20/09/2004

Notícias - 5

Da última edição do Expresso:

"Bispos não querem concertos em igrejas
Os bispos portugueses querem proibir concertos de música clássica nos templos e «outras actividades» (...) "

Há três razões que me levam a visitar uma igreja: por obrigação, para apreciar a igreja propriamente dita e para assistir a concertos. Aparentemente os bispos portugueses, numa atitude difícil de compreender, preparam-se para reduzir esses motivos a apenas dois.

Não vou aqui lembrar todas as obras extraordinárias que foram compostas por encomenda da própria igreja, católica, anglicana, ou outra. Não vou questionar a que «outras actividades» os nossos estimados bispos se referem e a que atribuem a mesma gravidade dos ditos concertos. Espanto-me, isso sim, sobre a leviendade com que esses mesmos bispos, por norma interna, ignoram séculos de história e apagam a música erudita dos seus templos.

Pergunto-me, também, se planeiam emitir alguma nota interna sobre a qualidade das músicas tocadas durante as cerimónias religiosas em grande parte das igrejas deste país? Afinal qual é a «actividade» mais danosa? Ouvir uma cantata de Bach numa igreja católica de Portugal ou música pimba em versão sagrada durante uma missa dominical? Terão porventura os digníssimos senhores bispos adoptado a máxima: música barroca, nunca!, só bacoca...

Eu fico-me por Bach, e por isso o disco do dia no desNORTE é:

Johann Sebastian Bach
Cantatas Nos.136, 138, 95 & 46
Bach Collegium Japan, Masaaki Suzuki
BIS CD-991



Boas audições!!!