14/03/2005

Revolução liberal #9

A tentativa de D. Pedro IV de ficar de bem com todos só podia dar maus resultados. A infanta Isabel Maria levou vários meses até se decidir a promulgar a Carta Constitucional, tendo-o apenas feito no dia 31 de Julho de 1826. Cheirava-lhe a esturro, e o futuro se encarregaria de provar que, se de algum mal sofria, do olfacto não seria...

Apesar do declarado apoio às decisões de seu irmão, D. Pedro IV, a verdade é que o Partido Absolutista agitava-se e organizava-se no sentido de colocar D. Miguel no poleiro. E assim com comandantes, viscondes, desembargadores, marqueses, foram-se sucedendo escaramuças, pequenos focos de rebelião um pouco por todo o país. Algumas das forças absolutistas foram rechaçadas, tendo-se concentrado em Espanha e aí organizado para as acções subsequentes.

D. Maria da Glória
D. Isabel Maria

O ano de 1826 foi passado com lutas constantes entre liberais e absolutistas. Os primeiros registaram vitórias várias, mas os partidários de D. Miguel tinham sempre refúgio seguro no país vizinho. O apoio de Espanha apenas terminou sob pressão do governo de Inglaterra, preocupado com o rumo que as coisas levavam. D. Pedro procurou então resolver o conflito, nomeando D. Miguel seu lugar-tenente e regente do rectângulo luso. Em contrapartida, D. Miguel juraria fidelidade à rainha e à Carta Constitucional e desposaria finalmente D. Maria da Glória, filha de D. Pedro. Assim foi, mas terá sido o fim dos problemas?


continua