30/09/2005

Poetas #3: Wilhelm Müller (1794-1827)

Antes de se dedicar à poesia, o alemão Wilhelm Müller participou como voluntário na Guerra Prussiana (1870-1871), travada entre a França e a Prússia, e de que resultou a formação do império germânico. Müller faleceu há 178 anos, no dia 30 de Setembro de 1827.


Wilhelm Müller

Possivelmente (provavelmente...) Müller seria um poeta menos conhecido hoje em dia não fosse ter escrito, entre 1821 e 1824, Gedichte aus den hinterlassenen Papieren eines reisenden Waldhornisten, um conjunto de poemas de carácter popular. E se Franz Schubert (1797-1828) não tivesse utilizado alguns desses textos para os seus ciclos de canções (lieder) Die schönne Müllerin (1823) e Winterreise (1827).


Franz Schubert, Dietrich Fischer-Dieskau, Gerald Moore

Em relação a Winterreise, a minha interpretação favorita continua a ser a de Fischer-Dieskau com Gerald Moore, gravada ao vivo no Festival de Prades, em 1955. É, aparentemente, a única gravação ao vivo existente de Fischer-Dieskau a cantar Winterreise, com excepção de uma afamada gravação pirata efectuada em 1978, de circulação restrita... E relembramos que este ano Fischer-Dieskau comemorou o seu 80º aniversário, razão extra para o continuar a ouvir insistentemente!


CD



Franz Schubert
Winterreise.
Dietrich Fischer-Dieskau (barítono), Gerald Moore (piano)
INA Mémoire Vive IMV058


Internet

http://www.gopera.com/winterreise/songs/cycle.mv
http://www.gopera.com/winterreise/articles/rp_mueller_bio.mv
http://en.wikipedia.org/wiki/Wilhelm_Müller
http://www.recmusic.org/lieder/m/muller/
http://www.fischer-dieskau.de/

29/09/2005

Lugares #111

Este rectângulo, onde hoje sobrevive um povo anémico e resignado, foi palco de momentos empolgantes, em que se verificaram inúmeros conflitos, que haviam, aliás, de estar na sua origem. É assim normal que a história de muitas das aldeias e vilas de Portugal nos fale de povos vários, invasões diversas e guerras violentas. Atente-se, por exemplo, nesta apresentação:

"Os Túrdulos, os lusitanos, os romanos, os suevos, os visigodos, os mouros e por fim os cristãos da Europa, todos eles por aqui passaram e deixaram marcas indeléveis. Tanto assim que, em Marialva, cada uma das suas pedras é mais do que um livro aberto: é um testemunho precioso da sua história única".
(http://www.cm-meda.pt/concelho/freguesias/marialva/index.htm)



Os livros dizem-nos que aquilo que os suevos e os visigodos por lá foram construindo os mouros acabaram por destruir, que Alá não apreciava tantos símbolos cristãos em tão pouco terreno. O século XII marcaria definitivamente Marialva, com o foral atribuído por D. Afonso Henriques (1108/9-1185) e o início do povoamento. No século seguinte D. Dinis (1261-1325) criaria a feira mensal de Marialva.



Pois não foi a feira mensal mas a medieval que desta vez nos fez ir para aquelas bandas. E que extraordinário passeio este, efectuado ao longo das margens do rio Douro e temperado com uns peixinhos do rio devidamente regados, logo ali à saída da Régua! O resto, conta-se em imagens.





Internet

http://www.cm-meda.pt/
http://www.cm-meda.pt/concelho/freguesias/marialva/
http://www.piscos.net/

28/09/2005

CDs #55: Gillian Weir, Organ Master Series, Volume 1

Lawrence Phelps (1923-1999) foi um dos mais proeminentes fabricantes de órgãos nos Estados Unidos. A sua primeira grande realização foi o órgão que concebeu em 1949 para a First Church of Christ, Scientist, em Boston, Massachusetts. Phelps tinha apenas 26 anos na altura, e o sucesso daquela primeira realização não deixou dúvidas quanto à sua actividade futura...


Lawrence Phelps, Gillian Weir

Mais tarde criaria a sua própria empresa, a Lawrence Phelps and Associates que, entre 1973 e 1981, construiria alguns dos mais importantes órgãos, dos Estados Unidos e não só, pois seria ainda de Phelps o primeiro órgão americano a ser instalado na Europa, em Hexham Abbey, Inglaterra.

Gillian Weir, natural da Nova Zelândia e viúva de Lawrence Phelps, é uma das mais conceituadas organistas da actualidade e, no disco que aqui hoje trazemos, gravado em Julho de 2000, toca precisamente naquele primeiro órgão construído por Phelps.


Joseph Jongen, Healey Willan, Paul Hindemith, Julius Reubke

Neste disco, primeiro de uma série de 3 gravados em órgãos construídos pelo seu marido, Gillian Weir interpreta obras do belga Joseph Jongen (1873-1953), do inglês Healey Willan (1880-1968), do alemão Paul Hindemith (1895-1963), o mais conhecido de todos, e do também alemão Julius Reubke (1834-1858), ele próprio filho de um reputado construtor de órgãos, Adolf Reubke (1805-1875).



Organ Master Series, Volume 1.
Joseph Jongen
Sonata Eroica.
Healey Willan
Introduction, Passacaglia and Fugue.
Paul Hindemith
Sonata No.1.
Julius Reubke
Sonata on the 94th Psalm.
Gillian Weir (órgão)
Priory PRCD751


Internet

http://pipedreams.publicradio.org/gallery/northeast/massachusetts/boston_scientistaeolian.shtml
http://www.lawrencephelps.com/
http://gillianweir.com/

27/09/2005

Lugares #110

Começaram por ser duas comunidades judaicas distintas em Praga, uma centrada na Antiga-Nova Sinagoga e a outra na Escola Antiga (o Antigo Shul). Os judeus eram os grandes dominadores da actividade comercial, o que nem sempre era bem visto pela restante da população. Quando as duas comunidades se fundiram foram mesmo confinadas a um gueto. No início do século XIII, altura em que se constituiu a Cidade Velha, a comunidade judaica foi separada da cristã por uma muralha, cujas portas se fechavam à noite!

A Escola Antiga era a mais antiga sinagoga de Praga, mas dela já nada resta hoje. No seu lugar foi erigida uma outra, a que foi dado o nome de Sinagoga Espanhola, pelas semelhanças mouriscas com o
Palácio de Alhambra.

A construção é do século XIX (foi terminada em 1868), tendo os interiores sido terminados em 1893. A proibição de tirar fotografias no interior é por vezes tida em consideração.


Internet

http://www.prague.cz/prague-jewish-town.asp
http://www.jewishmuseum.cz/en/aspanish.htm
http://www.scrapbookpages.com/CzechRepublic/Prague/Josefov/Spanish.html

26/09/2005

Maestros #19: Charles Munch (1891-1969)

Adepto da inspiração do momento, que o levava a sentir-se mais à vontade em concertos ao vivo do que no estúdio, onde tudo era suposto sair perfeito, de acordo com os livros, Charles Munch ganhou por direito próprio um lugar na galeria dos grandes maestros. Nasceu em Estrasburgo a 26 de Setembro de 1891, passam hoje 114 anos.


Charles Munch

Por alturas da 1ª Guerra Mundial a Alsácia era território alemão, pelo que, durante esse período, não teve outra alternativa senão alistar-se no respectivo exército. Após o final da guerra teve oportunidade de regressar às lições de violino, desta vez com o lendário Carl Flesch (1873-1944).

Os anos seguintes passou-os como professor no Conservatório de Estrasburgo, membro da Orquestra de Estraburgo
, professor de violino no Conservatório de Leipzig e líder da Orquestra do Gewandhaus.

Por oposição ao nazismo, nos anos 30 deixa definitivamente a Alemanha e inicia a sua carreira de maestro, tendo dirigido a Straram Orchestra na sua estreia. Na 2ª Grande Guerra, e em particular nos anos da ocupação de França, desempenha um papel activo na resistência, tendo tal sido reconhecido pelo Estado Francês que, em 1945, lhe atribuiu a Legião de Honra.

Em 1948 sucede a Serge Koussevitzky (1874-1951) à frente da Orquestra Sinfónica de Boston
, posto que ocupa até 1962. Em 1967 ajuda a fundar a Orquestra de Paris, a que se dedicou em exclusivo até à sua morte, ocorrida a 6 de Novembro do ano seguinte.

Para a história fica o patrocínio aos compositores seus contemporâneos (Roussel, Ibert, Barber, Milhaud, Honegger, etc.) e o facto de nunca ter dirigido uma ópera! Não será portanto, atrevo-me eu a dizer, o maestro preferido de um blogger que eu cá sei!...


CDs



Beethoven
Piano Concerto No.1, Op.15.
Brahms
Piano Concerto No.2, Op.83.
Sviatoslav Richter, piano
Boston Symphony Orchestra, Charles Munch
Chicago Symphony Orchestra, Erich Leinsdorf
RCA Red Seal 74321 84605-2

Berlioz
Symphonie Fantastique. Roméo et Juliette.
Boston Symphony Orchestra
Charles Munch
RCA Red Seal 74321 34168-2

Massenet
Manon.
Berlioz
Les nuits d'été.
Debussy
La damoiselle élue.
Victoria de los Angeles, Liliane Berton, Carol Smith, Henry Legay, Michel Dens
Opéra-Comique Choir and Orchestra, Pierre Monteux
Radcliffe Choral Society
Boston Symphony Orchestra, Charles Munch
Testament SBT3203


Internet

http://www.radiofrance.fr/chaines/france-musiques/biographies/fiche.php?numero=273

http://www.maurice-abravanel.com/munch_charles_english.html

http://www.bach-cantatas.com/Bio/Munch-Charles.htm

25/09/2005

Concertos #23

Entre 1930 e 1932, Dmitri Shostakovich (1906-1975) dedicou-se à sua segunda ópera, Lady Macbeth de Mtsensk, que teve a sua esteia no dia 22 de Janeiro de 1934. A ópera teria mesmo duas produções nesse mês de Janeiro, uma em Leninegrado, onde a referida estreia ocorreu, e uma outra em Moscovo, registando sucesso assinalável em ambas. O pior viria depois, com Estaline a desaprovar o conteúdo (sexual) da mesma e a consequente campanha, violenta, tendente a desacreditá-la.


Dmitri Shostakovich

A Sinfonia Nº5, estreada em 1937, foi a obra com que Shostakovich se procurou redimir perante o regime soviético: "(...) esforcei-me por que o auditor pressentisse na minha música um esforço no sentido da inteligibilidade e da simplicidade".

Na Primavera de 1938, Shostakovich, aliviado pelos resultados da Sinfonia Nº5, que diminuíram a hostilidade do regime em relação à sua música, iniciou a escrita daquele que viria a ser o seu Primeiro Quarteto de Cordas, que viria a ser estreado pelo Quarteto Glazunov no dia 10 de Outubro de 1938. Baseado nos clássicos, Haydn e Beethoven, o quarteto tem os clássicos 4 andamentos, todavia numa sequência menos clássica: moderato-moderato-allegro-allegro.


Quarteto Borodin

Esta será a primeira obra a ser interpretada esta tarde pelo vetusto
Quarteto Borodin, o mais antigo quarteto de cordas da actualidade, fundado em 1945. Impressionados? E se vos disser que o violoncelista, Valentin Berlinsky, 80 anos de idade, está com o grupo desde a sua fundação?!

Serão ainda interpretados o 13º Quarteto de Shostakovich e o igualmente 13º Quarteto, mas de Ludwig van Beethoven (1770-1827). Grandes audições, certamente!


Internet

http://www.andersmanagement.com/enborodin.htm
http://en.wikipedia.org/wiki/Borodin_Quartet
http://w3.rz-berlin.mpg.de/cmp/shostakovich.html
http://www.naxos.com/composer/shostako.htm

23/09/2005

Lugares #109

Em Novembro do ano passado, neste texto, procurei expressar a minha admiração por Carlos Relvas (1838-1894), com particular destaque para a sua faceta de fotógrafo, actividade em que foi pioneiro no nosso país. Nesse postal referi ainda o facto de Carlos Relvas ter sido também inventor, músico, lavrador, cavaleiro tauromáquico, mestre de equitação e desportista nato.


Carlos Relvas

Consultando (copiando) o Dicionário histórico on-line
, lê-se a seguinte apresentação: "Fidalgo da Casa Real, comendador da ordem de Nossa Senhora da Conceição do Vila Viçosa, opulento lavrador e proprietário na Golegã. O seu nome completo era Carlos Augusto Mascarenhas Relvas de Campos, sendo, porém, conhecido mais vulgarmente só pelo nome abreviado de Carlos Relvas". Ainda na mesma página ficamos a par dos prémios fotográficos que ganhou, coisa para envergonhar qualquer mortal dos dias que correm.

No tal texto de Novembro afirmei que, na primeira oportunidade, iria (iríamos...) dar um salto à Golegã, com o fito de conhecer a famosa casa e o respectivo Museu de Fotografia. A casa estava então em obras, coisa habitual neste país, pelo que solicitei à senhora que casou comigo há uns anos para, nos tempos (mais) livres, ir ligando para a Câmara lá do burgo e indagar da ansiada abertura. E assim se foi passando o tempo, algo igualmente usual neste país, primeiro abriria passado um par de meses, depois estava quase e, finalmente, a honrosa abertura teria lugar antes do final da Primavera! Não houve resposta à questão sobre se se estava a referir à Primavera deste ano, mas aqui a família, após aturada reflexão, achou que não lembraria ao diabo que a funcionária da Câmara estivesse a falar de 2006...



E foi assim que no mês passado pegámos no calhambeque e zarpámos em direcção à Golegã. Sem voltar a falar com a digníssima senhora funcionária da Câmara, que palavra de senhora é lei, e neste país o Verão (ainda) vem depois da Primavera. Está bom de ver que demos com o nariz na porta, encontrando-se a casa fechada a 7 chaves. Bem que fomos avisados pelos frequentadores do café (tasca...) que fica logo a seguir, na estrada que liga a Santarém. Inicialmente desconfiados, ao ver a garrafa de água mineral que a minha esposa segurava, mas depois de eu exibir orgulhosamente a minha imperial (apesar de eu ter pedido um fino...) viram que estavam entre velhos conhecidos, e a resposta veio imediata: "A casa abrir???!!! Só quando o PSD eleger um Presidente da República!". Não percebi a relação, mas entendi o desalento...



O resultado de tudo isto é que, por agora, apenas podemos exibir fotografias do exterior da extraordinária casa. Mas havemos de lá voltar, é garantido. Só que ainda temos ainda que decidir em que estação do ano...


Internet

http://www.arqnet.pt/dicionario/relvasc.html
http://lua.weblog.com.pt/arquivo/016823.html
http://acultura.no.sapo.pt/indexGravadFotog.html
http://www.ipmuseus.pt/pt/lojas/P24814/TA.aspx

22/09/2005

Óperas #3: Das Rheingold, de Richard Wagner

A mitologia germânica designava por nibelungos aqueles que possuiam um tesouro com uma maldição associada. Siegfried ajudou os Burgundos a apoderarem-se de tal tesouro, depois de, segundo o poema épico Nibelungenlied, se ter a eles juntado e desposado Kriemhild. Os maiores problemas vieram depois, quando Siegfried deu uma mãozinha ao rei Gunther para que este ultrapassasse os obstáculos postos por Brünhild a quem com ela quisesse casar. Quando a senhora descobriu a trama jurou vingar-se, e só descansou quando resolveu de vez o problema da tosse de Siegried...



Richard Wagner (1813-1883) leu esta obra, bem como outras, nórdicas, versando o mesmo assunto e, por volta de 1848, terá começado a rabiscar as primeiras linhas daquilo que viria a constituir a base para o libreto para uma ópera, Siegfrieds Tod, a Morte de Sigfried.


Richard Wagner

Wagner pretendia apenas debruçar-se sobre os últimos dias de Siegfried mas, em 1850, quando começou a compor a ópera, apercebeu-se de que tinha que recuar no tempo para que o drama ganhasse mais consistência. Este processo repetiu-se, resultando em algo de extremamente curioso (para mim, pelo menos!): em vez de uma ópera, Wagner acabou por compor 4, formando o ciclo Der Ring des Nibelungen e que, pelas razões acabadas de expor, foram escritas pela "ordem inversa": o libreto de Das Rheingold, a primeira ópera do ciclo, foi o último a ser escrito, e assim sucessivamente. Já as óperas propriamente ditas foram compostas na sequência correcta, que há limites para tudo!..., formando assim o ciclo:

Das Rheingold, terminada em 1854;
Die Walküre, finalizada em 1856;
Siegried, apenas acabada em 1871, por entretanto se ter ocupado com Tristan und Isolde
e Die Meistersinger von Nürnberg, e,
Götterdämmerung, composta entre 1871 e 1874.

Das Rheingold teve a sua estreia em Munique, no dia 22 de Setembro de 1869.


CDs



Richard Wagner
The Rhinegold (cantada em inglês).
Norman Bailey, Derek Hammond-Stroud, Norman Welsby (barítonos),
Katherine Pring, Shelagh Squires (meios-sopranos),
Emile Belcourt, Gregory Dempsey, Robert Ferguson (tenores)
English National Opera Chorus & Orchestra
Reginald Goodall
Chandos CHAN3054
(1975)

Richard Wagner
Der Ring des Nibelungen.
H. Uhde (barítono), I. Malaniuk, H. Töpper (meios-sopranos),
G. Treptow, M. Lorenz, P. Kuen, W. Windgassen (tenores),
A. Varnay, I. Borkh (sopranos), H. Hotter, G. Neidlinger (baixos-barítonos)
Bayreuth Festiva Chorus & Orchestra
Joseph Keilberth
Archipel ARPCD0113
(1952)

Richard Wagner
Der Ring des Nibelungen.
H. Hotter, G. Neidlinger (baixos-barítonos), I. Malaniuk, H. Plümacher (contraltos),
E. Witte, P. Kuen, G. Stolze, W. Windgassen (tenores),
B. Falcon, A. Varnay, B. Friedland, R. Streich (sopranos)
Bayreuth Festival Chorus & Orchestra
Clemens Krauss
Archipel ARPCD0250
(1953)


Mais 2 interpretações, propostas por Il dissoluto punito:



Richard Wagner
Der Ring des Nibelungen.
G. London, G. Neidlinger, E. Waechter, W. Kreppel, H. Hotter,
D. Fischer-Dieskau, C. Watson, O. Balsborg, H. Plümacher,
R. Crespin, B. Nilsson, V. Schlosser, B. Lindholm, H. Dernesch,
J. Sutherland, L. Popp, G. Jones, A. Välkki, K. Flagstad,
I. Malaniuk, C. Ludwig, B. Fassbaender, C. Hellmann, V. Little,
M. Tyler, M. Guy, G. Hoffmann, J. Madeira, H. Watts, M. Höffgen,
S. Svanholm, P. Kuen, W. Kmentt, J. King, W. Windgassen, G. Stolze,
K. Böhme, G. Frick
Vienna State Opera Chorus
Vienna Philharmonic Orchestra
Georg Solti
Decca 455 555-2

Richard Wagner
Der Ring des Nibelungen.
T. Adam, G. Neidlinger, G. Nienstedt, M. Tavelva, T. Stewart, B. Nilsson,
A. Silja, D. Siebert, H. Dernesch, L. Rysanek, D. Mastilovic, L. Synek,
E. Köth, L. Dvoráková, A. Burmeister, R. Hesse, G. Hopf, S. Cervená,
E. Schärtel, M. Mödl, S. Wagner, V. Soukupová, W. Windgassen, E. Wohlfahrt,
H. Esser, J. King, K. Böhme, G. Nienstedt, M. Tavelva, J. Greindl
Bayreuth Festival Chorus & Orchestra
Karl Böhm
Philips 446 057-2


Internet

http://www.geocities.com/Vienna/Strasse/2906/wagner.html
http://www.trell.org/wagner/
http://users.utu.fi/hansalmi/ring.html
http://www.trell.org/wagner/motifs.html