30/09/2004

CDs #6: Saint-Saëns (1835-1921), Le Carnaval des Animaux

Por vezes há coisas que ficam interminavelmente na lista de compras. Aconteceu no meu caso com O Carnaval dos Animais, de Camille Saint-Saëns, que por lá andou uma boa dezena de anos. Assunto agora resolvido com um CD emitido pela Virgin Classics no ano passado, e acabado de receber. Boas audições para a véspera do Dia Mundial da Música!


CD

Camille Saint-Saëns
Le Carnaval des Animaux.
Fantaisie pour violon & harpe, Op.124.
Romance pour violoncelle & piano, Op.36.
Prière pour violoncelle & piano, Op.158.
Mon coeur s'ouvre à ta voix (Samson et Dalila).
Septuor pour piano, trompette, 2 violons, alto, violoncelle & contrebasse, Op.65.
Renaud Capuçon, Esther Hoppe (violins), Gautier Capuçon (cello), Frank Braley, Michel Dalberto (pianos), Emmanuel Pahud (flute), Paul Meyer (clarinet), David Guerrier (trumpet), Marie-Pierre Langlamet (harp), Béatrice Muthelet (viola), Janne Saksala (double-bass), Florent Jodelet (percussion)
Virgin Classics 5 45603 2





Internet

29/09/2004

Ordem de Malta - 2

Quando Saladino (1138-1193), Sultão do Egipto e da Síria, entrou em Jerusalém, os Hospitalários mudaram-se para S. João de Acre, onde permaneceram por 84 anos, até 1290.


Saladino

Era a época das Cruzadas, ou da guerra santa contra os muçulmanos. A queda de Jerusalém iria levar o papa Gregório VIII a decretar a III Cruzada. Refira-se, por curiosidade, que o reinado deste Papa durou menos de 2 meses: eleito no dia 21 de Outubro de 1187, faleceria no dia 17 de Dezembro do mesmo ano.


Gregório VIII

Em 1291, S. João de Acre também acabaria por cair, e a Ordem dos Hospitalários mudou-se para Chipre. Por lá ficariam até 1309, convivendo com a Ordem dos Templários. Talvez por isso, ou pelo facto de não estarem autorizados a alargar os seus condomínios, os Hospitalários decidiram procurar outras paragens. O local escolhido foi a ilha de Rodes.




continua

28/09/2004

Invasões Francesas #1

Numa altura em que se comemoram os 194 anos passados sobre a Batalha do Buçaco, que teve lugar a 27 de Setembro de 1810, aproveito a oportunidade para fazer uma breve descrição das três invasões francesas, e do significado profundo que elas trouxeram à expressão "levar na tarraqueta", aqui entendida como estar numa situação difícil e não relacionada com quaisquer actos sodómicos... Comecemos então pela 1ª invasão:

Em 1807, Napoleão Bonaparte (1769-1821) decidiu invadir Portugal, independentemente de eventuais tratados que estavam a ser negociados com Espanha, e que previam a simpática partilha entre eles deste nosso país, colónias incluídas. Para o efeito Napoleão organizou uma força de 28000 homens, comandados pelo general Junot (1771-1813), que chegaria a Lisboa no dia 30 de Novembro desse mesmo ano.



No ano seguinte Napoleão preparou a ocupação de Espanha, e a 6 de Junho o seu irmão José Bonaparte (1768-1844) foi mesmo nomeado rei constitucional, reinado que se prolongaria até 1813. Tarde demais terão os nossos vizinhos espanhóis descoberto que o herói francês não era homem para ver a sua ambição tolhida por meros acordos estabelecidos entre os dois países...


José Bonaparte

Já por essa altura havia inúmeros focos de resistência organizada, tendo este levantamento espanhol alimentado a revolta popular em Portugal.

No dia 1 de Agosto as tropas inglesas, sob o comando de Wellesley (1769-1852), mais tarde Duque de Wellington, desembarcaram em Portugal, perto da Figueira da Foz.



A 17 de Agosto, em Roliça, o exército anglo-luso enfrentou o francês, comandado pelo general Laborde. A vitória não foi absoluta, mas os franceses viram-se forçados a bater em retirada.

A 21 de Agosto nova batalha, desta vez no Vimeiro. Resultado: num espaço de 5 dias os franceses levaram duas vezes na tarraqueta.



Assinar-se-ia então a 30 de Agosto de 1808 a Convenção de Sintra, que formalizou a saída do exército francês. Foi assinada entre a França e a Inglaterra, esqueceram-se de envolver Portugal, que não foi tido nem achado. Apenas espoliado, porque no caminho do regresso, qual bando de ladrões, os franceses levaram tudo o que puderam...

Links

http://www.arqnet.pt/portal/portugal/invasoes/inv1807.html

http://www.arqnet.pt/dicionario/wellington.html



continua

27/09/2004

Lugares - 20

Nos finais do século XVI a anterior prosperidade de Brugge não passava de uma recordação, chegando mesmo a ser considerada a cidade mais pobre da Bélgica em meados do século XIX. A revolução industrial passou-lhe ao lado.



Guido Gezelle (1830-1899), nascido em Brugge, era então o mais famoso poeta de língua flamenga. A casa onde viveu foi entretanto transformada em museu.

A obra "Bruges La Morte" de Georges Rodenbach (1855-1898) dá uma visão de uma cidade adormecida, embora misteriosa, e pelo sucesso obtido na altura ajudou à divulgação da cidade e quiçá à sua reanimação.



É por essa altura que se inicia a construção de um novo porto de mar, inaugurado em 1907, que contribuiu significativamente para a recuperação económica da cidade através da reanimação do comércio. Os seus efeitos notaram-se principalmente no período final do último século.

Brugge manteve um conjunto arquitectónico notável, com inúmeros edifícios nos estilos barroco e gótico. Aliando a isso os vários canais que atravessam a cidade, qual Veneza nórdica, e estavam criadas as condições para a tornar num pólo de atracção turística, o que veio a suceder no decorrer do século XX. É hoje uma das cidades medievais mais bem conservadas da Europa.

A seguir: Brugge vista pela óptica do desNORTE

25/09/2004

Ordem de Malta - 1

Fundada em Jerusalém no século XI seguindo o ideal cavaleiresco da Idade Média, a Ordem de S. João de Jerusalém começou com a organização de um hospício religioso, a que se seguiu a criação de um hospital. A finalidade era, em ambos os casos, a de dar assistência aos peregrinos e aos doentes. Por estes factos ficou também conhecida por Ordem dos Hospitalários. O seu fundador foi Gerardo de Tenque, que faleceu em 1120.



A 15 de Fevereiro de 1113 o Papa Pascoal II (Papa entre 1099 e 1118, ano da sua morte) aprovou os estatutos da Ordem e concedeu-lhe inúmeros privilégios.



Raimundo de Puy, que sucedeu a Gerardo de Tenque à frente da Ordem, juntou a componente militar à hospitalar, com o objectivo de defender os peregrinos dos sarracenos.



A essa função seriam adicionadas posteriormente a defesa dos Lugares Santos e o apoio às Cruzadas.

continua

23/09/2004

Lugares - 19

Durante os séculos XIV e XV Brugge cresceu e prosperou: aproximou-se dos 50.000 habitantes e tornou-se numa das mais ricas cidades europeias.



Veio depois o declínio: a concorrência de Antuérpia, com um porto bem maior, o declínio da indústria têxtil e, principalmente, o assoreamento do canal que ditou o fecho do acesso ao mar do Norte, tiveram consequências devastadoras para a cidade.

Ainda assim os séculos XV e XVI viram uma importante escola de pintura flamenga desenvolver-se na cidade, de onde se podem destacar Jan van Eyck (1395?-1441), Hans Memling (1430?-1494), Hugo van der Goes (1440?-1482) e Rogier van der Weyden (1399?-1464). Aparentemente não se dava muita importância à data em que viam pela primeira vez a luz do dia, apenas há certezas quanto aquela em que esticaram o pernil...


Jan van Eyck, The Virgin of Chancellor Rolin


Hans Memling, The Mystic Marriage of St. Catherine


Hugo van der Goes, Adoration of the Shepherds


Rogier van der Weyden, Middelburg Altarpiece

Neste período a influência da pequena cidade de Brugge estendia-se pela Europa. Os mercadores de países como Portugal, Espanha ou Itália que durante o século XV vinham até estas paragens estabeleciam também as pontes culturais e ajudavam a espalhar o prestígio e a influência da escola flamenga de Brugge.

A seguir: até aos nossos dias

22/09/2004

Lugares - 18

Capital da Flandres Ocidental, Brugge é uma pequena cidade belga com cerca de 45.000 habitantes, ligada ao Mar do Norte por um extenso canal (braço de mar) de cerca de 13 km.



Foi nas margens desse canal que entre os séculos VII e IX se estabeleceu uma pequena comunidade. O século XII revelou-se marcante para Brugge, tendo sido elevada a cidade. Por esta altura já se tinha tornado num importante porto internacional, importância que seria posteriormente reduzida por efeito da concorrência de Génova e Veneza.

No século XIV deu-se a tentativa de anexação da Flandres por parte da França, tornada infrutífera pela população primeiro, em Maio de 1302, e pelo exército da Flandres depois, em Julho do mesmo ano.



Na batalha contra os franceses distinguiram-se em particular Jan Breydel, que dá o nome ao actual estádio do F. C. Brugge, e Pieter de Coninck, devidamente lembrados pela estátua existente na praça principal, Markt.

A seguir: os séculos XIV a XVI

21/09/2004

Lugares - 17

Na Serra da Freita há um local especial, destino de inúmeras peregrinações até há uns tempos atrás. O motivo dessas peregrinações, as chamadas pedras parideiras. Desenganem-se aqueles que achem que quem por lá encostar o traseiro (!) resolve o problema da infertilidade... Elas têm esse nome por que são pedras que parem pedras, fenómeno antigo e muito raro no mundo, conforme se pode ver na descrição existente no local e nos links que aqui deixo. E já sabe: se parou o carro para ver a aldeia da Castanheira (ver post de 15 de Setembro), ao regressar não entre logo nele: atravesse antes a rua, suba 50 metros e talvez assista a um histórico e feliz parto!





Links

http://www.terravista.pt/fernoronha/1516/abrete.html
http://arouca.blogs.sapo.pt/arquivo/252445.html
http://www.cm-arouca.pt/directorio/municipio/ambiente_fisico.php

20/09/2004

Notícias - 5

Da última edição do Expresso:

"Bispos não querem concertos em igrejas
Os bispos portugueses querem proibir concertos de música clássica nos templos e «outras actividades» (...) "

Há três razões que me levam a visitar uma igreja: por obrigação, para apreciar a igreja propriamente dita e para assistir a concertos. Aparentemente os bispos portugueses, numa atitude difícil de compreender, preparam-se para reduzir esses motivos a apenas dois.

Não vou aqui lembrar todas as obras extraordinárias que foram compostas por encomenda da própria igreja, católica, anglicana, ou outra. Não vou questionar a que «outras actividades» os nossos estimados bispos se referem e a que atribuem a mesma gravidade dos ditos concertos. Espanto-me, isso sim, sobre a leviendade com que esses mesmos bispos, por norma interna, ignoram séculos de história e apagam a música erudita dos seus templos.

Pergunto-me, também, se planeiam emitir alguma nota interna sobre a qualidade das músicas tocadas durante as cerimónias religiosas em grande parte das igrejas deste país? Afinal qual é a «actividade» mais danosa? Ouvir uma cantata de Bach numa igreja católica de Portugal ou música pimba em versão sagrada durante uma missa dominical? Terão porventura os digníssimos senhores bispos adoptado a máxima: música barroca, nunca!, só bacoca...

Eu fico-me por Bach, e por isso o disco do dia no desNORTE é:

Johann Sebastian Bach
Cantatas Nos.136, 138, 95 & 46
Bach Collegium Japan, Masaaki Suzuki
BIS CD-991



Boas audições!!!

19/09/2004

Mitologia #7

Hugo von Hofmannsthal (1874-1929), poeta, dramatista e ensaísta austríaco, ficou famoso no seu tempo essencialmente devido à sua colaboração com o compositor alemão Richard Strauss (1864-1949). É com base num texto de von Hofmannsthal que Strauss compôs a ópera Ariadne auf Naxos, que teve a sua estreia no dia 23 de Outubro de 1912, em Estugarda.



Conforme apresentado em 23 de Agosto no texto "Mitologia #3", Teseu abandonou Ariadne na ilha de Naxos após ter morto o Minotauro, e é este o ponto de partida para o enredo. Ariadne ficou por lá a lamentar-se do abandono a que foi votada, quando Zerbineta e o seu grupo de comediantes a tentam animar de todas as formas possíveis.



Não tinha havido ainda grandes progressos na tentativa de alegrar Ariadne, senão quando chega à ilha Dionísio (Baco, em lídio), deus do vinho.



De início Ariadne tomou-o por mensageiro da morte, mas em breve apaixonar-se-iam um pelo outro, tendo-a Dionísio levado para o Olimpo já como sua noiva, para contentamento de Zerbineta. Coisa bonita, a apelar ao sentimento.




CDs

Richard Strauss
Ariadne auf Naxos.
Elisabeth Schwarzkopf, Irmgard Seefried, Rita Streich, Rudolf Schock, Hermann Prey
Philharmonia Orchestra
Herbert von Karajan
EMI 5 67077-2



Richard Strauss
Ariadne auf Naxos.
Gundula Janowitz, Sylvia Geszty, James King, Theo Adam,
Peter Schreier, Hermann Prey
Orchester der Staatsoper Dresden
Rudolf Kempe
EMI 7 64159-2




DVD

Richard Strauss
Ariadne auf Naxos.
Jessye Norman, Kathleen Battle, Tatiana Troyanos, James King
The Metropolitan Opera Orchestra
James Levine
Deutsche Grammophon 073 028-9



Internet

http://www.metopera.org/synopses/ariadne.html
http://www.evermore.com/azo/96season/aan_syn.php3
http://www.losangelesopera.com/learn_more/article_detail.asp?productionid=178&articleid=107
http://www.emiclassics.com
http://www.deutschegrammophon.com

17/09/2004

Lugares - 16

O pretexto para a ida a Nelas foi a Festa / Feira do Vinho do Dão. O regresso ao Porto foi já entretanto descrito em dois posts anteriores.



Em simultâneo com a feira do vinho realizou-se um desfile de carros antigos e uma feira de artesanato. Para evitar acusações de promoção contínua do alcoolismo (ver igualmente post de 7 de Agosto, dedicado à Feira do Alvarinho, da Caça e Pesca e da Gastronomia, em Monção), desta vez as fotografias ficam-se pela exibição dos calhambeques... Não ficaram mal nas fotos, embora deva admitir que na altura, depois de um belo almoço regado a tinto, me pareceram ainda mais admiráveis!



16/09/2004

CDs #5: Arthur Bliss, Concerto para Piano

O Concerto para Piano de Arthur Bliss (1891-1975) foi composto para a Exposição Universal de 1939, em Nova Iorque. Bliss compô-lo tende em mente Solomon. A estreia foi no dia 10 de Junho de 1939, com Solomon ao piano e a Orchestra Filarmónica de Nova Iorque dirigida por Adrian Boult.
Em audição no desNorte.




Arthur Bliss
Concerto for Piano and Orchestra in B flat major.
Sonata for Piano. Concerto for Two Pianos and Orchestra.
Peter Donohoe, Martin Roscoe (pianos)
Royal Scottish National Orchestra
David Lloyd-Jones
Naxos 8.557146


Internet

http://www.naxos.com/mainsite/default.asp?label=Naxos
http://www.schirmer.com/composers/bliss/bio.html
http://www.musicweb.uk.net/bliss/

15/09/2004

Viagens - 1

O desNORTE anda esta semana por terras mais a norte (da Europa). Os posts serão por isso mais irregulares. Mas, por outro lado, aparecerão mais temas para abordagem futura. É caso para dizer que "não há senão sem bela"...

Lugares - 15

Em plena Serra da Freita existe uma pequena aldeia, de seu nome Castanheira. Ficam as fotos. Não ficam, contudo, as fotos de alguns mamarrachos que cresceram entretanto lá no meio. É incrível ver as coisas que se permitem fazer neste país. Chamam-lhe progresso... mas são outros os nomes que me ocorrem. Se tiverem oportunidade de lá ir certamente que saberão escolher os adjectivos adequados.







13/09/2004

CDs #4: Johann Hummel (1778-1837), Sonatas para Piano

Em audição, de um compositor imortal enquanto vivo e largamente ignorado depois de morto. Outras histórias para outras alturas, agora é tempo de apreciar a interpretação de Stephen Hough e dar um pequeno contributo para uma maior divulgação de Hummel.


Hummel
Sonatas para Piano: Opp. 81, 106 & 20.
Stephen Hough
Hyperion CDA67390




Internet

http://www.classical-composers.org/cgi-bin/ccd.cgi?comp=hummel
http://www.stephenhough.com
http://www.hyperion-records.co.uk/

12/09/2004

Lugares #14

Depois de Oliveira de Frades a paragem seguinte foi em Pinheiro de Lafões, terra do Dólmen de Antelas e de uma magnífica igreja.




As peripécias do passado tornaram-me sensível à coloração da pele alheia. Procedimento sensato: asseguro-me de que estão todos finos, fico bem visto pela família e ainda garanto a manutenção da limpeza interior da viatura. Bom para a vista, para o olfato e para o ego! Assim que a epiderme infanto-juvenil me pareceu normal partimos rumo a Ribeiradio, onde pude constatar o resultado do abandono da linha férrea do Vouga.



Perdeu-se o comboio, perdeu-se a linha, perdi a possibilidade de materializar uma das minhas memórias de infância. Perdeu-se aquele sentimento de perigo eminente, quando o carro do meu pai parava a meio da subida que leva à igreja de Ribeiradio, a minha mãe apeava-se e ia averiguar da eminência ou não de aparecer o foguete do Vouga na sua progressão ameaçadora. Só após gesto tranquilizador o nosso carro avançava e atravessava a linha. Quantas vezes aconteceu a minha mãe ainda mal ter saído do carro e já 3 ou 4 artistas do volante nos terem ultrapassado e prosseguido a marcha sem hesitações. Mas eu preferia assim: aquele ritual dava um ar misterioso e de suspense à viagem, e enquanto parados não havia curvas... Bom para a imaginação e para o bem estar físico. Hoje passa-se tranquilamente, não há vestígios que indiquem que um dia por ali passaram fumarentos monstros de ferro. Quem não souber, passa lá e sem saber continuará.



A altura era de festa, a igreja enfeitada, as pessoas menos melancólicas, o comércio mais animado. Também havia música, pareceu-me que do agrado geral; a minha ignorância, contudo, não me permitiu identificar nenhum dos compositores. Musicavam poemas portugueses, pareceu-me, custa-me admitir ter sido igualmente incapaz de lhes associar os nomes dos poetas.






A seguir: antes do regresso