31/10/2005

Obras Orquestrais #4: Kammermusik, de Paul Hindemith (1895-1963)

Do compositor alemão Paul Hindemith (1895-1963) ainda pouco se falou por aqui, apenas de passagem aquando de um concerto em que foi interpretada a sua Sinfonia Mathis der Maler, uma obra de 1934.


Paul Hindemith

Uns anos antes, em 1927, Paul Hindemith tinha entrado para a Hochschule de Berlim, como professor de composição. Foi nesse mesmo ano que Franz Schreker
(1878-1934) solicitou os bons serviços de Hindemith e conseguiu entrar para a mesma instituição, igualmente como professor de composição.

Hindemith iniciou em 1921 um ciclo de obras orquestrais que designou por Kammermusiken, ou músicas de câmara. O nome resulta do facto de as peças terem sido escritas para formações de câmara ampliadas, para um máximo de 25 instrumentistas. Compôs, ao todo, 7, e para diversos instrumentos solistas: piano, violoncelo, violino, viola, viola-de-amor e órgão. Apenas a Kammermusik Nº1 não tem nenhum instrumento solista. A Kammermusik Nº2 estreou-se há 81 anos, no dia 31 de Outubro de 1924.


CDs



Paul Hindemith
Kammermusik Nos.1-7. Kleine Kammermusik.
Leo van Doeselaar (órgão), Ronald Brautigam (piano), Lynn Harrell (violoncelo),
Kim Kashkashian (viola), Norbert Blume (viola-de-amor), Konstanty Kulka (violino)
Royal Concertgebouw Orchestra
Riccardo Chailly
Decca 473 7222
(1992)

Paul Hindemith
Kammermusik - No.2, Op.36 No.2; No.3, Op.36 No.2; No.6, Op.46 No.1; No.7, Op.46 No.2.
Georg Faust (violoncelo), Wolfram Christ (viola), Lars Vogt (piano),
Wayne Marshall (órgão)
Berlin Philharmonic Orchestra
Claudio Abbado
EMI 5 56831-2
(2000)


Internet

Paul Hindemith
Hindemith Foundation
/ Biografia 1 / Biografia 2 / Biografia 3

Franz Schreker
Franz Schreker Foundation
/ Biografia 1 / Biografia 2 / Obras

30/10/2005

SACDs #4: Joseph Haydn, Die Jahreszeiten

Nos finais de Maio passado falou-se por aqui da Missa da Criação, de Joseph Haydn (1732-1809), e nessa altura tivemos a oportunidade de referir o facto de ela ter sido composta após o compositor regressar a Viena, em 1795, da sua segunda estadia em Londres. Tal coincidiria com o último período criativo do compositor, preenchido quase exclusivamente por obras vocais, com destaque para as 6 missas para o dia do onosmástico da esposa do príncipe Nikolaus II, e para os dois grandes oratórios: A Criação (1798) e As Estações (1801).


Joseph Haydn

Ambos os oratórios obtiveram enorme sucesso junto do público vienense. Ainda decorriam, aliás, os concertos de A Criação quando Haydn começou a escrever o segundo, entusiasmado, certamente, por esse sucesso. Haydn começou a compor o oratório As Estações no início de 1799, tendo a primeira interpretação do oratório completo tido lugar em Viena no dia 24 de Abril de 1801.


James Thomson, Gottfried van Swieten

O libreto baseou-se no livro de poemas As Estações, do poeta escocês James Thomson (1700-1748). A tradução para alemão foi efectuada por Gottfried van Swieten (1733-1803), um aristocrata holandês que já anteriormente havia colaborado com Mozart e Beethoven. Haydn tinha trazido o libreto original de Inglaterra, desconhecendo-se até que ponto a tradução de van Swieten foi inventiva... e qual a intervenção de Haydn no processo.




Recentemente, a Harmonia Mundi lançou um duplo (super áudio) CD, gravado em 2003, em que René Jacobs dirige (muito bem) a Freiburger Barockorchester, naquilo que será certamente uma das melhores versões existentes no mercado. A parte vocal esteve a cargo da soprano Marlis Petersen, do tenor Werner Güra, do barítono Dietrich Henschel e do Coro de Câmara RIAS. O maestro (e contratenor) belga René Jacobs nasceu há 59 anos, no dia 30 de Outubro de 1946. A decorar a capa do disco encontram-se reproduções de 4 magníficos quadros do grande pintor francês do século XVII, Nicolas Poussin (1594-1665), os quais aproveitámos para igualmente embelezar este postal...



Joseph Haydn
Die Jahreszeiten.
Marlis Petersen (soprano), Werner Güra (tenor), Dietrich Henschel (barítono)
RIAS-Kammerchor
Freiburger Barockorchester
René Jacobs
Harmonia Mundi HMC 801829.30
(2003)


Internet

Joseph Haydn: Biografia 1 / Biografia 2 / Joseph Haydn and the Classical Era
James Thomson:
Biografia 1 / Biografia 2
Gottfried van Swieten:
Biografia 1 / Bach, Mozart and the 'Musical Midwife'
René Jacobs:
Biografia 1 / Biografia 2
Nicolas Poussin:
Biografia 1 / WEB Gallery of Art

28/10/2005

Blogues #3

Rua da Judiaria



Dois anos admiráveis, apenas podemos estar gratos.

Óperas #5: Capriccio, de Richard Strauss

A ópera do século XIX ficou decisivamente marcada por Richard Wagner (1813-1883). Pode-se mesmo afirmar que a ópera mudou com Wagner. É então natural que o seu nome seja ainda o mais referenciado na cena operática nos inícios do século seguinte. Por essa altura começou a sobressair Richard Strauss (1864-1949), igualmente alemão, e que viria a ser mesmo o compositor de óperas de maior sucesso do seu tempo.


Richard Strauss

Strauss foi mesmo o último dos grandes românticos alemães, não se tendo, contudo, livrado de críticas severas pela convivência que logrou manter com o regime nazi. Obteve o primeiro grande sucesso operático com Salome, com libreto baseado no texto homónimo de Oscar Wilde (1854-1900).


Stefan Zweig, Clemens Krauss

Para a sua última ópera Richard Strauss já não podia contar com a colaboração de Stefan Zweig (1881-1942), que anteriormente tinha escrito o libreto para Die schweigsame Frau. Sendo judeu, Zweig viu-se forçado a fugir do regime nazi tendo, numa primeira fase, vivido algum tempo em Inglaterra. Joseph Gregor, um amigo de Zweig, chegou ainda a estar envolvido com o libreto mas, aparentemente, Strauss chegou à conclusão de que o homem não estava à altura das circunstâncias, e procurou ajuda noutro lado. Acabaria por escrever o libreto em parceria com o maestro Clemens Krauss (1893-1954), que seria quem dirigiria a orquestra na estreia da ópera, no dia 28 de Outubro de 1942, tinha Strauss a bonita idade de 78 anos... Krauss ainda tentou convencer Richard Strauss a continuar a compor óperas, o que foi por este recusado, afirmando que já tinha escrito o seu testamento operático!


CDs



Richard Strauss
Capriccio.
E. Schwarzkopf, A. Moffo (sopranos), E. Waechter, D. Fischer-Dieskau,
K. Schmitt-Walter (barítonos), N. Gedda, R. Christ, D. Troy (tenores)
Philharmonia Orchestra
Wolfgang Sawallisch
EMI GROC 5 67394-2
(1958)

Richard Strauss
Capriccio.
V. Ursuleac, I. Hollweg (sopranos), K. Schmitt-Walter, H. Braun (barítonos),
R. Schock, E. Graf, G. Wieter (tenores), H. Hotter (baixo-barítono),
H. Töpper (contralto)
Bavarian Radio Symphony Orchestra
Clemens Krauss
Walhall ARPCD0193
(1953)


Internet

http://en.wikipedia.org/wiki/Stefan_Zweig
http://opera.stanford.edu/Strauss/
http://www.classical.net/music/comp.lst/straussr.html
http://www.mfiles.co.uk/composers/Richard-Strauss.htm
http://www.4music.net/Clemens-Krauss.html

27/10/2005

Concertos para Piano #2: Concerto para Piano Nº2, de Sergei Rachmaninov

Rachmaninov (1873-1943) compôs a sua 1ª sinfonia em 1895. A estreia verificou-se em 1897 e foi um perfeito desastre, algo a que o maestro na ocasião, Glazunov (1865-1936), não terá sido completamente alheio (ver este texto que publiquei em Abril). Há quem insinue mesmo que o cavalheiro estaria com uns copitos a mais...



O resultado de tudo isto foi uma depressão que levaria 3 anos a curar, com a ajuda de um médico de nome Nikolay Dahl. Da saída da crise resultou a composição do 2º Concerto para Piano, terminado em 1901 e estreado a 27 de Outubro desse ano. O tratamento terá sido deveras eficiente, pelo menos a avaliar pelos resultados imediatos, considerando o sucesso da altura e o facto deste concerto ser ainda hoje um dos mais tocados em todo o mundo...



Sergei Rachmaninov
Piano Concertos No.1 & No.2.
Krystian Zimerman
Boston Symphony Orchestra
Seiji Ozawa
Deutsche Grammophon 459 643-2

Sergei Rachmaninov
Piano Concerto No.2. Rhapsody on a Theme of Paganini.
Vladimir Ashkenazy
London Symphony Orchestra
André Previn
Decca 417 702-2

Sergei Rachmaninov
Piano Concertos No.2 & No.3.
Sergei Rachmaninov, Vladimir Horowitz (pianos)
London Symphony Orchestra, Albert Coates
Philadelphia Orchestra, Leopold Stokowski
Biddulph LHW036


Internet

Sergei Rachmaninov: Biografia
/ Classical Net
Alexander Glazunov: Biografia

25/10/2005

SACDs #3: Tchaikovsky, Violin Concerto, Piano Concerto No.1

A vida nunca foi fácil para o compositor russo Piotr Ilyich Tchaikovsky (1840-1893). Sofrendo de depressões várias desde muito novo, a composição ao piano servia-lhe de lenitivo. Apenas aos 22 anos, todavia, se virou definitivamente para a música, inscrevendo-se no Conservatório de São Petersburgo, onde estudou composição com Anton Rubinstein (1829-1894) e Nikolai Zaremba (1821-1879).


Pyotr Ilyich Tchaikovsky

Tchaikovsky ficou 12 anos no conservatório, quando Nadezhda von Meck, uma patrona das artes, decidiu providenciar-lhe uma generosa pensão anual. Corria o ano de 1878 e, 3 anos antes, tinha acontecido o famoso episódio do seu Concerto para Piano Nº1, que Tchaikovsky tinha começado a escrever em 1874. Resumidamente, que já antes aqui
falámos disto, o pianista a quem a obra se destinava, Nikolai Rubinstein (1835-1881) disse o pior possível da obra e recusou-se a tocá-la. Achou, aliás, que a obra era impossível de ser interpretada, pelo que, de certa forma, foi coerente... até certa altura: Rubinstein viria a tornar-se num dos melhores intérpretes deste concerto!


Nikolai Rubinstein, Leopold Auer

Um par de anos depois, mudou o concerto, repetiu-se a cena. Tchaikovsky, com a colaboração do violinista Josef Kotek, escreveu o Concerto para Violino, o único, aliás, que escreveria para este instrumento. Desta vez o destinatário era o lendário violinista Leopold Auer (1845-1930) que, contudo, achou a peça impossível de ser tocada... Para não variar, Auer viria mais tarde a inclui-la no seu repertório, mas, porventura mais orgulhoso do que o seu colega pianista, esperou que Tchaikovsky batesse a bota...


Christian Tetzlaff, Nikolai Lugansky, Kent Nagano

O disco de hoje agrupa estes dois concertos, com as interpretações, excelentes, do violinista Christian Tetzlaff, do pianista Nikolai Lugansky e da Orquestra Nacional Russa dirigida por Kent Nagano. Com a vantagem acrescida de ser daquelas gravações que fazem com que o som saia por tudo o que é coluna!



Tchaikovsky
Violin Concerto in D, Op.35.
Piano Concerto No.1 in B flat minor, Op.23.
Christian Tetzlaff (violino), Nikolai Lugansky (piano)
Russian National Orquestra
Kent Nagano
Pentatone Classics 5186 022
(2003)


Internet

http://www.geocities.com/Vienna/5648/Tchaikovsky.htm
http://w3.rz-berlin.mpg.de/cmp/tchaikovsky.html
http://www.island-of-freedom.com/TCHAIK.HTM

23/10/2005

Concertos #26

Há uns tempos atrás trouxemos para estas páginas um CD com Concertos para Teclado de Johann Sebastian Bach (1685-1750), escritos quando o compositor se encontrava em Leipzig, para onde se tinha mudado em 1723. Anteriormente Bach tinha trabalhado na corte de Cöthen, para onde tinha entrado em 1717.


Johann Sebastian Bach

Em Cöthen o nosso amigo Bach esteve ao serviço do príncipe Leopold, geralmente descrito como grande amante da música. Estavam criadas as condições para Bach dar asas à sua criatividade, e é deste período que datam inúmeras obras instrumentais, entre elas o 1º livro do Cravo Bem Temperado, e os 6 Concertos Brandenburgueses.


Angela Hewitt

O Cravo Bem Temperado (Livro 1) é precisamente o que a pianista canadiana Angela Hewitt vai interpretar esta tarde no recital que vai dar na Casa da Música, ainda no âmbito do Festival à Volta do Barroco. E é assim que, depois de termos assistido ao recital da violinista russa Viktoria Mullova (ver este postal
), voltamos a ter a oportunidade de ouvir uma das mais conceituadas intérpretes da actualidade.


Internet

Johann Sebastian Bach: The J. S. Bach Home Page
/ Biografia
Angela Hewitt: Página oficial
/ Biografia 1 / Biografia 2

22/10/2005

CDs #59: Liszt, Sonata, Ballades and Polonaises

Na 3ª década do século XIX apenas o pianista Sigismond Thalberg (1812-1871) conseguia rivalizar com Franz Liszt (1811-1886), que por essa altura se dividia entre a carreira internacional de pianista e a composição.


Sigismond Thalberg, Franz Liszt

O próprio Thalberg interpretou maioritariamente obras de sua autoria mas, ao contrário de Liszt, o seu nome é hoje poucas vezes pronunciado. Entre 1839 e 1847, para arranjar fundos para um monumento a Beethoven a erguer em Bona, Liszt efectuou uma turné formidável, abrangendo diversos países europeus, Rússia e Turquia incluídos. O sucesso foi de tal ordem que deu origem a uma nova palavra: Lisztomania...


Casa de Liszt em Weimar

Liszt raramente viria a tocar novamente em público, tendo-se instalado em Weimar, onde ficou como Kapellmeister. O período passado em Weimar, entre 1848 e 1861, coincidiu com o mais produtivo do compositor, tendo escrito, entre outras obras, a grande Sonata para Piano em si menor, finalizada em Fevereiro de 1853 e dedicada a Robert Schumann (1810-1856). É a maior obra para piano que Liszt escreveu, e uma das mais apreciadas de todo o repertório pianístico. Há mesmo quem diga que, tivesse Liszt escrito apenas esta sonata, garantiria na mesma um lugar entre os maiores mestres! Liszt nasceu no dia 22 de Outubro de 1811, há precisamente 194 anos.


Stephen Hough

Naturalmente que a sonata foi tocada por todos os grandes pianistas, mas hoje trazemos aqui um disco, extraordinário, de um igualmente conhecido, mas não tão badalado: Stephen Hough. A gravação é de Novembro de 1999, e Hough toca ainda 2 Polonaises, 2 Baladas e a Berceuse, S174:



Franz Liszt
Two Polonaises, S223.
Ballade No.1 in D flat major, S170.
Ballade No.2 in B minor, S171.
Berceuse, S174.
Piano Sonata in B minor, S178.
Stephen Hough (piano)
Hyperion CDA67085


Internet

http://www.nndb.com/people/114/000098817/
http://www.stephenhough.com/
http://en.wikipedia.org/wiki/Piano_Sonata_(Liszt)
http://www.d-vista.com/OTHER/franzliszt.html
http://membres.lycos.fr/magnier/composit/liszt.html

21/10/2005

Compositores #44: Malcolm Arnold (1921-)

Em 1984 os médicos informaram o compositor inglês Malcolm Arnold de que lhe restavam 2 anos de vida, no máximo, durante os quais não estaria em condições de trabalhar. A verdade é que Arnold viria ainda a compor cerca de 3 dezenas de obras, algumas das quais já no decorrer dos anos 90. E ainda está vivo...


Malcolm Arnold

Começou como trompetista na Orquestra Sinfónica de Londres, carreira que abandonaria definitivamente em 1948 para se dedicar à composição. Compôs a um ritmo frenético, principalmente música orquestral. Escreveu ainda música para filmes, ao ritmo de 6 filmes por ano, com realce para The Bridge on the River Kwai, de 1957, que lhe valeu um Óscar da Academia, e The Inn of the Sixth Happiness, de 1958, que lhe valeu o prémio Ivor Novello. Ao todo, compôs para perto de 100 filmes...



Nos meados do século XX foi um dos compositores ingleses mais requisitados, a par de Benjamin Britten (1913-1976) e William Walton (1902-1983). Nos próximos tempos iremos falando por aqui das 9 sinfonias de Malcolm Arnold, compositor que celebra hoje o seu 84º aniversário. Até lá, boas audições!


CDs




Malcolm Arnold
Chamber Music, volume 1.
Violin Sonata No.2, Op.43. Five Pieces for Violin and Piano, Op.84.
Violin Sonata, Op.17. Duo for Two Cellos, Op.85.
The Nash Ensemble
Hyperion Helios CDH55071

Malcolm Arnold
Chamber Music, volume 2.
Flute Sonatina, Op.19. Clarinet Sonatina, Op.29. Oboe Sonatina, Op.28.
Fantasy for Bassoon, Op.86. Fantasy for Clarinet, Op.87.
Fantasy for Horn, Op.88. Fantasy for Flute, Op.89.
Trio for Flute, Viola and Bassoon, Op.6. Fantasy for Oboe, Op.90.
Recorder Sonatina, Op.41.
The Nash Ensemble
Hyperion Helios CDH55072

Malcolm Arnold
Chamber Music, volume 3.
Quintet for Flute, Viola, Horn and Bassoon, Op.7. Oboe Quartet, Op.61.
Duo for Flute and Viola, Op.10. Three Shanties for Wind Quintet, Op.4.
Divertimento for Flute, Oboe and Clarinet, Op.37. Flute Sonata, Op.121.
The Nash Ensemble
Hyperion Helios CDH55073

Malcolm Arnold
String Quartet No.1, Op.23. String Quartet No.2, Op.118.
Quintet for Flute, Violin, Viola, Horn and Bassoon, Op.7.
Phantasy for String Quartet, "Vita Abundans".
Ceruti Ensemble
Guild GMCD7216

Malcolm Arnold
Ballet "Rinaldo and Armida", Op.49. Little Suite No.2, Op.78.
Ballet Suite "Homage to the Queen", Op.42a.
Concerto for Organ and Orchestra, Op.47.
Ulrik Spang-Hanssen (órgão)
Royal Aarhus Academy of Music Symphony Orchestra
Douglas Bostock
Classico CLASSCD424

Malcolm Arnold
Concerto for Clarinet and Orchestra No.2, Op.115.
Aaron Copland
Concerto for Clarinet and String Orchestra with Harp and Piano.
Paul Hindemith
Concerto for Clarinet and Orchestra
Martin Frost (clarinete)
Malmo Symphony Orchestra
Lan Shui
BIS CD-893

Malcolm Arnold
Concerto for Flute and Strings No.1, Op.45.
Concerto for Flute and Chamber Orchestra No.2, Op.111.
Three Shanties, Op.4.
James Galway (flauta), Philip Moll (piano)
James Galway Wind Quintet
Academy of St Martin in the Fields
Neville Marriner
RCA Victor Red Seal 09026 68860-2

The Film Music of Sir Malcolm Arnold, volume 2.
John Bradbury (clarinete), Phillip Dyson, Paul Janes (pianos)
BBC Philharmonic Orchestra
Rumon Gamba
Chandos CHAN9851


Internet

http://www.malcolmarnold.co.uk/index.php
http://www.schirmer.com/composers/arnold/
http://en.wikipedia.org/wiki/Malcolm_Arnold
http://classicalcdreview.com/sirmalcolm.htm