02/12/2007

Sinfonias #23: Sinfonia Turangalîla, de Olivier Messiaen

Na segunda metade dos anos 40 do século há pouco terminado, o compositor francês Olivier Messiaen (1908-1992) escreveu uma obra que desde logo dividiu as opiniões. Uns, acharam-na uma das mais importantes do século, outros, uma mera manifestação do mais puro mau gosto. Recebeu o nome de Sinfonia Turangalîla e a sua primeira interpretação aconteceu no dia 2 de Dezembro de 1949, passam hoje 58 anos.


Olivier Messiaen

Do lado das interpretações também não se pode falar propriamente em unanimidade. Apesar das abundantes anotações do autor e da indicação quanto à duração "correcta", 75 minutos, há gravações para todos os gostos: desde a de Hans Rosbaud (1895-1962), que a despachou em menos de 70 minutos, até à de Simon Rattle (1955-), para quem 80 não chegaram...

A obra é para piano, ondas martenot e orquestra. As ondas martenot são um instrumento inventado em 1928 por Maurice Martenot (1898-1980). O primeiro disco da lista que se segue é assim duplamente histórico: ao piano temos Yvonne Loriod, esposa do compositor, e nas ondas martenot Ginette Martenot, irmã do inventor do instrumento.


CDs



Yvonne Loriod, piano
Ginette Martenot, ondas martenot
South West German Radio Symphony Orchestra
Hans Rosbaud
Wergo WER6401-2

Yvonne Loriod, piano
Jeanne Loriod, ondas martenot
ORTF National Orchestra
Maurice Le Roux
Accord 20479-2

Michel Béroff, piano
Jeanne Loriod, ondas martenot
London Symphony Orchestra
André Previn
EMI 5 69752-2

Jean-Yves Thibaudet, piano
Takashi Harada, ondas martenot
Royal Concertgebouw Orchestra
Riccardo Chailly
Decca 436 626-2

François Weigel, piano
Thomas Bloch, ondas martenot
Polish National Radio Symphony Orchestra
Antoni Wit
Naxos 8.554478/9


Internet

http://www.oliviermessiaen.co.uk/

http://www.france.diplomatie.fr/culture/galerie_composit/messiaen.html

http://brahms.ircam.fr/textes/c00000066/n00003521/

2 comentários:

  1. Gosto muito dela. E o Heitor?

    Grande abraço.

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  2. Caro Milton,

    De início custou-me a "engolir". A cada nova audição, contudo, fui descobrindo novas e interessantes facetas nesta obra, e hoje posso dizer que a ouço com muito prazer.


    Abraço,

    Heitor


    P.S.: Nunca mais chega Sábado...

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