14/01/2005

Batalha de S. Mamede - 2

D. Teresa, assim que responsável pelo governo do Condado Portucalense, corria o ano de 1112, começou de imediato a sentir fortes pressões daqueles que ambicionavam a integração desse condado no espaço galego.

As múltiplas investidas dos muçulmanos atrasariam por uns anos a prossecução das acções tendentes a atingir esse objectivo. As coisas mudariam de figura a partir de 1120. D. Urraca, irmã de D. Teresa (e filha legítima de Afonso VI) decidiu invadir o norte de Portugal, tendo mesmo obrigado D. Teresa a procurar refúgio no Castelo de Lanhoso, de onde só saiu após juras de fidelidade a sua irmã.

Depois desse episódio sucederam-se, por parte de D. Teresa, as doações a nobres galegos: terras, vilas, castelos, era uma festa à grande e à galega! Naturalmente que estes acontecimentos desagradaram profundamente a muitos nobres portucalenses, habituados como estavam a um acerta autonomia em relação aos galegos, e trataram portanto de procurar quem lhes pudesse valer.



E é aqui que entra D. Afonso Henriques, filho de D. Henrique e de D. Teresa. Demasiado novo à morte de seu pai para gerir os destinos do Condado, teria uns 3 anos na altura, já era agora suficientemente crescidinho, armado cavaleiro em 1122, para que a nobreza o olhasse como aquele que poderia inverter a situação entretanto criada.

As coisas precipitar-se-iam em 1126, com a morte de D. Urraca e a consequente coroação de Afonso Raimundes como rei de Leão e de Castela. Demorou pouco mais de um ano até que este invadisse o Condado Portucalense e cercasse Guimarães. Foi precisamente perto dessa cidade, em São Mamede, que no dia 24 de Junho de 1128, D. Afonso Henriques enfrentou o exército de sua mãe e do conde galego Fernão Peres de Trava. A sua vitória significou a sua assunção ao governo do Condado Portucalense e o exílio forçado de D. Teresa, que viria a falecer dois anos e pouco depois.


Internet

http://www.arqnet.pt/dicionario/henriquec.html
http://www.arqnet.pt/portal/portugal/temashistoria/afonso1.html
http://www.vidaslusofonas.pt/d.afonso_henriques.htm
http://www.celtiberia.net/articulo.asp?id=952
http://www.portoeditora.pt/bdigital/pdf/NTSITE00_Obobo.pdf