20/12/2006

Lugares #149

Não sei se a culpa é de uma, da outra, ou das duas em conjunto. Sei, de sabedoria vivida, que em qualquer viagem que envolva uma das duas o imponderável tem lugar cativo; envolvendo as duas, as hipóteses de se tornar numa aventura épica aumentam exponencialmente.

No passado Domingo tive que me deslocar à Holanda, por afazeres profissionais. Difícil arranjar vôos, que a época festiva incrementa as reuniões familiares. Lá se acabou por arranjar um para a ida, a meio da tarde, por forma a não estragar por completo o dia, e via Lisboa, que as ligações directas do Porto a Amesterdão não abundam. Cheguei ao hotel, em Eindhoven, um pouco antes da meia-noite. Desse Domingo, dia 17 de Dezembro de 2006, convém recordar. A mala também lá chegou, só que às 13:00 de Terça, dia 19. Pelo meio, parece que "andou meio perdida por Lisboa", que foi para a terra das tulipas "logo que possível", e que seguiu para o hotel "na primeira oportunidade". O resultado mais visível de tudo isto foi... invisível, mas asseguraram-me que aos olfactos mais sensíveis não escaparam os 3 dias com a mesma indumentária...

O regresso foi efectuado hoje, com partida bem cedo de Amesterdão, pelas 7 horas. Tudo normal até à chegada à Portela e à altura em que o avião se imobilizou, na porta A15. Avião imobilizado e nós, pobres passageiros, também, e aí por uns bons 5 minutos. Eu estava pronto para sair, assim como todos os outros, só que não havia maneira da porta da aeronave se abrir, até que o "hospedeiro-mor" teve a gentileza de nos explicar o que se passava: "Senhores passageiros, pedimos desculpa por este atraso. Aguardamos a chegada da manga para poder abrir a porta". Extraordinário, não havia ninguém para manobrar a maldita manga!

Resolvido o assunto, seguiu-se, algum tempo depois, o vôo para o Porto. Onde o avião chegou por volta das 11:35. Cerca de 5 minutos depois estávamos junto aos tapetes para recolha das malas. Apesar do novo Aeroporto Francisco Sá Carneiro dispôr de quatro, alguma mente mais retorcida tinha decidido fazer apenas uso de dois, indiferente aos vários vôos previstos para chegar num curto espaço de tempo. Como resultado disso, o monitor anunciava para o tapete número 3, que nos calhou por manifesta infelicidade, a chegada eminente das malas de 3 vôos. A aplicação perfeita do sistema LIFO (Last In First Out) fez com que as malas do vôo TP1964, o deste vosso infeliz escriba, pois claro!, começassem a aparecer às 12:38. E, enquanto bem mais de 100 pessoas estiveram 1 hora à espera, os tapetes 1 e 4 estiveram vazios e parados. "Burkina Faso!", foi o que alguém desesperado respondeu a certa altura ao telemóvel. Resposta óbvia para um igualmente óbvio "onde estás?!"...

2 comentários:

  1. Mandar um abraço amigo, agradecendo toda a informação e beleza dispersas por aqui!

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  2. Obrigado! Desejo-lhe um Bom Natal, e a continuação dos maiores sucessos para o BETTIPS.


    Saudações,

    HVA

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