17/03/2006

CDs #75: Rachmaninov, Piano Concertos 1 & 2

À partida, pelo menos na minha opinião, não pareciam as condições ideais para compôr obra de monta: 17 anos feitos há não muito tempo, Verão passado longe de casa, primeiro apenas na companhia de uns primos, Satins, a que depois se juntaram umas primas, as Skalons, descritas como altamente atraentes. Foi nesse ambiente, contudo, que Sergei Rachmaninov (1873-1943) escreveu o 1º andamento daquele que viria a ser o seu 1º Concerto para Piano, que o próprio estrearia em Moscovo no dia 17 de Março de 1892.

Nesse Verão de 1890 apenas esse 1º andamento ficaria pronto, tendo Rachmaninov escrito os restantes 2 andamentos no Verão seguinte, no espaço de... 2 dias e meio. Convém recordar que, na altura, Rachmaninov era ainda aluno do Conservatório de Moscovo, e esta foi a primeira obra de envergadura que compôs.

Cerca de 25 anos depois, e pouco tempo antes de abandonar a Rússia por via da Revolução de Outubro, Rachmaninov procedeu a uma extensa revisão da obra, sendo essa a versão que é usualmente tocada desde então. A estreia teve lugar no dia 28 de Janeiro de 1919 e já em Nova Iorque, onde o compositor tinha passado a residir.

Do 2º Concerto para Piano já por aqui
se falou anteriormente, e dos músicos deste disco, o pianista norueguês Leif Ove Andsnes (1970-) e o maestro inglês (e também pianista) Antonio Pappano (1959-) se falará posteriormente. Talvez, quem sabe, a propósito do Concerto para Piano Nº3 do mesmo compositor, ocasião para o nosso dissoluto amigo emitir prometidas opiniões...




Sergei Rachmaninov
Piano Concerto No.1 in F sharp minor, Op.1.
Piano Concerto No.2 in C minor, Op.18.
Leif Ove Andsnes (piano)
Berliner Philharmoniker
Antonio Pappano
EMI 4 74813-2
(2005)


Internet

Sergei Rachmaninov: The Prokofiev Page
/ Classical Music Pages / Wikipedia
Leif Ove Andsnes: The Official Website

Antonio Pappano: Royal Opera House

2 comentários:

  1. Eu teria os meus sete anos, quando pela primeira vez, tomei verdadeiro sentido àquilo que a minha Mãe tocava, num pequeno salão de festas, pertencente á Igreja e comemorava o aniversário de alguém que não recordo. O que nunca mais esqueci, foi este nome Rachmaninov e o som melodioso do piano e as mãos da minha progenitora...

    Talvez porque eu fui sempre um espírito contraditório, nunca quis estudar música. apesar de ela me estar no sangue e "bebê-la" em doses industriais.

    Hoje, com o velho piano emudecido, numa casa fechada, sonho transportá-lo para minha casa (o problema, é arranjar cá em casa, sítio onde o colocar...) e, já disse à minha família: Se o piano vier realmente para cá, vou aprender música, para o tocar...

    Desculpa ter-me alongado no comentário, mas rever aqui Rachmaninov, provocou-me nosalgia e saudade...

    Um abraço e boa semana :)

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