30/03/2005

Revolução liberal #11

Os focos de resistência ao regime absolutista foram aparecendo um pouco por todo o lado mas, na maioria dos casos, foram sendo sucessivamente abafados. A Junta do Porto deu à sola em direcção à Galiza em Julho de 1828, o levantamento da Madeira terminou no mês seguinte, o único que sobreviveu foi o da ilha Terceira, após várias lições infligidas aos absolutistas. Os Açores transformaram-se assim no último reduto dos liberais.

Enganada no meio disto tudo estava D. Maria da Glória, filha de D. Pedro IV, que por esta altura, pelos acordos feitos, já deveria estar há muito casada com D. Miguel e com o trono a seus pés. D. Pedro enfrentava assim dois problemas: o primeiro, no Brasil, onde a contestação ao seu reinado subia de tom; o segundo, em Portugal, dado ser óbvio que D. Miguel nunca iria cumprir o prometido. Em Julho de 1831 D. Pedro abdica a favor de seu filho, D. Pedro de Alcântara, na altura com a apreciável idade de 5 anos (!), e decide regressar a Portugal, para fazer valer os direitos de sua filha.


D. Maria da Glória

Em Agosto desse ano deu-se um mal sucedido levantamento em Lisboa, prontamente esmagado pelos fiéis a D. Miguel. Entre os liberais revoltosos encontrava-se um conhecido escritor e historiador, que esteve em vias de ser guilhotinado. Sabem quem ele era?

Antes de D. Pedro chegar a território português, o que só viria a acontecer em 1832, já os apoiantes da causa liberal tinham conseguido alargar os seus domínios a todas as ilhas dos Açores. A última a cair em sua posse foi a de São Miguel, em Agosto de 1831. Igualmente vítimas de quedas foram os regimes britânico e francês, no decorrer de 1830, substituídos por governos mais sensíveis à causa liberal. Estavam assim reunidas condições mais favoráveis para que os opositores ao regime absolutista avançassem na tentativa da sua deposição.

continua