17/06/2005

Lugares #86

Não é que Cabeceiras de Basto seja como Roma, onde todas as vias vão dar, mas não deixa de apresentar diversas alternativas à sua abordagem. Uma delas, a A7, é uma curiosidade lusa, ora aparece ora desaparece, numa descontinuidade assombrosa. Muito mais interessante será seguir pelas antigas estradas nacionais, passando por Póvoa de Lanhoso e ficando o resto do percurso por conta da imaginação do condutor. Que a deverá usar amiúde, garantia dada pela repetida ausência de sinalização vertical nos mais intrincados locais...

Além de todos os outros motivos para idas a terras de Basto, há obviamente o Mosteiro de S. Miguel de Refojos, visita obrigatória para os viandantes de ocasião.




A igreja e o edifício conventual são em estilo barroco, mas a fundação do mosteiro datará do século XI, sabendo-se hoje apenas que ele já existia nos inícios do século XII. Refojos recebeu carta de couto de D. Afonso Henriques em 1131, o que atesta a sua relevância de então.



A extinção em 1834 das ordens religiosas (já referida por aqui a propósito da
Ordem de Malta, da Igreja de S. Francisco e do Mosteiro de Arouca) afectou de sobremaneira o mosteiro, que nesse ano foi vendido pelo Estado e parcialmente destruído por um incêndio, que uma desgraça raramente vem só.


Internet

http://www.cm-cabeceiras-basto.pt/45
http://www.eb1-ferreirinha-cavez.rcts.pt/roteiro_turistico.htm