07/02/2005

Revolução liberal - 4

Naturalmente que, em conjunto com a da elaboração da constituição, outras decisões foram tomadas por corresponderem às ambições dos propulsores do movimento de 24 de Agosto de 1820, merecendo especial referência a (inevitável...) demissão dos oficiais ingleses e a extinção da Inquisição.

Nem tudo correria, todavia, de acordo com os desejos das Cortes de 1821, em especial naquilo que dizia respeito ao Brasil, onde elas pretendiam ter um papel mais interventivo. A coisa correu mesmo mal, a tal ponto que D. Pedro, filho do rei D. João VI e por este nomeado regente do Brasil, recusou-se num primeiro momento a regressar a Lisboa por ordens da Corte e, posteriormente, a declarar a independência daquele país.

Manuel Fernandes Tomás
D. Pedro IV

Perdido o Brasil, havia que salvaguardar a situação no rectângulo continental, consolidando o recém-instalado regime liberal. Tal não se viria a revelar tarefa fácil, dada a magnitude da oposição, em crescendo contínuo.

Os regimes absolutistas europeus também não auguravam nada de positivo para o futuro do nossos liberais. Já tinham, aliás, tratado da saúde ao regime liberal espanhol, executando os seus principais responsáveis e instalando Fernando VII no poder.


continua