22/10/2004

Invasões Francesas #5

3ª invasão: continuação

No dia 16 de Setembro de 1810 as tropas francesas, comandadas por Massena, saíram então de Almeida. Objectivo: Coimbra. Fizeram-no pelo vale do Mondego, e chegaram a Viseu entre os dias 18 e 19.


Massena

Previa uma estadia curta nessa cidade, mas as forças anglo-portuguesas alteraram-lhe os planos; o transporte do parque de artilharia já não se previa fácil, pelos maus pisos por onde teria de passar, mais difícil ficou quando as forças do coronel Trant atacaram em Decermilo. Duplo resultado: atrasaram os franceses e danificaram-lhes o material...

Quando, ao contrário do que previra, Wellington se apercebeu de que os franceses se dirigiam a Coimbra pela margem direita do Mondego, reagrupou as suas forças e colocou a linha da frente na serra do Buçaco.

Apesar de desaconselhado pelo marechal Michel Ney (1769-1815), Massena decidiu avançar para o Buçaco, onde chegariam no dia 25. Massena apenas chegaria um dia depois, não aparentava muita pressa; parecia adivinhar o que aí vinha...


Marechal Ney

Ainda no dia 26 Massena convocou os seus generais; não foi conclusão consensual, mas o que é certo é que ele acabou por redigir as ordens para o combate. O ataque inicial aconteceu às 6 horas do dia 27 de Setembro de 1810, através das forças sob o comando do general Reynier. Dificilmente poderia começar pior: os franceses, recebidos sob o fogo da artilharia portuguesa, foram violentamente repelidos, sofrendo 2500 baixas.



Não eram fáceis de convencer, pelo que sentiram necessidade de confirmar a solidez das linhas defensivas anglo-lusas. O marechal Ney toma então a decisão de fazer avançar as divisões de Loison e Marchand. Os resultados não diferiram muito do anterior: cada um deles teve direito a tratamento especializado, aplicado diligentemente pelas nossas tropas. Resultado: fugas desordenadas e mais 2000 almas encomendadas ao Criador. Do lado anglo-luso as baixas totais andaram pelas 1200.



Massena achou então que por esse dia já bastava e determinou o fim dos combates, e por consequência, o fim da Batalha do Buçaco.


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