22/01/2006

Concertos #33

Ao contrário do sucedido com Die schöne Müllerin e Winterreise, Franz Schubert (1797-1828) não concebeu Schwanengesang como um ciclo de canções. Quis o destino, e o editor Tobias Haslinger (1787-1842) também..., que duas séries de canções que Schubert tinha escrito, uma musicando poemas de Heinrich Heine (1797-1856), a outra de Ludwig Rellstab (1799-1860), viessem a ser juntas e a dar origem a um ciclo, o referido Schwanengesang.

Schubert escreveu esses dois grupos de canções em 1828, e levou o grupo Heine ao seu editor, Heinrich Probst, em Outubro desse ano, poucas semanas antes de falecer. A edição viria a ter lugar apenas no ano seguinte, e pela mão do referido Haslinger que, na altura, efectuou a junção com o grupo Rellstab. Para confundir um pouco as coisas, Haslinger dividiu o recém-criado ciclo em dois volumes, e meteu uma das canções de Rellstab no volume dedicado às de Heine... Schwanengesang contém, aliás, todas as canções em que Schubert musicou poemas de Heine.

No recital desta tarde, na Casa da Música, o barítono alemão Matthias Goerne (1967-) irá cantar ainda o ciclo An die ferne Geliebte, de Ludwig van Beethoven (1770-1827), acompanhado pelo pianista, igualmente alemão, Eric Schneider. Fosse outro o pianista, e teríamos um remake do disco gravado ao vivo em 2003 e lançado este ano pela Decca. Um dos melhores do ano, na minha opinião, e alvo de revoluções persistentes durante o estágio de preparação para este recital. E quanto ao pianista que acompanha Goerne neste disco, é só esperar pelo início de Junho...


Programa

Ludwig van Beethoven
An die ferne Geliebte, Op.98.
Franz Schubert
Schwanengesang, D957.
Matthias Goerne (barítono), Eric Schneider (piano)


Internet

Matthias Goerne: Site Oficial
/ Biografia
Franz Schubert: Classical Music Pages
/ Classical Net / The Schubert Institute

3 comentários:

  1. Caríssimo HVA,

    Nãaaaaaaaaaaaaaaaaaao! Vai ter a felicidade de assistir a um recital com o imenso Mathias Goerne??? Fico vermelho de inveja :-(((

    um abraço ;-)
    João

    ResponderEliminar
  2. Caro João,

    Pois pode ir assumindo outras e variadas cores, que o recital foi do outro mundo! Já lhe aconteceu ter múltiplos arrepios e espasmos vários?!
    Acabei de descobrir o que isso é!!!


    Saudações,

    HVA

    ResponderEliminar
  3. Subscrevo, foi um recital fabuloso!

    E eu já tenho cadeira garantida para o certo pianista. :) O Porto tem tardes de domingo especialmente maravilhosas, como a de ontem. E mais se aproximam. :)

    ResponderEliminar