27/11/2007

Notícias #14

Já não vale a pena ir à loja da HMV na Orchard Road para comprar discos. A minha última visita tinha sido há cerca de 2 anos, e dispunha ainda, na altura, de uma excelente secção de "música clássica". Na semana passada voltei a Singapura e não perdi a oportunidade de lá dar um salto, não tardando a verificar que, quiçá fruto de uma acção de benchmarking, a loja da HMV assemelhava-se em tudo a uma qualquer FNAC do nosso descontentamento. Conclusão: já não vale a pena ir a Singapura para comprar discos...

Ao contrário de muitos, eu (ainda?) não aderi aos iPods e afins, não sentindo qualquer entusiasmo perante a perspectiva de ter enfiados num aparelho minúsculo de andar ao peito centenas de discos, milhares de músicas, milhões de bits. Gosto de pegar na listinha de discos e ir às compras, e de sentir a satisfação de os encontrar nas prateleiras. Gosto de os desembrulhar, de os ouvir, e de os colocar no lugar correcto na estante. Gosto demasiado de pegar nos discos e encatrafiá-los no leitor, de pegar nos livrinhos que os acompanham e de devorar as histórias que nos contam. Até ao dia em que decidirem acabar com os CDs; estão-nos a tirar o prazer de os poder comprar nas lojas, hão-de-nos privar deles definitivamente um dia. Espero que longínquo.

8 comentários:

  1. Embora tenha um iPOD, ninguém me tira o prazer de comprar CDs e folhear lentamente os deliciosos livrinhos, enquanto escuto a música. Sei que sou a única (de entre quase todos os meus colegas e amigos) que o faz... só depois de os comprar e ouvir no leitor de CDs, é que os "injecto" para o iPOD!

    Uma boa noite, Moura Aveirense

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  2. Sim, concordo consigo. Tenho um iPod por razões profissionais, mas só o vejo nessa perspectiva, não para 'ouvir música'. Aliás, a qualidade é bem pior. Se acabam um dia os CDs? Talvez, que sei eu? Mas outros objectos virão do mesmo tipo, já que o ser humano gosta demasiadamente de 'ter' coisas. Não acredito num mundo que se esgota nos ordenadores. A uma fase de progressiva concentração no 'aparelho', seguir-se-á seguramente outra, de multiplicação de objectos.

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  3. Obrigado pelos comentários.

    Fico mais sossegado. Temia ser dos últimos "pré-históricos", apegado a "tecnologias obsoletas"...

    Abraços,

    Heitor

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  4. Já eu confesso que não tenho um mas sim dois Ipods que partilho como o meu filho ... e posso dizer-vos que não há nada melhor do que ir dar uma corridinha ao som de uma fuga de Bach ... ah e lamento a minha condição física ainda não me permite puxar um carrinho com a minha Hi-Fi atrás :-)
    Quanto à qualidaded tudo depende da compressão utilizada e da qualidade dos headphones ou altifalantes utilizados. quem já experimentou ligar um Ipod a um amplificador "normal" sabe que embora não sendo ideal já se aproxima muito dos CDs ...

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  5. Venho aqui fazer coro com os amantes do CD, porque também gosto de percorrer as estantes das discotecas à procura "daquele" disco. Fico exasperado com a falta de escolha cada vez mais gritante nas nossas Fnacs. Basta ir a Madrid ou Barcelona para ver a diferença.

    Saudações.

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  6. Cds, papéis e quando calha, antiguidades de agulha. Grata por não estarmos sós!

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  7. Talvez vá te surpreender agora, Heitor, mas acredite: sou igual a ti. Compro meus CDs, ainda tenho 1200 LPs e os guardo no lugar correto...

    Mas gosto de multiplicá-los. O que fazer?

    Meu iPod é uma porcaria. Nem uso! E ouço os CDs no aparelho de som, não no computador.

    Grande abraço.

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  8. E detesto a FNAC de teu descontentamento. Mas há uma loja em Buenos Aires...

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