21/01/2006

Compositores #55: Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791)

Goradas as hipóteses parisienses, Mozart viu-se confinado a Salzburgo durante perto de 2 anos, entre Janeiro de 1779 e Novembro de 1780. Não caía de amores pelo arcebispo Colloredo, desprezava a vida cultural e política, e tinha em conta de mediana, ou mesmo má, a maioria da música que se produzia naquela cidade.

Na falta de melhor alternativa, Mozart foi por ali ficando, e que fazer senão aquilo que ele mais gostava? São desse tempo a Sinfonia Concertante para Violino e Viola, K364, as Sinfonias Nº32, K318 e Nº33, K319, e duas Missas, K317 e K337.

Até que veio uma encomenda de Munique para uma ópera, cidade a que Mozart se dirigiu nos finais de 1780 para aí terminar e supervisionar a preparação de Idomeneo, a sua primeira grande obra do género. Tinham apenas decorrido 3 récitas quando, em Janeiro de 1781, Mozart foi para Viena incluído na comitiva do arcebispo Colloredo, que ia visitar o pai, doente. Tratado com pouca deferência e impedido de dar concertos públicos, Mozart preferiu ficar por Viena a regressar com o resto da comitiva a Salzburgo, assim encerrando de forma definitiva as (tempestuosas) relações com o arcebispo.

Enfrentava um desafio de monta, sobreviver em Viena como músico e sem patrono, contando ainda com a hostilidade da família imperial, naquele que acabaria por ser, todavia, o seu período mais produtivo. Em meados de 1781, Mozart dava aulas para sobreviver e vivia em casa dos Weber. Nessa altura já Aloysia Weber (ver este postal) havia casado, e Mozart acabaria por casar com a irmã mais nova, Constanze Weber (1762-1842), em Agosto de 1782. Para grande desgosto do pai, Leopold Mozart, que desejava para o filho um bom casamento que trouxesse os proventos que almejava para a família...


continua


Postais anteriores:

Munique e Viena (1756-1762)
Paris e Londres (1763-1766)
Viena e Itália (1767-1771)
Salzburgo (1775-1777)
Mannheim e Paris (1777-1779)

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