24/08/2006

Estadistas #1: Joaquim António de Aguiar (1792-1884)

Já por diversas vezes aqui se falou da extinção das ordens religiosas a propósito, por exemplo, da igreja de S. Francisco, do mosteiro de S. Martinho de Tibães e do mosteiro de Leça do Balio. Foi Joaquim António de Aguiar, à altura ministro da Justiça, quem, em Maio de 1834, assinou o decreto que extinguiu as ordens religiosas em Portugal. Assunto delicado, está bom de ver, tendo sido o texto da autoria do próprio rei D. Pedro IV (1798-1834), o Rei-Soldado, e a sua impressão envolta no mais rigoroso sigilo. Ao ponto de Joaquim António de Aguiar a ter acompanhado pessoalmente e apenas abandonado a tipografia após o diploma estar na rua e ser do conhecimento público, o que lhe valeu de imediato a alcunha de Mata-Frades, com que ficaria para a posteridade.

Não deixa de ser irónico, aliás, que seja esta sua decisão aquela por que é mais lembrado, relegando para plano secundário tudo o resto. Que inclui, por exemplo, ter sido presidente do conselho, o equivalente actual a primeiro-ministro, por 3 vezes, entre 1841 e 1842, em 1860 e, finalmente, entre 1865 e 1866. Liberal convicto, já anteriormente tinha estado envolvido na guerras liberais tendo, inclusivé, sido forçado a emigrar, participando depois nos desembarques na
ilha Terceira e na praia do Mindelo, à semelhança do escritor Almeida Garrett (1799-1854).

Joaquim António de Aguiar nasceu há 214 anos, no dia 24 de Agosto de 1792.


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Joaquim António de Aguiar
Portugal - Dicionário Histórico / Wikipédia / Monumento a Joaquim António de Aguiar

1 comentário:

  1. o "mata-frades" expressão cuja origem desconhecia... um homem não sabe tudo...

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