19/07/2006

Lugares #137

Na Alemanha do antigamente havia um reduzido número de príncipes, pouco mais de meia dúzia, que tinha o poder de participar na eleição do imperador. Os Kurfürsten, ou eleitores, gozavam de privilégios especiais, como o monopólio da exploração das minas nos seus territórios, que os distinguiam daqueles que eram apenas príncipes. Também cobravam impostos, não abrindo, que se saiba, qualquer excepção para os futebolistas...



Tal poder carecia de ser pomposamente exibido, e vários eleitores dos períodos barroco e rococó optaram pela construção de belos palácios, com destaque para os arredores de Munique. O palácio de Nymphenburg foi um deles e, com as ampliações efectuadas ao longo da vida, tornar-se-ia no mais imponente castelo alemão do período barroco. Destinado a residência de Verão do eleitor Ferdinand Maria (1636-1679) e da sua esposa Henriette Adelaide de Savoy, começou a ser construído em 1664, seguindo os planos do arquitecto italiano Agostino Barelli (1627?-1687?) e finalizaria, na sua primeira versão, em 1679.



Foi o filho do casal, o igualmente eleitor Max Emanuel (1662-1726), quem deu ao palácio a sua actual dimensão. Primeiro sob a supervisão do arquitecto Enrico Zuccalli (1642-1724) e, mais tarde, influenciado pela temporada (forçada) que viveu em Paris, orientado por uma data de artistas franceses, destacando-se o arquitecto Dominique Girard. Os eleitores Karl Albrecht (1697-1745) e Maximilian III Joseph (1727-1777) deram também o seu contributo, melhorando o extenso jardim e enriquecendo a decoração do interior do palácio.


Internet

Palácio de Nymphenburg
Castles.org / Wikipedia / Muenchen.de

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