07/03/2005

Revolução liberal #8

A D. João VI estava destinado um reinado atribulado. Quanto a isto, não havia volta a dar-lhe. As invasões francesas, que o fizeram zarpar para o Brasil, a Vilafrancada, a Abrilada, a declaração de independência do Brasil e a contínua instabilidade do reino acabaram por lhe afectar seriamente a saúde.

Não fosse tal afectação revelar-se insuficiente, alguém tratou ainda de a complementar com um veneno de conveniência, de que viria a resultar a morte do rei no dia 10 de Março de 1826. Os estudos mais recentes parecem comprovar a teoria do envenenamento, não vão pensar que agora o desNORTE desatou a desenvolver melindrosas teorias de conspirações e a assassinar reis de forma desabrida...

D. Isabel Maria
D. João VI

Antes de falecer D. João VI nomeou um Conselho de Regência presidido por sua filha, Infanta D. Isabel Maria. O referido Conselho dever-se-ia manter em funções até que D. Pedro IV se decidisse de vez a assumir as suas responsabilidades régias em Portugal. Só que as coisas não se passaram bem assim! Em Abril de 1826, D. Pedro outorgou a Carta Constitucional e abdicou da coroa em favor da sua filha, D. Maria da Glória, que na altura tinha a vetusta idade de... 7 anos.

Havia ainda duas outras condições impostas por D. Pedro: D. Maria da Glória deveria jurar a Carta Constitucional e casar-se com D. Miguel. Mais uma vez, procurava-se agradar a todos, venerar Deus e saudar o Diabo. A Carta Constitucional procurava satisfazer os liberais, sem o ter conseguido, dados estes preferirem a Constituição de 1822, e o casamento asseguraria a subida ao trono de D. Miguel, objectivo último dos absolutistas. Estavam lá todos os condimentos para o sarilho, e ele veio...


continua