13/10/2005

Reis de Portugal #9: D. Maria II (1819-1853)

D. Maria II apenas viveu 34 anos, algo dificilmente imaginável quando percorremos com o olhar a história da sua atribulada vida. Viu-se rainha aos 15 anos de idade, no rescaldo da revolução liberal, e casada no ano seguinte, com o príncipe Augusto de Leuchtenberg. O pai facilitou-lhe a vida, escolhendo-lhe o noivo com quem ela haveria de casar. E não teve que procurar muito, apontou logo para o irmão da madastra de D. Maria...


D. Maria II

Rainha que se preze é rainha casada, mas quis o destino que o arranjo matrimonial não fosse de longa duração, dado Augusto de Leuchtenberg (1810-1835) ter esticado o pernil poucos meses depois! Naturalmente que as Câmaras fizeram ver à rainha a importância de esta voltar a casar rapidamente, o que veio a acontecer no dia 9 de Abril de 1836. O feliz contemplado foi D. Fernando Augusto de Saxe-Coburgo-Gotha, detentor de um nome suficientemente pomposo para ser o escolhido da negociata que esteve na base do novo matrimónio que, contrariando as expectativas, foi harmonioso e premiado com uma prole de 11...

Terá sido mesmo das poucas coisas estáveis na vida de D. Maria II, já que no país se sucediam as peripécias. Depois da
Revolução de Setembro e da Belenzada, esperar-se-ia (desejar-se-ia...) que 1837 fosse um ano mais calmo. Puro engano! Logo em Maio um grupo de oficiais miguelistas, reunido perto de Loures, organiza uma conspiração, que viria a ficar conhecida como a Conjura das Marnotas. Não tiveram grande sucesso, acabaram todos engaiolados...

No mês seguinte cai o
governo de Sá da Bandeira e Passos Manuel, substituído por um chefiado pelo conselheiro António Dias de Oliveira e, em Julho, dá-se início à Revolta dos Marechais, cujo autores ambicionavam restituir a Carta Constitucional. A revolta colocou o país em estado de sítio, envolvendo acções militares de norte a sul, suspensão dos direitos e garantias durante um mês, e mesmo a proclamação da famosa Carta em várias localidades.


Marechal Saldanha, Duque da Terceira, Mousinho de Albuquerque

Em Setembro as forças constitucionais derrotam as revoltadas, em Ruivães, assinando-se então, no dia 7 de Outubro, uma convenção, conhecida como a Convenção de Chaves, que determinou o fim da revolta. Os seus principais instigadores, o marechal Saldanha, o duque da Terceira e Mousinho de Albuquerque, deram sensatamente à sola, sob pena de acabarem como os outros, na gaiola... No dia 14 de Outubro de 1837, Sá da Bandeira assumiu a Presidência do Conselho.


Internet

http://www.arqnet.pt/portal/portugal/liberalismo/lib1836.html
http://www.arqnet.pt/dicionario/sabandeira1m.html
http://www.arqnet.pt/dicionario/saldanha1d.html
http://www.arqnet.pt/dicionario/terceira1d.html
http://www.arqnet.pt/dicionario/albuquerquemouluis.html

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