25/02/2005

Revolução liberal - 7

Entre outras consequências, além das já referidas nos últimos postais sobre este assunto, refiram-se aqui mais duas da Vilafrancada:

1. D. Miguel foi nomeado comandante-chefe do exército português;
2. Almeida Garrett teve que desandar do país, conforme referi
aqui em Dezembro.

A. Garrett
D. Miguel I

Ao ter tentado agradar a gregos e a troianos o rei D. João VI conseguiu não agradar a nenhuns, cada um dos lados achava-o demasiado simpático para com o outro. Quem também não tinha ficado de todo convencido era D. Miguel, que espreitava a primeira oportunidade para reinstalar a monarquia absolutista em Portugal.

Motivado pelo relativo sucesso da Vilafrancada, procura novo golpe de estado no dia 30 de Abril de 1824, para "salvar o rei, a Real Família e a Nação", naquilo que ficou conhecido como a Abrilada. O rei foi cercado na Bemposta, e a 3 de Maio chegou mesmo a aprovar a golpada do filho.

Não fosse a intervenção da diplomacia estrangeira, em particular a francesa e a inglesa, e a história poderia ter tido um rumo bem diferente. Assim, lá conseguiram persuadir o rei da possibilidade de D. Miguel lhe vir a usurpar o trono, no que veio a resultar na demissão deste a 9 de Maio e o consequente exílio em Viena, para onde partiu a 13 de Maio a bordo da fragata Pérola, nome bem apropriado para semelhante preciosidade...

continua