05/11/2006

Lugares #147

Não havendo certezas absolutas quanto à origem do nome de Marialva, podemo-nos sempre deliciar com a possibilidade deste estar de alguma forma relacionado com assuntos tauromáquicos ou, hipótese igualmente interessante, com a existência de um galã irresistível que por lá tenha espalhado os seus atractivos. Com mais sucesso, naturalmente, do que aquele mouro vítima da lenda da Moura de Marialva:

Ó Moura, mourinha, de Marialva,
cara bonita, pernas de galga!

que levou como resposta da moura,

Ó Mouro, mourão de Casteição,
cara farrusca, pernas de cão!

Claro que há a outra hipótese, porventura mais realista, do nome ter sido atribuído por Fernando Magno, rei de Leão que, por louvor à Virgem Maria, a terá chamado de Maria Alva. Hipótese menos romântica do que as outras, pelo que não lhe damos tanta importância...



Havia ainda a hipótese de eu ter visitado o Castelo de Marialva quando, há poucas semanas atrás, me desloquei a Beselga para participar num evento muito interessante. Pura ilusão, tendo sido mais uma vez derrotado pelo tempo. É que ao castelo, medieval, foram dados horários modernos, a tender para as 35 horas semanais: encerra às 17:30, portas fechadas a cadeado. Um dia destes o destino será Penedono e, nessa altura, haverá passagem obrigatória por Marialva, com os horários das repartições públicas em mente...


Internet

Marialva
Castelo de Marialva
/ Câmara Municipal de Mêda / IPPAR / Castelos de Portugal

7 comentários:

  1. Este país funciona com contrato a prazo certo e cumprimento de horário rígido, sem direito a horas extraordinárias! Como o horário é curto o país não existe fora das horas de expediente. E mesmo destas grande parte são ocupadas por "meetings" e as que sobram com "coffee breaks". Como se diz em mirandês!...

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  2. Este Verão aconteceram-me coisas dessas. Desci o país e tentei visitar vários castelos, mas depois da 17:00 nada feito. Até fazia dó ver a quantidade de espanhois à porta com um ar tão confuso quanto o nosso.

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  3. Nem sabes o impacto que teve em mim, rever aqui Marialva...

    Era a terra do meu Avô, foi lá que aprendi a andar a cavalo, ou seja numa égua que ele tinha.
    No sopé do castelo havia um terreno com uma olveira que era do meu Avô.
    Brinquei muitas vezes junto ao rio e ouvi estórias fantásticas da D. Engrácia, que era como uma governante de lá...
    Grata por me fazeres recordar momentos e tempos, que são perpetuados na minha memória.
    Tenho pena que a doença do meu marido me impeça de viajar. Era um local que gostava de rever... apesar de a minha filha mais velha por lá ter passado recentemente, mas não é a mesma coisa...
    Um abraço carinhoso ;)

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  4. Ressalvo: oliveira e governanta.
    A comoção nem me deixa ver as letras...

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  5. Pequenas lendas com música dentro.
    Este é um país dissimulado, não assumido. Mesmo quando temos coisas boas para mostrar. Abç

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  6. Obrigado pelos vários comentários. A falta de tempo tem levado a uma menor regularidade na actualização do blogue. O que se vai manter nos próximos tempos, aliás, em que passarei a maior do tempo fora de Portugal. Tentarei, na medida do possível, ir respondendo aos eventuais comentários que forem aparecendo.

    Saudações,

    HVA

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  7. Cara Menina Marota,

    Obrigado, mais uma vez, pelos seus comentários. Desejo uma rápida recuperação do seu marido. Logo que me seja possível, pretendo rever Penedono e, nessa altura, seguramente que voltarei a Marialva.

    Saudações,

    HVA

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