22/03/2005

Revolução liberal #10

Juradas todas as fidelidades, o infante D. Miguel regressa a Portugal, onde chegou no dia 22 de Fevereiro de 1828. Tal como acordado com D. Pedro, assumiu a regência do reino e jurou novamente a Carta, não fosse haver ainda espíritos não totalmente convencidos de tanta lealdade.

D. Pedro IV
D. Miguel

Do ministério que formou faziam parte, entre outros, D. Nuno Caetano Alvares Pereira de Melo, 6º duque de Cadaval, e D. José Luís de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos, 1º conde de Vila Real. Uns eram absolutistas puros e duros, outros nem tanto assim. O conde de Vila Real fazia parte do grupos dos nem por isso, pelo que não durou muito tempo no posto.

Pressionado pelos seus partidários para assumir de vez o poder, D. Miguel dissolve as cortes e volta a convocá-las em Maio, com um objectivo único: que o nomeassem
rei, cargo que passou a desempenhar oficialmente a partir de Junho de 1828.

A história estava em vias de se repetir, desta vez com os protagonistas a trocar de posições: quando o movimento de Agosto de 1820 instalou o regime liberal em Portugal, vários focos de resistência apareceram em diversos pontos do país. Agora, com D. Miguel finalmente no poder, foi a vez dos liberais e apoiantes de D. Pedro se sublevarem. E, mais uma vez, o fulcro desta resistência concentrou-se no Porto. Seguir-se-ia (mais) uma guerra civil, que terminaria apenas em 1834.

continua