27/09/2004

Lugares - 20

Nos finais do século XVI a anterior prosperidade de Brugge não passava de uma recordação, chegando mesmo a ser considerada a cidade mais pobre da Bélgica em meados do século XIX. A revolução industrial passou-lhe ao lado.



Guido Gezelle (1830-1899), nascido em Brugge, era então o mais famoso poeta de língua flamenga. A casa onde viveu foi entretanto transformada em museu.

A obra "Bruges La Morte" de Georges Rodenbach (1855-1898) dá uma visão de uma cidade adormecida, embora misteriosa, e pelo sucesso obtido na altura ajudou à divulgação da cidade e quiçá à sua reanimação.



É por essa altura que se inicia a construção de um novo porto de mar, inaugurado em 1907, que contribuiu significativamente para a recuperação económica da cidade através da reanimação do comércio. Os seus efeitos notaram-se principalmente no período final do último século.

Brugge manteve um conjunto arquitectónico notável, com inúmeros edifícios nos estilos barroco e gótico. Aliando a isso os vários canais que atravessam a cidade, qual Veneza nórdica, e estavam criadas as condições para a tornar num pólo de atracção turística, o que veio a suceder no decorrer do século XX. É hoje uma das cidades medievais mais bem conservadas da Europa.

A seguir: Brugge vista pela óptica do desNORTE