13/08/2004

Notícias - 2


in Diário Digital, 2004.08.13

Está aberta uma nova oportunidade de negócio para os países em que a tortura é prática institucionalizada: importam os prisioneiros que se recusaram a dar à língua nos países em que foram detidos, dão-lhes a porrada necessária até que a língua comece a colaborar no processo da fala, e por fim devolvem-nos à proveniência acompanhados das cassetes com as gravações e da respectiva factura.

Na eventualidade de um dia Portugal vir a utilizar estes serviços dever-se-ão tomar cuidados especiais: há riscos de, antes de os prisioneiros serem devolvidos, já as cassetes terem sido desviadas, as respectivas transcrições terem saído na imprensa e o Procurador Geral da República ter emitido um comunicado a aligeirar responsabilidades.