11/05/2005

Revolução liberal #15

O 1º marquês de Vila Flor, mais tarde 1º duque da Terceira, tinha-se distinguido desde muito novo na luta contra os franceses, tendo atingido o posto de coronel quando contava apenas 22 anos. Esteve preso por alturas da Abrilada, por nela se ter recusado a participar. Mais tarde viria a ser nomeado responsável pelas operações militares no Alentejo, tendo lá derrotado as forças absolutistas, após o que se dirigiu para norte.


Duque da Terceira

As coisas não correram tão bem no cerco do Porto, tendo-se visto forçado a zarpar para Inglaterra a bordo do navio Belfast. Já
aqui anteriormente se referiu que, em meados de 1828, a ilha Terceira constituia o único foco de resistência liberalista, e foi para lá, naturalmente, que o marquês de Vila Flor se dirigiu na primeira oportunidade. E aí teve acção decisiva, ao comandar as forças liberalistas que iriam dominar todas as ilhas do arquipélago. Integrado na esquadra que depois de dirigiu ao continente, viria a liderar as forças que desembarcariam no Algarve, conforme se referiu no postal anterior. E foi assim que, a 2 de Julho de 1833, os liberais tomaram Alcoutim e no dia seguinte Mértola.

Na semana seguinte, a 9 de Julho, atacaram Beja, numa acção que se revelaria decisiva para os acontecimentos seguintes. É que o duque da Terceira, título que passou a ostentar a partir do dia 8 de Novembro de 1832, não esteve directamente envolvido nesse ataque, mas mal soube que o visconde de Molelos, general miguelista responsável pela defesa de Lisboa, se dirigiu para Beja para abafar a rebelião, dirigiu-se ele para a capital, que encontrou obviamente incapaz de se lhe opôr convenientemente. Os liberais entraram triunfalmente em Lisboa no dia 24 de Julho de 1833, onde já não encontraram D. Miguel nem os seus apoiantes, que de lá tinham dado à sola dois dias antes!...

continua