28/09/2006

CDs #96: York Bowen, Violin Concerto, Piano Concerto No.1

Volta que não volta lá voltamos aos compositores desconhecidos, que têm tido por aqui um destaque que raramente encontramos noutros locais. Veja-se o caso do compositor aqui hoje trazido, o londrino York Bowen (1884-1961): quantos dos prezados leitores já terão dele ouvido falar? Provavelmente nunca, o que não será de admirar. Dos livros, livrinhos, mini-enciclopédias e afins, todos versando assuntos directamente relacionados com a música, que ocupam aqui as prateleiras, apenas um faz uma pequena referência a este compositor. Honra lhe seja feita, pelo que aqui fica o devido destaque:

The Oxford Companion to Music
edited by Alison Latham
Oxford University Press
ISBN 0-19-866212-2

Contemporâneo de Arnold Bax (1883-1953), estudou igualmente na Royal Academy of Music
, entre 1898 e 1905 e, tal como Bax, escolheu como instrumento de eleição o piano. Para o qual escreveu 4 concertos e inúmeras peças instrumentais, a maioria por ele mesmo estreadas. Escreveu ainda 4 concertos para outros tantos instrumentos, um dos quais o violino. Composto em 1913, haveria de ser apenas estreado 7 anos depois, no dia 28 de Setembro de 1920, num Concerto Promenade. Dedicado a Daniel Melsa (1892-1952) com quem Bowen, juntamente com o violista Lionel Tertis (1876-1975), formou um trio pouco antes do início da 1ª Grande Guerra, contou na estreia com a violinista Marjorie Hayward, tendo a direcção da orquestra ficado a cargo do próprio compositor. E se aqui e ali lhes vier à memória o Concerto para Violino de Edward Elgar (1857-1934), tal dever-se-á, possivelmente, ao facto de Bowen lá ter ido buscar uma ou outra inspiraçãozinha... Nada que desmereça este extraordinário concerto, contudo!




York Bowen
Violin Concerto in E minor, Op.33.
Piano Concerto No.1 in E flat, Op.11.
Michael Dussek (piano), Lorraine McAslan (violino)
BBC Concert Orchestra
Vernon Handley
Dutton Epoch CDLX 7169
(2005)


Internet

York Bowen
The York Bowen Society
/ Wikipedia / JW Music Publishing

1 comentário:

  1. E a interpretação da Lorraine McAslan nesta obra está divina.

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