28/09/2004

Invasões Francesas #1

Numa altura em que se comemoram os 194 anos passados sobre a Batalha do Buçaco, que teve lugar a 27 de Setembro de 1810, aproveito a oportunidade para fazer uma breve descrição das três invasões francesas, e do significado profundo que elas trouxeram à expressão "levar na tarraqueta", aqui entendida como estar numa situação difícil e não relacionada com quaisquer actos sodómicos... Comecemos então pela 1ª invasão:

Em 1807, Napoleão Bonaparte (1769-1821) decidiu invadir Portugal, independentemente de eventuais tratados que estavam a ser negociados com Espanha, e que previam a simpática partilha entre eles deste nosso país, colónias incluídas. Para o efeito Napoleão organizou uma força de 28000 homens, comandados pelo general Junot (1771-1813), que chegaria a Lisboa no dia 30 de Novembro desse mesmo ano.



No ano seguinte Napoleão preparou a ocupação de Espanha, e a 6 de Junho o seu irmão José Bonaparte (1768-1844) foi mesmo nomeado rei constitucional, reinado que se prolongaria até 1813. Tarde demais terão os nossos vizinhos espanhóis descoberto que o herói francês não era homem para ver a sua ambição tolhida por meros acordos estabelecidos entre os dois países...


José Bonaparte

Já por essa altura havia inúmeros focos de resistência organizada, tendo este levantamento espanhol alimentado a revolta popular em Portugal.

No dia 1 de Agosto as tropas inglesas, sob o comando de Wellesley (1769-1852), mais tarde Duque de Wellington, desembarcaram em Portugal, perto da Figueira da Foz.



A 17 de Agosto, em Roliça, o exército anglo-luso enfrentou o francês, comandado pelo general Laborde. A vitória não foi absoluta, mas os franceses viram-se forçados a bater em retirada.

A 21 de Agosto nova batalha, desta vez no Vimeiro. Resultado: num espaço de 5 dias os franceses levaram duas vezes na tarraqueta.



Assinar-se-ia então a 30 de Agosto de 1808 a Convenção de Sintra, que formalizou a saída do exército francês. Foi assinada entre a França e a Inglaterra, esqueceram-se de envolver Portugal, que não foi tido nem achado. Apenas espoliado, porque no caminho do regresso, qual bando de ladrões, os franceses levaram tudo o que puderam...

Links

http://www.arqnet.pt/portal/portugal/invasoes/inv1807.html

http://www.arqnet.pt/dicionario/wellington.html



continua