Nos tempos que correm não é fácil ir à Casa da Música ouvir outro instrumento a solo que não seja o piano. Igualmente complicado é ir assistir a um recital de alguém que já por lá não tenha passado antes; imaginação não é algo que abunde por aquelas bandas, vai daí não há como ir ver a programação de há 2 ou 3 anos atrás e chamar os mesmos músicos...Após um longo interregno, regressamos hoje à dita casa, para assistir a mais um recital de Artur Pizarro; desta vez hesitámos bastante antes de comprar os bilhetes pois, por um lado, já tínhamos anteriormente assistido a dois recitais deste mesmo pianista (ver aqui e aqui) e, por outro, achámos os preços dos ditos cujos completamente absurdos, bem mais elevados do que quando lá vai uma orquestra inteira entreter a plateia. Cobrar 16€ para um puto de 5 anos ir dormir naquelas cadeiras, ainda por cima altamente desconfortáveis, é um assalto, que apenas a nossa dedicação à causa musical consegue ultrapassar!
O pianista português vai desta vez tocar Iberia, de Isaac Albéniz (1860-1909), de longe a obra mais conhecida deste compositor, e uma das mais representativas obras para piano dos nossos vizinhos ibéricos.
Internet
Isaac Albéniz
Mac McClure / Centro Virtual Cervantes / The Life and Music of Isaac Albéniz / Wikipedia / Biografias y Vidas
Caro Heitor, tratando-se de Pizarro vale a pena.
ResponderEliminarEspero que tenha sido um bom recital.
Um abraço.
Reproduzo o comentário que deixei recentemente noutro comentário seu, praticamente igual a este.
ResponderEliminarCaro Heitor
Você deve ter, juntamente com os amigos habituais, algum problema mal resolvido relativamente à Casa da Música. Ou será mesmo com Pedro Burmester? Para que gostaria o Heitor de ter sido convidado e não foi? O que faz você de tão produtivo, com tamanha qualidade, a mais do que o comum dos mortais, para que lhe sobre tanto em petulância?
O seu choradinho recorrente faz desconfiar. Vá, confesse as verdadeiras razões que o movem, talvez assim inspire algum respeito.
Helena Rodrigues
Cara Helena,
ResponderEliminarApesar do tom e do teor do seu comentário, absolutamente despropositados, acho que devo esclarecer o seguinte:
- Não tenho qualquer formação musical.
- Nunca tive, não tenho nem conto vir a ter alguma actividade profissional minimamente relacionada com a área da música.
- Nunca tive nem penso algum dia vir a ter algum provento do que quer que seja relacionado com música.
- Nunca ganhei um tostão pelo facto de ter criado este blogue. E também não espero vir a ganhar, nunca tal me tendo passado pela cabeça quando decidi iniciá-lo.
- Nunca tive nada a ver com a Casa da Música, nem com qualquer outra instituição semelhante.
- Por tudo isto, é óbvio que não tenho nem nunca poderia ter nenhumas ambições a desempenhar o que quer que fosse relacionado com o mundo musical, para daí tirar alguns proventos.
- Digo-lhe mais: aceitei recentemente o convite para fazer parte da Direcção da Associação Guilhermina Suggia, como simples membro do Conselho Fiscal, e se alguma coisa tal me trouxer serão custos, dado a mesma estar sediada em Lisboa e eu morar no norte do país. Quanto ao resto, pode ficar sossegada: lucros = zero.
- Agora, se a estimada Helena Rodrigues se der ao trabalho de comparar a actual programação da Casa da Música com a de 2 anos atrás, então talvez consiga compreender a frustração, minha e dos outros, aqueles que apelidou de "amigos habituais"!
- Não vou fazer insinuações, como a Helena fez, quanto aos eventuais motivos para ter reagido como reagiu a uns simples desabafos da minha parte. Pode é ficar ciente do seguinte: enquanto me der algum gozo escrever no desNorte, aqui continuarei a rabiscar aquilo que me der na pinha; quando assim deixar de ser, pararei. Com uma certeza, a de que há uma coisa que permanecerá imutável entre o "antes" e o "depois": continuarei a ser alguém que se limita a gostar de música.
Saudações,
Heitor
Numa sociedade democrática as elites são indispensáveis, meu caro Heitor!
ResponderEliminarPena é que os elitistas deitem tudo a perder, até a sua condição, pois elite não é um escol com sustentação mediática ou académica, antes é composta por aqueles que, respeitando humildemente a opinião dos outros, a sua opinião é ouvida e seguida por espontânea e livre vontade.
ps: não sei por que razão me lembro sempre das pastilhas Rennie em casos deste calibre...
Caro Carlos,
ResponderEliminarCuidado, temo que o nosso amigo seja um dos "amigos habituais"...
;-)
Saudações,
Heitor
Falta imaginação às salas de concerto daí?
ResponderEliminarCaramba, que coincidência!!!!
Pois é, imaginação é coisa que por aqui não abunda, o que é uma pena. A Casa da Música em particular, aqui na cidade do Porto, começou por ter uma excelente programação; hoje, infelizmente, está a léguas disso...
ResponderEliminarVocês aí têm o mesmo problema?! Já não é coincidência, é mesmo azar!
Saudações,
Heitor
Bom, bom seria com o amiguito helder. esse, sim, um ás da programação.
ResponderEliminarCaro Heitor:
ResponderEliminarEle há realmente pessoas com problemas mal resolvidos com isto e com aquilo...
Mas também as há, as que resolvem bem os seus problemas com as instituições aconchegando-se sempre em tudo quanto é lado, ele é CdM, por exemplo, universidades, escolas de música e afins. Curiosamente são estas pessoas mais aconchegadas que normalmente enfiam a carapuça, furiosamente, quando alguém como o autor deste blogue fala verdades claras sobre as sucessivas e vergonhosas programações da casa da música. O conceito de uma casa de todas as músicas, para mim, não é isto.
Laura Pires
Cara Laura,
ResponderEliminarEsse é para mim um dos problemas fundamentais da actual programação da CdM: há doses industriais das "outras músicas", mas muito pequenas de "música erudita". Admito que tal terá trazido "outros públicos"; mas afastou, inevitavelmente, uma boa parte daqueles que lá iam frequentemente e que agora encontram poucos motivos de interesse para lá voltarem.
Só que parece que é suposto não nos podermos queixar disto, aparentemente só o fará quem tiver interesses inconfessáveis...
Saudações,
Heitor
Heitor,
ResponderEliminaro teu desNorte está a aquecer de uma maneira !!! Deves ter pisado os calos a alguém... Este homem é um senhor carago. É um homem do Norte pois entom! Não é que eu tenha um interesse especial na CdM, como vocês dizem, porque concertos só em casa ou no carro, mas aprecio a tua frontalidade. Será que sou "teu amigo" ? Isso seria grave ? É só pena seres daquele clube da águia e teres uma bike melhor do que a minha...