14/12/2007

Lugares #172

Estava para começar isto com uma frase do tipo "Qualquer rei que se preze teve..." mas tal poderia não ser considerado politicamente correcto, pelo que segue a versão censurada: D. João I (1357-1433), o de Boa Memória, fez jus ao cognome, e não se esqueceu, tal como vários dos seus antecessores, de ter a sua dose de filhos bastardos. Um desses filhos ilegítimos, ou legítimos apenas pelo lado do pai..., foi D. Afonso, 1º Duque de Bragança e 8º Conde de Barcelos, condição em que ordenou a construção dos Paços dos Condes de Barcelos, algures na primeira metade do século XV.

Da sua versão original, de castelo apalaçado, já pouco resta hoje; as paredes, poucas, que sobraram, nomeadamente de uma sala e de outros dois compartimentos, são já de uma versão posterior, que o alterou significativamente. Nada mais resistiu à passagem dos tempos, ou das diversas gerações de portugueses, como queiram. Sabe-se que nos inícios do século XVII já não disfarçava as ruínas e depois, século após século, as várias alas foram sucessivamente ruindo. As que não ruiram naturalmente receberam generosa ajuda externa para que a gravidade actuasse, pois não faltava quem tivesse em mente óptimas utilizações para tão vistosas pedras. Para termos uma ideia de como era quando nasceu temos que nos socorrer de um desenho de Duarte d'Armas, exibido no topo deste texto.



Continua, apesar de tudo, a ser um dos edifícios mais interessantes de Barcelos, essencial de visitar antes que alguém se lembre de mandar o resto abaixo. É que, em país de factos consumados, não há classificação do IPPAR que garanta o sossego das nossas almas!


Internet

Paço dos Condes de Barcelos
Câmara Municipal de Barcelos / IPPAR / Wikipédia / lifecooler

2 comentários:

  1. esta sinfonia pertence ao meu repertório de vida... ouvi e escutei-a e tambem me foi "explicada" por algum que sabia... e a "frase" é encantadora.

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  2. Pois é, peço desculpa por não ter aberto atempadamente a caixa de comentários do outro texto. Obriguei-o a escrever aqui...

    Cumprimentos,

    Heitor

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