02/06/2008

CDs #166: Nicolai Ghiaurov

É com excertos de óperas de Giuseppe Verdi (1813-1901) que este disco é maioritariamente preenchido, e foi igualmente numa ópera de Verdi, Aida, que o baixo búlgaro Nicolai Ghiaurov (1929-2004) se estreou na Ópera de Viena, no dia 14 de Outubro de 1957. Apenas lá regressaria cerca de 6 anos depois, como Filipe II, rei de Espanha, na ópera Don Carlos, ainda de Verdi, personagem que viria a interpretar nessa casa por mais 45 vezes. Os números impressionam, e mostram bem quão apreciado Ghiaurov era em Viena, recorrendo-me de novo ao livro que acompanha o disco para referir que ele fez 12 papéis diferentes no palco vienense, cantando lá num total de 226 vezes!



Depois de ter feito um serviço militar onde, curiosamente, foi aconselhado a seguir estudos musicais quando se aperceberam das qualidades da sua voz, Ghiaurov estudou no Conservatório de Moscovo entre 1950 e 1955 e lá teve, entre outros, a oportunidade de conhecer dois músicos já bem nossos conhecidos: os violinistas David Oistrakh (1908-1974) e Leonid Kogan (1924-1982). Seguir-se-iam as estreias de sucesso: Paris (1955), Moscovo (1957), Bolonha (1958), La Scala (1959), Covent Garden (1962), Salzburgo (1962), Met de Nova Iorque (1965).

As gravações constantes deste disco, todas da responsabilidade da Rádio Austríaca (ORF), foram efectuadas entre 1969 (Simon Boccanegra) e 1998 (Eugene Onegin) e, naturalmente, na casa que sempre o idolatrou, a Ópera do Estado de Viena. E que bem faz ouvir Verdi bem cantado, em absoluto contraste com o assassinato que o nosso S. Carlos no ano passado lhe cometeu...

Nicolai Ghiaurov faleceu há 4 anos, no dia 2 de Junho de 2004.




Giuseppe Verdi
Simon Boccanegra: A te l'estremo addio; Suona ogni labbro il mio nome.
Don Carlo: Ella giammai m'amò.
Attila: Mentre gonfiarsi l'anima.
Macbeth: Studia il passo, o mio figlio.
Gioacchino Rossini
Il Barbiere di Siviglia: La calunnia è un venticello.
Piotr Ilyich Tchaikovsky
Eugen Onegin: Ein Jeder kennt die Lieb auf Erden.
Modest Mussorgsky
Boris Godunov: Die höchste Macht ist mein; Erlaub, mein Herr und Zar;
Oh! Ich erstick!; Leb wohl, mein Sohn, ich sterbe.
Chor und Orchester der Wiener Staatsoper
Josef Krips, Horst Stein, Giuseppe Sinopoli,
Miguel Gomez Martinez, Seiji Ozawa, Robert Satanowski
Orfeo d'Or C671 051


Internet

Nicolai Ghiaurov
ResMusica.com / Le site des BASSES / The Independent / Wikipedia

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