24/10/2004

Concertos #1

No centenário da morte do compositor checo Antonin Dvorák (1841-1904), nada melhor do que ter a hipótese de ouvir ao vivo uma das suas mais emblemáticas obras. Foi ontem, Sábado, e a obra em causa o Stabat Mater. Para os menos atentos, refira-se que Stabat Mater ("Estava a mãe [do Salvador]"), é um poema do século XIII de autor anónimo, que fez parte da liturgia romana, foi banido pelo Concílio de Trento e recuperado nos inícios do século XVIII. Vários compositores escreveram partituras para esse poema, desde Domenico Scarlatti (1685-1757) até mais recentemente Rossini (1792-1868), Verdi (1813-1901), Poulenc (1899-1963) e, naturalmente, Dvorák.


Antonin Dvorak

O Stabat Mater foi composto por Dvorák num período dramático da sua vida em que, no espaço de um mês, perdeu os seus dois filhos (um por ingestão de veneno, outro vítima de varíola). Nessa altura pegou nos esboços anteriormente abandonados e atirou-se furiosamente ao trabalho. Completou a obra em 2 meses!, mas teve que esperar 3 anos pela sua estreia.

O concerto teve lugar na Igreja de S. Francisco, no Porto, e a interpretação esteve a cargo de:

Larissa Savchenco (meio-soprano), Ana Ester Neves (soprano)
Pedro Chaves (tenor), Ruben Amoretti (baixo)
Orfeão de Pamplona, Alfonso Huarte
Orquestra do Norte, José Ferreira Lobo

Foi uma óptima audição! Antonin Dvorák e a Igreja de S. Francisco voltarão a ser certamente assunto para futuras páginas. Por agora, ficam por aqui algumas fotos da igreja, tiradas antes do concerto.


Igreja de S. Francisco