10/11/2004

Invasões Francesas #7

3ª Invasão Francesa - continuação

Depois de expulsos de Portugal, havia que garantir o não retorno dos franceses, que iriam naturalmente procurar reorganizar-se do lado espanhol para voltarem a atacar o nosso país. As localidades portuguesas de Almeida e Elvas, e as espanholas de Cidade Rodrigo e Badajoz que se lhes opunham directamente, tinham uma enorme importância estratégica. Dispunham todas de fortalezas, que se vigiavam e controlovam mutuamente.

Cidade Rodrigo
Almeida

Badajoz
Elvas


Wellington dividiu as tropas portuguesas entre o Exército do Norte, sob o seu comando directo, e o Exército do Sul, sob o comando do general Hill.

Almeida, ainda na posse dos franceses, tinha entretanto sido cercada pelas forças portuguesas. Massena procurou colocar um ponto final nesse cerco enviando uma força de 44.000 a 48.000 homens (diferentes fontes, diferentes números...). As forças francesas e portuguesas, estas com cerca de 32.000 homens, cruzaram-se em Fuentes de Oñoro, onde Massena, apesar das contínuas tentativas, foi sucessivamente repelido, em linha com as nossas anteriores actuações... Os franceses acabaram por sofrer pesadas baixas, cerca de 4.500 homens, e bater em retirada. Estava-se no dia 6 de Maio de 1811.



Na impossibilidade de socorrer Almeida, Massena instruiu o general Brenier no sentido deste a abandonar, garantindo, no entanto, que a praça seria destruída. Tal foi efectuado no dia 10, e com sucesso: os franceses lograram de lá sair, iludindo para os portugueses para o efeito, e a explosão foi de tal ordem que dos seis baluartes apenas três ficaram de pé!

No dia 11 de Maio de 1811 o marechal Marmont (1774-1852) substituiu Massena à frente do Exército de Portugal (designação atribuída às tropas francesas destinadas a invadir Portugal, ver post Invasões Francesas - 4, de 14 de Outubro), ainda em consequência da derrota em Fuentes de Oñoro.


Auguste Frédéric de Marmont

continua