23/02/2005

Lugares - 55

A história de Trier, a mais antiga cidade alemã (já anteriormente referida aqui), é uma história de lutas, guerras, períodos negros e outros nem tanto assim. As suas origens são anteriores a Cristo; perto do final do século II os romanos construiram uma muralha a protegê-la, com cinco portas de acesso à cidade.




A sua população registou grandes variações: de algumas dezenas de milhar no século IV, decresceu para menos de 2.000 no século seguinte. No século XIV tinha cerca de 12.000 habitantes, e no início do século XIX, quando Karl Marx (1818-1883) lá nasceu, já não chegavam a 10.000 os que lá viviam.

As vicissitudes da guerra marcaram Trier profundamente: a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648), as várias guerras que se sucederam contra os franceses, que a tomaram em 1794, em plenas invasões francesas; contaram-se às dezenas os bombardeamentos a que foi sujeita na 1ª guerra mundial, e a destruiu-lhe mais de 40% do centro.

Hoje essas marcas não são facilmente visíveis para o viajante acidental. À parte os vários monumentos que denunciam pedaços da sua história, a cidade cresceu, desenvolveu uma importante universidade e recuperou um pouco da sua anterior relevância.

Justifica plenamente uma visita, mesmo que curta como a nossa o foi. Fica perto da fronteira com o Luxemburgo, e a Holanda, França e Bélgica também não estão longe, pelo que... boa viagem! E tem uns polícias eficientíssimos a passar multas de estacionamento. Fossem os do Porto assim e a cidade pareceria outra!