25/07/2006

Lugares #138

O dia 15 de Julho último, Sábado, foi o dia mais barroco da nossa vida. Começou com um passeio guiado pelo Porto, numa (des)organização da Porto Vivo - Sociedade de Reabilitação Urbana, e terminou na Póvoa de Varzim, com um (excelente) concerto pelo Ricercar Consort com o contratenor espanhol Carlos Mena, num programa exclusivamente preenchido por cantatas do período barroco.



Do concerto talvez por aqui se fale um dia, para já falemos do passeio. Que esteve longe de corresponder ao anunciado pois, por eventual incompetência organizativa, se ficou por metade dos edifícios (igrejas) previstos. Ora porque decorria a missa, ou porque se rezava o terço, ou porque pura e simplesmente não havia ninguém para abrir a porta, aquilo que era para ser um itinerário previsível transformou-se num hino ao imprevisto.



Salvou-se a visita ao mosteiro de S. Bento da Vitória, uma magnífica construção dos inícios do século XVIII, guiados pela sabedoria de frei Geraldo, profundo conhecedor da sua história e possuidor de um admirável sentido de humor. Ficámos assim a saber melhor as vicissitudes por que o mosteiro passou, em particular após a extinção das ordens religiosas em Portugal, em 1834. Até há não muito tempo era ainda o local onde a Orquestra Nacional do Porto dava os seus concertos, e hoje em dia, além de abrigar os monges Beneditinos, alberga ainda o Arquivo Distrital do Porto. Pelo caminho, foi tribunal militar, casa de reclusão e quartel, destinos inesperados para um dos mais importantes edifícios religiosos da cidade.




Internet

Mosteiro de S. Bento da Vitória
Porto Turismo / A vida de São Bento

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