIS BIS-CD1038


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Einojuhani Rautavaara

28/09/2014

Violinistas #14: Alina Ibragimova (1985-)

A aniversariante de hoje é a violinista russa Alina Ibragimova, nascida no dia 28 de Setembro de 1985. Embora muito jovem, tem um repertório já muito interessante e diversificado, que vai do barroco (J. S. Bach) ao (quase) contemporâneo (K. A. Hartmann, N. Roslavets), passando pelos grandes clássicos (L. v. Beethoven).


Não deixando de fora o período romântico, conforme se pode verificar pela gravação em anexo, em que interpreta o Concerto para Violino e Orquestra em mi menor de Felix Mendelssohn (1809-1847), com a orquestra (Radio Kamer Filharmonie) a ser dirigida pelo maestro belga Philippe Herreweghe (1947-).


Internet



Alina Ibragimova

13/09/2014

Quintetos de Sopros #1: Quinteto de Sopros, Op.26, de Schoenberg

O 50º aniversário do compositor austríaco Arnold Schoenberg (1874-1951) ficou marcado pela estreia de uma obra para flauta, oboé, clarinete, trompa e fagote, o Quinteto de Sopros, Op.26. Temos então, neste dia, uma dupla celebração: os 140 anos passados sobre o nascimento do compositor, e os 90 anos da estreia desta obra.

Que, apesar de estruturada de uma forma clássica (com 4 andamentos, mais ou menos tradicionais), resulta da aplicação do método de composição desenvolvido por Schoenberg, com os doze sons. Foi escrito numa altura (entre Abril e Julho de 1923) em que ainda tinha algumas incertezas quanto à viabilidade e sucesso deste seu novo método; foi, na realidade, a segunda obra que escreveu utilizando as 12 notas, e a primeira em larga escala e com vários andamentos que compôs em 15 anos.


CD


Arnold Schoenberg
Chamber Symphony No.2, Op.38. Wind Quintet, Op.26. Die glückliche Hand, Op.18.
Mark Beesley (baixo), Simon Joly Chorale, New York Woodwind Quintet
Philharmonia Orchestra
Robert Craft
Naxos 8.557526
(2000, 2004)


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Arnold Schoenberg

24/08/2014

Violinistas #13: Albert Sammons (1886-1957)

Apenas constam obras de compositores ingleses nos dois discos que apresento mais abaixo, e em que aparece em destaque o violinista, igualmente inglês, Albert Sammons. Tal não resulta de uma qualquer estranha coincidência, mas do facto de Sammons, quer em grupo quer a solo, lhes ter dado uma atenção muito especial, facilmente demonstrada pela lista de compositores britânicos de quem estreou obras: Granville Bantock (1868-1946), Frank Bridge (1879-1941), Frederick Delius (1862-1934), George Dyson (1883-1964), Edward Elgar (1857-1934), Herbert Howells (1892-1983), John Ireland (1879-1962), Edmund Rubbra (1901-1986), Ralph Vaughan Williams (1872-1958).

O facto de ter sido basicamente um autodidacta não o impediu de granjear um grande reconhecimento, principalmente no Reino Unido, tendo tocado com alguns dos mais prestigiados maestros, de que destaco Thomas Beecham (1879-1961), Pierre Monteux (1875-1964) e Henry Wood (1869-1944), todos eles já velhos conhecidos deste burgo.

Albert Sammons faleceu há 57 anos, no dia 24 de Agosto de 1957.


CDs


Frederick Delius
Violin Concerto.
Edward Elgar
Violin Concerto in B minor, Op.61.
Albert Sammons (violino)
Liverpool Philharmonic Orchestra, Malcolm Sargent
New Queen's Hall Orchestra, Henry Wood
Naxos Historical 8.110951

Albert Sammons Plays Delius and Rubbra
Frederick Delius
Violin Sonatas - Nos.1; 2; 3.
Edmund Rubbra
Violin Sonata No.1.
Albert Sammons (violino), Evelyn Howard-Jones, Kathleen Long, Gerald Moore (pianos)
Dutton CDBP9768


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Albert Sammons


11/08/2014

Concertos para Trompa #1: Concerto para Trompa Nº2, de Richard Strauss

Há já quase 7 anos trouxe a estas páginas o trompista inglês Dennis Brain (1921-1957), e apresentei-o como o grande responsável pela maior divulgação da trompa, um dos instrumentos que mais despercebido passa numa orquestra. Uma das razões para tal estará relacionada com o escasso repertório onde a trompa apareça como solista, algo que Dennis Brain procurou corrigir através de encomendas de novas obras a compositores de reconhecidos méritos.

A par disso, Brain tratou igualmente de ressuscitar algumas das obras que já existiam para trompa, comos os quatro concertos de Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) e os dois de Richard Strauss (1864-1949). Os dois concertos para trompa e orquestra de Strauss têm a particularidade de terem sido escritos com um intervalo de seis décadas (isso mesmo, 60 anos bem contadinhos) o que permite, entre outras coisas, apreciar devidamente a evolução estilística do compositor entretanto verificada.

A estreia do Concerto para Trompa e Orquestra Nº2 de Richard Strauss ocorreu há 71 anos, no dia 11 de Agosto de 1943. Na altura o solista de serviço foi o austríaco Gottfried von Freiberg (1908-1962), acompanhado pela Orquestra do Festival de Salzburgo sob a direcção do nosso já bem conhecido Karl Böhm (1894-1981). Nas gravações que anexo, contudo, não é ele que aparece como solista, mas sim o referido Dennis Brain, de quem em breve se assinalarão os 57 anos da sua morte, ocorrida no dia 1 de Setembro de 1957.


CDs


Richard Strauss
Concertos for Horn and Orchestra - No.1, Op.11; No.2, AV132.
Duet-Concertino for Clarinet, Bassoon, Strings and Harp, AV147.
David Pyatt (trompa), Joy Farrall (clarinete), Julie Andrews (fagote)
Britten Sinfonia
Nicholas Cleobury
EMI Eminence CD-EMX 2238
(1994)

Richard Strauss
Also sprach Zarathustra. Horn Concerto No.2. Vier letzte Lieder.
Don Juan. Till Eulenspiegels lustige Streiche. Ein Heldenleben.
Norbert Hauptmann (trompa), Gundula Janowitz (soprano)
Berliner Philharmoniker
Herbert von Karajan
Deutsche Grammophon 469 208-2


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Richard Strauss

Dennis Brain

04/08/2014

Pianistas #39: Anna Vinnitskaya (1983-)

Da imponente lista de prémios obtidos em competições internacionais pela pianista russa Anna Vinnitskaya, há dois que merecem particular destaque: o 4ª lugar obtido na Competição Internacional de Piano Ferruccio Busoni, em 2005, e a vitória na Competição Raínha Elisabete, em 2007. A consulta às listas dos vencedores de edições anteriores destes concursos dá-nos uma boa ideia sobre o peso que têm tido no mundo da música em geral, e na dos pianistas em particular. Realço apenas alguns dos nomes, sem qualquer intenção de desvalorizar os outros:

Ferruccio Busoni International Piano Competition
1956 - Jörg Demus
1957 - Martha Argerich
1966 - Garrick Ohlsson
1969 - Ursula Oppens
1972 - Arnaldo Cohen
1984 - Louis Lortie

Queen Elisabeth Competition
1938 - Emil Gilels
1952 - Leon Fleisher
1956 - Vladimir Ashkenazy
1972 - Valery Afanassiev

A gravação que exibo a seguir é um "dois em um", permitindo-nos assinalar condignamente:

- O aniversário da própria Anna Vinnitskaya, nascida a 4 de Agosto de 1983;
- O falecimento do arquitecto e pintor russo Viktor Hartmann, a 4 de Agosto de 1873, em cujas obras, exibidas no ano seguinte ao da sua morte, o compositor Modest Mussorgsky (1839-1881) se inspirou para escrever os Quadros de Uma Exposição.

Nota: a melhor oportunidade para a ouvir ao vivo será em Janeiro do próximo ano, altura em que dará um concerto em Santiago de Compostela.


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Anna Vinnitskaya

27/07/2014

Tenores #11: Carlo Bergonzi (1924-2014)

Carlo Bergonzi foi o primeiro tenor que por aqui passou, em Julho de 2005; regressaria exactamente 4 anos depois, a propósito de um disco com árias de óperas de Giuseppe Verdi (1813-1901) e Giacomo Puccini (1858-1924).

Carlo Bergonzi foi um extraordinário intérprete, tendo-se distinguido particularmente em Verdi; foi com obras deste compositor, aliás, que se estreou em vários locais: Londres, Nova Iorque, Chicago, Filadélfia ou São Francisco.

Bergonzi faleceu anteontem, em Milão, e a melhor maneira de o recordar e homenagear é ouvindo-o precisamente a cantar Verdi.


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Carlo Bergonzi
Carlo Bergonzi / The Guardian / The New York Times




14/07/2014

Maestros #62: Lorin Maazel (1930-2014)

Faleceu ontem Lorin Maazel, um dos mais reputados maestros das últimas décadas.

O seu reconhecimento mais generalizado terá vindo dos vários Concertos de Ano Novo em que dirigiu a Orquestra Filarmónica de Viena. Há outras façanhas suas, contudo, que, na minha modesta opinião, são bem mais significativas: por exemplo, o facto de ter sido o primeiro norte-americano (e, além do mais, judeu) a dirigir em Bayreuth, isto no já longínquo ano de 1960 - um feito extraordinário!

E que melhor homenagem, então, do que recordar algumas das suas interpretações de Richard Wagner (1813-1883)?


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Lorin Maazel
The Official Web Site / Euronews

07/07/2014

CDs #236: Bruno Walter, The Vienna Farewell Concert

O maestro de origem alemã Bruno Walter (1876-1962), nascido Bruno Schlesinger em Setembro de 1876, já por aqui passou mais do que uma vez (por exemplo aqui: 1, 2), em textos onde dei particular realce ao início da sua carreira, que ficou obviamente marcado pela estreita colaboração com o compositor Gustav Mahler (1860-1911). Depois de ter dirigido o seu concerto de estreia em 1894, em Colónia, e de ter passado por várias orquestras, a vida de Walter, durante a 1ª década do século XX, centrou-se em Viena, onde reencontrou Mahler, de quem já tinha sido maestro assistente em Hamburgo.

Bruno Walter manter-se-ia em Viena até 1912, e teve a oportunidade de dirigir a Orquestra Filarmónica dessa cidade várias vezes, nomeadamente a 26 de Junho desse ano, quando estreou (postumamente) a Sinfonia Nº9 de Mahler. 1933 marcaria o regresso de Bruno Walter a Viena, depois de se ter visto impedido de reger na Alemanha pelo regime nazi. Walter trabalharia como maestro convidado da Ópera de Estado de Viena e como director musical da Orquestra Filarmónica de Viena. Não seria uma estadia muito prolongada, contudo, dado que apenas 5 anos depois o Anschluss forçá-lo-ia a procurar novo poiso. Que seria primeiro a França e pouco depois, em 1939, de novo e de forma definitiva, os Estados Unidos.

Uma vez terminada a guerra Walter regressou várias vezes à Europa, para dar concertos em diversas cidades, Viena incluída. Em 1957, contudo, viu-se forçado a abrandar o ritmo, depois de ter sofrido um ataque cardíaco. Em Maio de 1960 dirigiu pela última vez a Orquestra Filarmónica de Viena, num concerto com um enorme simbolismo: além de marcar o seu adeus definitivo àquela cidade, nele voltou a dirigir uma sinfonia de Mahler, na ocasião no âmbito de um festival concebido para assinalar o centenário do nascimento do grande compositor.

Este último concerto de Walter em Viena teve lugar no dia 29 de Maio de 1960; Gustav Mahler nasceu cerca de 100 anos antes, no dia 7 de Julho de 1860, passam hoje 154 anos.




Bruno Walter
The Vienna Farewell Concert.
Franz Schubert
Symphony No.8 in B, "Unfinished".
Gustav Mahler
Symphony No.4 in G. Three Lieder.
Elisabeth Schwarzkopf (sop)
Vienna Philharmonic Orchestra
Bruno Walter
Music and Arts CD-4705(2)


Internet



Bruno Walter
Bach Cantatas Website / Recorded Performances of Bruno Walter / Wikipedia

29/06/2014

Compositores #112: Bernard Herrmann (1911-1975)

O compositor norte-americano Bernard Herrmann compôs as bandas sonoras de alguns dos mais relevantes realizadores e filmes da história do cinema. Foi notória, em particular, a sua ligação a Alfred Hitchcock (1899-1980), tendo musicado 7 dos seus filmes.

Psycho, de 1960, foi um desses filmes, que apareceu a meio da colaboração entre Hitchcock e Herrmann, que foi de 1955 (com o filme The Trouble with Harry) até 1964 (com o filme Marnie). Contém uma das mais famosas cenas de sempre, aquela em que Marion Crane (interpretada por Janet Leigh) é assassinada no chuveiro. Consta que não era intenção de Hitchcock que a cena fosse musicada, o que só viria a acontecer por insistência do compositor e para nossa sorte...

Bernard Herrmann nasceu há 103 anos, no dia 29 de Junho de 1911.


CD



Bernard Herrmann
Marnie - Theme; Hunting Theme. North by Northwest - Main Titles.
Psycho: Narrative for Orchestra. The Trouble with Harry.
Ernest Gold
Main Theme from - Exodus; It's a Mad, Mad, Mad, Mad World;
The Young Philadelphians; Judgement at Nuremberg; The Last Sunset.
London Festival Orchestra, Ernest Gold
London Philharmonic Orchestra, Bernard Herrmann
Dutton Vocalion CDLK4178
(1963, 1969)


Internet



Bernard Herrmann
The Bernard Herrmann Society / IMDb / Wikipedia

22/06/2014

Obras Orquestrais #25: Portsmouth Point, de William Walton

Thomas Rowlandson (1756-1827) foi um artista inglês que, por vocação e necessidade (£...) dedicou uma boa parte da sua vida a desenhar caricaturas. Muitíssimo prolífico, estima-se que tenha deixado mais de 10.000 obras, entre pinturas e desenhos, o que levou alguém a afirmar que o conjunto da sua obra daria provavelmente para forrar a grande muralha da China...

Este nosso amigo sofria de socialite incurável, derretendo rapidamente o dinheiro que ia recebendo; a sua única fonte de rendimento eram as pinturas, pelo que desenhava sem parar para conseguir levar a vidinha que tanto apreciava...

Uma das suas pinturas, Portsmouth Point, apresenta-nos o movimento no porto de Portsmouth no início do século XIX, e foi nela que o compositor inglês William Walton (1902-1983) se inspirou para escrever uma abertura para orquestra, a que convenientemente deu o nome de... Portsmouth Point.

 
A estreia ocorreu em Zurique 88 anos, no dia 22 de Junho de 1926.


CD



William Walton
"The Collector's Edition"
EMI Classics 3 40868-2


Internet



Thomas Rowlandson
The British Museum / art.com / Wikipedia

William Walton
The William Walton Trust / allmusic / Wikipedia

09/06/2014

Pianistas #38: Claudio Arrau (1903-1991)

O repertório do pianista chileno Claudio Arrau estendeu-se do barroco aos compositores contemporâneos (século XX...), mas hoje, dia em que passam 23 anos sobre o seu falecimento, vou trazer aqui as suas interpretações das obras de um único compositor, Franz Liszt (1811-1886)

Liszt, ele próprio um extraordinário pianista, deixou-nos uma vasta e importante obra para piano, tendo tido em Arrau um dos seus melhores intérpretes. A precocidade de Claudio Arrau é por demais conhecida, sabendo-se, por exemplo, que aos 11 anos já não tinha problemas em tocar os Estudos Transcendentais de Liszt, uma série de 12 composições para piano solo.

A longevidade de Arrau foi igualmente notável; vejam-se (e ouçam-se) os vídeos em anexo (e em vários outros disponíveis no YouTube) ao nível a que ele tocava quando a idade já rondava os 80 anos.


CDs


Franz Liszt
Piano Sonata in B minor, S178. Années de pèlerinage - Première année: Suisse - 'Vallée d'Obermann.
Two Concert Studies.
Claudio Arrau (piano)
Philips 50 Great Recordings 464 713-2

Ludwig van Beethoven
Piano Sonata No.23, "Appassionata", Op.57.
Franz Liszt
Piano Sonata in B minor, S178. Après une lecture du Dante, S161 No.7.
Claudio Arrau (piano)
Orfeo d'Or C611031B

Franz Liszt
Sonata, Dante Sonata, Piano Concertos
Rare Live and Historic Recordings
Claudio Arrau (piano)
Frankfurt Radio Symphony Orchestra, Hans Rosbaud
New York Philharmonic Symphony Orchestra, Dimitri Mitropoulos
Piano Classics PCLD0015


Internet



Claudio Arrau

01/06/2014

Maestros #61: Edo de Waart (1941-)

Bernard Haitink (1929-) foi o maestro principal da Royal Concertgebouw Orchestra durante mais de 20 anos, entre o início da década de 1960 e o final da de 1980. Foi quase logo no início desse reinado que Haitink teve como maestro assistente o igualmente holandês Edo de Waart que, desde então, e passando o exagero, já conheceu quase tantas orquestras como mulheres (vai no 6º casamento...), e em diversos continentes (refiro-me às orquestras...), com particular destaque para o americano, tendo sido, ou sendo ainda, o maestro principal de algumas das mais importante orquestras dos Estados Unidos:


No vídeo que abaixo incluo Edo de Waart, que hoje celebra o 73º aniversário, aparece a dirigir a Orquestra Filarmónica da Rádio da Holanda (que, curiosamente, tem na actualidade como patrono Bernard Haitink), numa obra, no caso o Concerto para Piano Nº2, de um dos compositores em que mais se tem distinguido, Johannes Brahms (1833-1897).


CDs



Michael Torke
Book of Proverbs. Four Proverbs.
Valdine Anderson, Catherine Bott (sopranos), Kurt Ollmann (barítono)
Netherlands Radio Philharmonic Orchestra Chorus
Netherlands Radio Philharmonic Orchestra
Edo de Waart
Decca 466 721-2
(1993, 1996)

Johannes Brahms
Piano Concerto No.1 in D minor, Op.15. Piano Pieces - Op.117; Op.118; Op.119.
Piano Sonata No.3 in F minor, Op.5. Two Rhapsodies, Op.79. Theme and Variations.
Radu Lupu (piano)
London Philharmonic Orchestra
Edo de Waart
Decca 475 7070


Internet



Edo de Waart
Milwaukee Symphony Orchestra / allmusic / Urban Milwaukee / Wikipedia

18/05/2014

Arquitectos #1: Walter Gropius (1883-1969)

Walter Gropius foi o arquitecto fundador da Bauhaus, a famosa escola das artes e da arquitectura estabelecida em Weimar em 1919, e que viria a ter extensões em outras 2 cidades alemãs, Dessau e Berlim. Em 1933 a última ainda em funcionamento, a de Berlim, foi definitivamente encerrada, por pressões dos nazis que a achavam um antro de comunistas intelectuais.

Entre 1915 e 1920 este arquitecto alemão foi casado com Alma Mahler (1879-1964), casamento de que resultou uma filha, Manon Gropius, nascida em Outubro de 1916 e falecida em Abril de 1935, vítima de poliomielite. Pouco antes da morte de Manon o compositor austríaco Alban Berg (1885-1935) tinha recebido uma encomenda do violinista Louis Krasner (1903-1995) para um concerto para violino, que acabou por ver a sua composição antecipada pela notícia da morte de Manon. Na altura Berg estava ocupado com a ópera Lulu, cuja escritou abandonou  para se dedicar então ao seu Concerto para Violino, que ficou com o título de "À memória de um anjo".

Walter Gropius nasceu há 131 anos, no dia 18 de Maio de 1833.


Internet



Walter Gropius
Walter Gropius / Bauhaus online / Bauhaus Dessau / Wikipedia

11/05/2014

Obras Orquestrais #24: Central Park in the Dark, de Charles Ives

Depois de aqui ter trazido a primeira obra de Claude Debussy (1862-1918) que levou com o epíteto de "impressionista", chega hoje a vez do compositor norte-americano Charles Ives (1874-1954) e a sua versão dessa corrente musical, no caso com a obra Central Park in the Dark.

Escrita em 1906, ninguém melhor do que o autor para nos dizer o que com ela pretendeu (vai no mesmo no inglês original, para não dar cabo da coisa com uma tradução tacanha...): "...is a picture-in-sound of the sounds of nature and the happenings that man would hear some thirty or so years ago (before the combustion engine and radio monopolized the earth and air) when sitting on a bench in Central Park on a hot summer night".

Além do aspecto impressionista da obra fica evidente pela descrição a sua vertente programática, por ambicionar fazer-nos uma narrativa de algo que vai para além da música. A estreia foi a 11 de Maio de 1946, passam hoje 68 anos.


CD



Charles Ives
Symphonies - No.1; No.4. Central Park in the Dark.
Dallas Symphony Orchestra
Andrew Litton
Hyperion CDA67540
(2006)


Internet



Charles Ives
The Charles Ives Society, Inc. / Bach Cantatas Website / Wikipedia