23/06/2005

Questionários #1

Desta vez o questionário tem mais musicalidade, e Il Dissoluto Punito teve a gentileza de me desafiar a preenchê-lo. Convite aceite, vamos ver no que isto dá:

1 - Tamanho total dos arquivos de música no meu computador

Ainda pequeno, coisa para menos de 1GB, com boas probabilidades de assim não continuar por muito mais tempo. Quebrado o enguiço, com o primeiro download efectuado do site da Orquestra Filarmonia, temo que em breve não haja espaço suficiente no disco...

2 - Último disco que comprei

Foram na realidade 2, na semana passada, aquando da estadia na Holanda. A saber: a Missa Solemnis, de Hummel (Naxos 8.557193), e Éclairs sur l'Au-delà, de Messiaen (EMI 5 57788-2).

3 - Canção que estou a escutar agora

O dueto do 1º acto da Arabella, de Richard Strauss, com Renée Fleming e Barbara Bonney. Com esporádicos efeitos especiais (joaninos...), providenciados gratuitamente pelos traquinas que aqui habitam... Ainda assim, sublime!

4 - Cinco canções que ouço frequentemente ou que têm algum significado para mim

Pois, esta é complicada, mas...: o ciclo Winterreise, de Schubert, obviamente com Fischer-Dieskau e Gerald Moore (só aqui já vão 24 canções... levam 23 de borla); Mesicku na nebi hlubokém... (O moon in the velvet heavens...), outra vez Fleming, na Rusalka de Dvorák; o Liederkreis Op.24 de Schumann, com Prégardien ou Bostridge, depende do dia... (e lá vão mais uns quantos lieder de oferta...); Non la sospiri, la nostra casetta..., na Tosca, de Puccini, com Callas e di Stefano em sessões nostálgicas, Gheorghiu e Alagna nas restantes; Mots d'amour, de Chaminade, por von Otter.

5 - Lanço o testemunho a outros três bloggers

E subitamente esta tornou-se na mais complicada... mas... utilizando os créditos acumulados na resposta anterior, atrevo-me a mencionar apenas 2: passo-o ao Virgílio Marques, do blogue Guilhermina Suggia, embora ciente da eventual menor adequação deste tipo de iniciativas ao (excelente) blogue em causa, e ao Álvaro Sílvio Teixeira, do Crítica de Música.


E agora, se me permitem, tenho que ir ali num instante ouvir Quim Barreiros, um clássico, levar com martelos na cachimónia e alho-porro no nariz, e olhar para o balão, feito patego como os outros, antecipando o momento em que ele se incendeia irremediavelmente e mergulha em lágrimas no horizonte. Até já.