03/08/2006

Sopranos #11: Elisabeth Schwarzkopf (1915-2006)

Depois de Renata Tebaldi (1922-2004) e de Victoria de los Angeles (1923-2005), fomos agora surpreendidos com o falecimento de mais um grande soprano, a alemã Elisabeth Schwarzkopf.

Schwarzkopf, senhora de um extenso conhecimento musical, preparava cuidadosamente as suas interpretações, dando atenção aos mais pequenos detalhes; por vezes chegava a ensaiar uma única frase horas a fio, até ficar convencida do resultado. Presa por ter cão e presa por não ter, não se livraria de ser acusada por alguns de maneirismo e de demasiado estudada, o que é mais ou menos a mesma coisa e nos permite mais facilmente discordar de ambas...

Depois de ter estudado na Berliner Musikhochschule
, estreou-se em Berlim em Abril de 1938, na ópera Parsifal de Richard Wagner (1813-1883). Foi por essa altura que mostrou simpatias pelo partido nazi, o que lhe valeu mais tarde uma espera de vários anos, coisa aí para 9, até se poder estrear no Met de Nova Iorque. Há simpatias que não são de ter...

Ao longo da carreira cantou, entre outros, Handel (1685-1759), Schubert (1797-1828), Verdi (1813-1901), Wagner, Orff (1895-1982), e também Mozart (1756-1791), Strauss (1864-1949) e Wolf (1860-1903), e foi precisamente nestes 3 últimos que mais brilhou. O seu último papel operático foi o de Marschallin, na ópera Der Rosenkavalier, de Richard Strauss, que cantou pela última vez no dia 31 de Dezembro de 1971. Dedicou-se então em exclusivo a recitais de lieder, retirando-se definitivamente em Março de 1979.


Internet

Elisabeth Schwarzkopf
Wikipedia
/ Bach Cantatas / Opera Italiana

2 comentários:

  1. felicitações pela persistência de transformar um blog numa extensa antologia...

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  2. Obrigado. Faço votos para que o nosso amigo continue a martelar durante muitos e bons anos.


    Saudações,

    HVA

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