17/02/2007

Óperas #14: Joseph, de Étienne-Nicolas Méhul

A revolução francesa durou cerca de 10 anos, entre 1789, ano da Assembleia Nacional e da tomada da Bastilha, e 1799, com o início da tomada do poder por parte de Napoleão Bonaparte (1769-1821). Por quem, por esta altura, Beethoven (1770-1827) nutria uma grande admiração, tendo-lhe mesmo dedicado a sua 3ª Sinfonia; decisão de que mais tarde se arrependeria, conforme aqui descrevemos há uns tempos.

Em 1791 apareceu a tuba curva, que foi muito utilizada nas celebrações da Revolução que entretanto decorria. Antecessora da tuba moderna, distingue-se desta por, por exemplo, não possuir qualquer válvula; a tuba moderna, recorde-se, é um instrumento metálico de sopro que possui entre 3 a 5 válvulas, o que lhe permite atingir uma gama de notas impossível para a cuba turva. Não há muitas obras musicais em que a tuba apareça como instrumento solista, mas é um instrumento que aparece frequentemente integrado nas orquestras. Étienne-Nicolas Méhul (1763-1817) utilizou a tuba curva na sua ópera Joseph, de 1807.

Esta ópera, estreada há 200 anos, no dia 17 de Fevereiro de 1807, foi uma das últimas por ele escrita. Era já um compositor consagrado, depois das várias obras líricas de sucesso que tinha escrito e de numerosas outras, algumas das quais instrumentais, que levaram a que fosse notado pelo próprio Napoleão, para quem iria compôr diversas obras. Um dos mais importantes compositores da sua época, apesar da pouca divulgação das suas obras nos dias de hoje, exerceu grande influência em compositores como o seu compatriota Hector Berlioz (1803-1869). Não será certamente por acaso que lhe chamaram o "maior sinfonista francês antes de Berlioz".


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Étienne-Nicolas Méhul
American Balalaika Symphony
/ Wikipedia / Karadar / France diplomatie

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