29/07/2005

Quartetos de Cordas #1: Quarteto de Cordas Nº10, Op.51, de Dvorák

Joseph Joachim (1831-1907) foi um dos mais importantes violinistas do seu tempo. Igualmente importante foi o quarteto de cordas por si formado em 1869, convenientemente apelidado de Quarteto Joachim, e que estreou várias obras dos mais conhecidos compositores da época, nomeadamente de Brahms e de Dvorák.


Joseph Joachim, Joachim Quartet

Depois da publicação, em 1878, do Sexteto de Cordas, Op.48, de Antonín Dvorák (1841-1904), estreado ainda nesse mesmo ano pelo Quarteto Joachim (reforçado, naturalmente, por mais uma viola e um violoncelo, para obtenção do necessário quorum...), o compositor recebeu uma solicitação para escrever (mais um) quarteto de cordas.


Antonín Dvorák, The Lindsays, Alban Berg Quartet

Dvorák precisou de cerca de 3 meses para compor o quarteto, o número 10, tendo-o finalizado em Março de 1879. Curiosamente, apesar da solicitação para a sua escrita ter partido do Quarteto Florentin, a estreia viria a ser efectuada pelo já referido Quarteto Joachim, no dia 29 de Julho de 1879.


CDs



Dvorák
String Quartet No.10, Op.51.
String Quartet No.14, Op.105.
The Lindsays
ASV CDDCA788 (1992)

Dvorák
String Quartet No.10, Op.51.
String Quartet No.14, Op.105.
Alban Berg Quartet
EMI 5 57013-2 (2001)


Internet

http://www.maurice-abravanel.com/joachim_joseph_english.html
http://www.jssgallery.org/Paintings/Joseph_Joachim.htm
http://w3.rz-berlin.mpg.de/cmp/dvorak.html

28/07/2005

CDs #47: Bach, Keyboard Concertos

Em Maio de 1723, o compositor e organista alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750) e família mudaram-se de armas e bagagens para Leipzig para assumir o lugar de kantor (director musical de igreja luterana ou de escola a ela anexa) da Thomasschule. Na Primavera de 1729 acumulou a direcção do Collegium Musicum da Universidade de Leipzig, cargo que desempenhou durante 12 anos, com um interregno entre 1737 e 1739.

Os concertos para teclado foram uma criação de Bach, tendo os primeiros sido compostos no período em que liderou o Collegium, um grupo de músicos mais ou menos profissionais fundado por Telemann (1681-1767) em 1702.


Johann Sebastian Bach, Murray Perahia

Originalmente escritos para cravo, no disco aqui hoje trazido este é substituído pelo piano, em excelentes interpretações do norte-americano Murray Perahia
(1947-). Os 4 concertos ora apresentados, BWV1054, BWV1056, BWV1057 e BWV1058 foram compostos entre 1740 e 1744, e derivam todos de anteriores concertos instrumentais escritos por Bach. Grandes audições, e extraordinária forma de assinalar o 255º aniversário da morte de Johann Sebastian Bach!



Johann Sebastian Bach
Keyboard Concerto No.3 in D major, BWV1054.
Keyboard Concerto No.5 in F minor, BWV1056.
Keyboard Concerto No.6 in F major, BWV1057.
Keyboard Concerto No.7 in G minor, BWV1058.
Murray Perahia, piano
Academy of St. Martin in the Fields
Murray Perahia
Sony Classical SK 89690

27/07/2005

Violoncelistas #3: Amaryllis Fleming (1925-1999)

Para Amaryllis Fleming, saber quem eram os seus verdadeiros progenitores revelou-se uma tarefa nada fácil. Filha ilegítima pelo lado do pai, o pintor galês Augustus John (1878-1961) e de Eva Fleming, que repetidamente negou ser sua mãe, só aos 23 anos viu confirmada a ascendência.


Amaryllis Fleming

Houve mesmo quem tivesse aventado a hipótese de Amaryllis Fleming ser filha de Guilhermina Suggia, conforme se pode ler aqui
. Diga-se já agora que é da autoria de Augustus John o retrato mais famoso de Guilhermina Suggia:



Amaryllis começou muito cedo a tocar violoncelo, foi aluna no Royal College of Music
, e mais tarde teve aulas com Pierre Fournier (1906-1986), Guilhermina Suggia (1885-1950) e Pablo Casals (1876-1973), entre outros. Estreou-se em público interpretando o Concerto para Violoncelo de Elgar (1857-1934), uma obra que a marcaria decisivamente: foi igualmente com ela que se estreou nos Concerto Promenade, em 1953, e foi ainda de Amaryllis a sua estreia em solo germânico. A partir dos anos 60 dedicou-se principalmente ao ensino. Faleceu no dia 27 de Julho de 1999, com 73 anos.

Terminamos com mais uma pequena curiosidade (coscuvilhice): Eva Fleming, a mãe de Amaryllis, viria mais tarde a contrair matrimónio, de que resultaram dois rebentos, Peter e Ian, sendo este último o criador de Bond, James Bond...

26/07/2005

Lugares #95

Conforme referido neste postal, a história de Santiago de Compostela remonta ao ano 813, quando o local onde se encontravam os seus (de Santiago, entenda-se...) restos mortais foi indicado por uma estrela. Por ordem do rei das Astúrias, Afonso II, foi construída de imediato uma capela no local, que tamanho milagre não era para menos.



Uns anos mais tarde, Afonso III, o rei das Astúrias em funções, decidiu-se por um upgrade, e ordenou a construção de uma basílica. Uma boa parte dos materiais, nomeadamente aqueles à base de mármore, foram obtidos em Portucale, tendo Afonso III enviado para o efeito uma frota de navios. Foram-se os mármores, ficou o pó aos espanhóis...



A construção da Catedral foi iniciada no último quartel do século XI, sendo o remate final, já na segunda metade do século XII, da responsabilidade de mestre Mateo, que tornou possível o avanço da nave principal para poente. É ainda de mestre Mateo o Pórtico da Glória (fotografias de cima), que procura divulgar a mensagem bíblica e, desse modo, preparar os peregrinos recém-chegados. A fachada barroca foi adicionada no século XVIII.




Postais anteriores

1 -
O Hospital dos Peregrinos
2 -
O Colégio de San Jerónimo
3 -
O Pazo Raxoi


Internet

http://www.fuenterrebollo.com/Heraldica-Piedra/compostela.html
http://www.geocities.com/Area51/Shadowlands/7336/croques.htm

25/07/2005

CDs #46: Glorious John

John Barbirolli (1899-1970), que se iniciou na música como violoncelista, tinha como ambição a regência de orquestras, pelo que, na falta de melhor oportunidade, fundou a sua própria orquestra de câmara. Estávamos no ano de graça de 1924, e a prova de que o homem tinha a sua razão não tardou muito, pois no final do ano seguinte recebeu um primeiro convite, para dirigir a British National Opera Company.


John Barbirolli

Entre a primeira e a última gravação de Barbirolli passaram-se 59 anos, em que esteve à frente, nomeadamente, da Orquestra do Covent Garden (na 1ª metade dos anos 30), da Filarmónica de Nova Iorque (1936-43) e da Hallé Orchestra (até ao fim da sua vida).

O disco duplo hoje aqui trazido inclui gravações que vão desde 1911 (a primeira efectuada por Barbirolli, juntamente com a sua irmã, Rosa Barbirolli, ao piano) até 1969, com a Cantata Nº208 de Johann Sebastian Bach (1685-1750). Naturalmente que a parte de leão vai para gravações efectuadas com a Hallé Orchestra, mas o período inicial no Covent Garden, e o americano em Nova Iorque não ficaram de fora.

John Barbirolli deu o seu último concerto35 anos, no dia 25 de Julho de 1970, apenas 4 dias antes de falecer.



Glorious John
Sir John Barbirolli C. H. (1899-1970)
Dutton Laboratories CDSJB 1999


Internet

http://www.bach-cantatas.com/Bio/Barbirolli-John.htm
http://www.geocities.com/laosw/Classical_Html/barbirolliBio.htm

24/07/2005

Lugares #94

Por decisão papal, o mosteiro de Bravães foi extinto em Fevereiro de 1434, tendo-se mantido apenas a igreja paroquial. Construída no século XII, apresenta ainda hoje os traços originais, a menos de algumas intervenções pontuais. As afamadas intervenções à portuguesa fazem-se sentir em todo lado, não se vislumbra razão para os monumentos serem excepção...



No caso em apreço a remodelação consistiu em fazer desandar o campanário duplo, que tinha crescido no local errado, coroando a fachada da igreja! Particularmente notáveis são o pórtico, (aparentemente) o mais antigo portal-retábulo de Portugal, e a rosácea no topo da nave.



As evidência fotográficas aqui deixadas apenas apresentam o exterior do monumento (classificado como Monumento Nacional desde 1910), por o autor destas linhas ter sido fuzilado por vários pares de olhos, de donos incapazes de compreender uma alma bisbilhoteira que por lá entrou de máquina em riste. O próprio padre pareceu interessado, interrompendo de imediato a missa... Vá-se lá entender esta gente, se não tivesse ido à hora da missa certamente que encontraria a igreja fechada!



Para os mais curiosos, a igreja fica na freguesia de Bravães, concelho de Ponte da Barca, algures na EN103.


Internet

http://www.geira.pt/arqueo/html/sitio113.html
http://www.ocomerciodoporto.pt/secciones/noticia.jsp?pIdNoticia=8053&pIdSeccion=17

23/07/2005

Pianistas #3: Leon Fleisher (1928-)

No ano passado o pianista norte-americano Leon Fleisher, nascido passam hoje 77 anos, editou um disco com obras de diversos compositores, todas elas bem conhecidas e disponíveis em variadíssimas gravações. O que é que faz então deste um disco especial? O facto de durante mais de 35 anos lhe ter sido impossível gravá-lo, e a razão para isso encontra-se no próprio nome dado ao disco: "Two Hands".


Leon Fleisher

Teve um começo auspicioso, como aluno do pianista austríaco Arthur Schnabel (1882-1951), estreia à frente da Orquestra Sinfónica de S. Francisco quando tinha apenas 14 anos e da Orquestra Filarmónica de Nova Iorque quando tinha 16, e vencedor, em 1952, do concurso da Rainha Elizabete, na Bélgica. Seguiram-se turnés e concertos com as melhores orquestras mundiais e os maestros mais conceituados até que, em 1965, tudo terminou abruptamente, por incapacidade de utilizar a sua mão direita. Um problema neurológico imobilizou-a parcialmente, resultando no fim da carreira de Fleisher, tinha ele 37 anos.

Durante perto de 40 anos dedicou-se ao ensino, à regência e à interpretação de peças de piano para a mão esquerda. Até que, em 1995, experimentou uma nova terapia, que lhe devolveu a sensibilidade e os movimentos à mão direita, lhe permitiu voltar ao repertório para duas mãos e gravar um dos melhores discos do ano!


CDs



Two Hands.
Bach
Jesu, Joy of Man's desiring. Sheep may safely graze.
Chopin
Mazurka No.32. Nocturne No.8, Op.27 No.2.
Debussy
Suite bergamasque - Clair de lune.
Scarlatti
Keyboard Sonata in E, Kk380.
Schubert
Piano Sonata No.21.
Leon Fleisher, piano
Vanguard Classics ATMCD1551

Brahms
Piano Concerto No.1, Op.15. Piano Concerto No.2, Op.83.
Leon Fleisher, piano
Cleveland Orchestra
George Szell
Sony Classical MH2K63225

Beethoven
Piano Concertos Nos.2 & 4.
Leon Fleisher, piano
Cleveland Orchestra
George Szell
Sony Classical SBK48165

Great Pianists of the 20th Century - Leon Fleisher
Copland
Piano Sonata .
Liszt
Piano Sonata, S178.
Mozart
Piano Sonata No.10 K330/K300h.
Rachmaninov
Rhapsody on a Theme of Paganini, Op.43.
Ravel
Concerto for Piano Left-Hand and Orchestra.
Rorem
3 Barcarolles.
Weber
Piano Sonata No.4, J287 Op.70.
Leon Fleisher, piano
Baltimore Symphony Orchestra
Cleveland Orchestra
George Szell
Philips 456 775-2


Internet

http://www.icmtalent.com/musperf/profiles/60083.html
http://www.cello.org/heaven/disabled/fleish.htm



Notas

1 - Agora já entenderão melhor a referência feita no postal de ontem
sobre a coincidência do concerto de hoje, que incluiu o Concerto para a mão esquerda, de Maurice Ravel.

2 - Antes do concerto assisti a uma palestra de António Cartaxo sobre os Quadros de uma exposição, de Modest Mussorgsky, outras das obras a ser tocada no concerto. Há muitos anos que sou ouvinte atento dos seus programas radiofónicos, pelo que já tinha uma ideia do que poderia esperar. Foi do mais interessante a que assisti, só posso estar grato pelo convite recebido.

22/07/2005

Concertos #20

Em 1913 o pianista norte-americano de origem austríaca Paul Wittgenstein teve a sua estreia, em Viena, sua cidade natal. Chamado ao serviço militar, que a guerra não esperava, viria a perder o braço direito logo em 1914.


Paul Wittgenstein

Em vez de se resignar à fatalidade, decidiu prosseguir a carreira pianística, especializando-se em obras para a mão esquerda. E grande sucesso obteve, êxito comprovado até pelos compositores que lhe escreveram obras: Franz Schmidt (1874-1939), Richard Strauss (1864-1949), Sergei Prokofiev (1891-1953), Benjamin Britten (1913-1976), Maurice Ravel (1875-1937).


Maurice Ravel

Foi precisamente o Concerto para a mão esquerda, de Maurice Ravel, que mais projectou o nome de Paul Wittgenstein, que o estreou no dia 5 de Janeiro de 1932. E será esta uma das obras a ser tocada amanhã na Casa da Música, de novo
com o português Artur Pizarro ao piano, acompanhado pela Orquestra Nacional do Porto sob a direcção de Tugan Sokhiev.


Artur Pizarro, ONP, Tugan Sokhiev

A abrir o programa teremos o Prélude à l'aprés midi d'un faune, de Claude Debussy, e a finalizar a ultra-famosa orquestração de Ravel dos Quadros de uma exposição de Modest Mussorgsky:

Claude Debussy
Prélude à l'aprés midi d'un faune.
Maurice Ravel
Concerto para a mão esquerda.
Modest Mussorgsky
Quadros de uma exposição (orquestração de Ravel).
Artur Pizarro (piano)
Orquestra Nacional do Porto
Tugan Sokhiev

E não deixa de ser uma coincidência notável que este concerto tenha lugar num dia 23 de Julho. Porquê? Para saber vai ter que cá voltar amanhã, que nós aqui só servimos postais em doses individuais...


Internet

http://www.musicweb-international.com/Programme_Notes/ravel_pclefthand.htm
http://www.aeiou.at/aeiou.encyclop.w/w843023.htm
http://www.trivia-library.com/c/biography-of-one-armed-pianist-paul-wittgenstein-part-1.htm
http://www.onpedia.com/encyclopedia/Paul-Wittgenstein

21/07/2005

Violinistas #3: Isaac Stern (1920-2001)

Há uns meses atrás, neste postal, contou-se em breves palavras a história do nascimento do Carnegie Hall. No início dos anos 60 do século passado essa sala passou por momentos difíceis, mas houve um homem que se distinguiu na sua defesa e evitou a demolição eminente: o violinista norte-americano Isaac Stern, nascido na Rússia85 anos.


Isaac Stern

Isaac Stern acabaria por dirigir os destinos do Carnegie Hall durante mais de 30 anos, o que não o impediu, em qualquer dos casos, de se afirmar como um dos maiores violinistas do século XX. Teve ainda uma activa intervenção política, com óbvio destaque para o concerto que deu em Jerusalém em 1967, após a Guerra dos Seis Dias (aquela que terminaria com Israel a assumir a posse dos Montes Golan e da Faixa de Gaza, para citar apenas dois).

Como violinista, teve o seu concerto de estreia ainda antes de perfazer 16 anos, acompanhado pela Orquestra Sinfónica de S. Francisco dirigida pelo grande
Pierre Monteux. Tocou ainda com Thomas Beecham, Leonard Bernstein, Eugene Ormandy, Dimitri Mitropoulos e Bruno Walter, entre outros. Compositores como Leonard Bernstein, Maxwell Davies, William Schuman, Henri Dutilleux e Krzystof Penderecki dedicaram-lhe obras. Formou 2 conhecidos trios para interpretar música de câmara, o primeiro com Eugene Istomin (1925-2003) e Leonard Rose (1918-1984), o segundo com Yo-Yo Ma (1955-) e Emanuel Ax (1949-).


Itzhak Perlman, Yo-Yo Ma, Pinchas Zukerman

Deu igualmente especial atenção a novos valores, tendo patrocinado, nomeadamente, Itzhak Perlman, Yo-Yo Ma e Pinchas Zukerman.


CDs



Antonin Dvorák
Piano Quartet in E flat, Op.87. Romantic Pices, Op.75. Sonatina in G, Op.100.
Isaac Stern (violino), Jaime Laredo (viola), Yo-Yo Ma (violoncelo),
Emanuel Ax, Robert McDonald (pianos)
Sony Classical SK62597

Ludwig van Beethoven
Sonate pour Violon et Piano Nº2, Op.12 Nº2.
Johann Sebastian Bach
Sonate pour Violon Seul, BWV1001.
Niccolo Paganini
La Campanella (arr. F. Kreisler).
Sergei Prokofiev
Sonate pour Violon et Piano, Op.80.
Henri Vieuxtemps
Concerto pour Violon Nº4, Op.31.
Joseph Haydn
Adagio du Concert pour Violon, Hob.VIIa:1.
Joseph Suk
Burlesque, Op.17 Nº4.
Isaac Stern (violin), Alexander Zakin (piano)
INA Mémoire Vive IMV054


Internet

http://www.pbs.org/wnet/americanmasters/database/stern_i.html
http://www.editionsmontparnasse.fr/violin/stern/bio_stern.html

20/07/2005

Lugares #93

A diáspora, ou dispersão do povo judeu pelas mais diversas partes do mundo, mostrou, entre outras coisas, que é possível manter uma nação sem um espaço geográfico associado. O culto judaico foi igualmente mantido, e para esse fim os judeus ergueram frequentemente sinagogas nas cidades onde se encontravam.



A partir dos finais do século XV (ou, mais precisamente, a partir de 1492, após a expulsão de Espanha), inúmeros judeus de Espanha e de Portugal, os sefarditas, rumaram a Amesterdão, lá tendo constituído comunidade assinalável. E nessa cidade construiram também uma sinagoga, em 1665, no Quarteirão Judeu, sendo à altura a maior sinagoga jamais construída.



Tinham entretanto passado perto de 200 anos desde a sua expulsão de Espanha, pelo que se torna fácil de perceber a importância da sinagoga portuguesa-israelita para a comunidade judaica de Amesterdão.




Internet

http://www.esnoga.com/
http://www.jhm.nl/amsterdam_eng.aspx?ID=2
http://www.frommers.com/destinations/amsterdam/A22225.html