14/12/2008

Sinfonias #33: Sinfonia Nº6, de Franz Schubert

Ludwig van Beethoven (1770-1827) compôs a 1ª sinfonia no virar do século XVIII para o século XIX, e o próprio estreou-a no dia 2 de Abril de 1800, em Viena, com uma recepção mais ou menos calorosa por parte do público e algum desprezo por uma boa parte da crítica. Tal não impediu, todavia, que uns anos mais tarde o compositor austríaco Franz Schubert (1797-1828) a tomasse como modelo para a sua Sinfonia Nº6; escreveu-a na mesma tonalidade, dó maior, e, algo nunca visto em alguma das suas sinfonias anteriores, intitulou o 3º andamento de scherzo (como é o caso das Sinfonias Nº2 e Nº3 de Beethoven).

Schubert tinha composto 4 sinfonias num curto espaço de cerca de 4 anos, entre 1813 e 1816, e em Outubro de 1817 meteu de novo mãos à obra, tendo terminado a Sinfonia Nº6 pouco tempo depois, em Fevereiro do ano seguinte. Schubert tinha passado um período a viver com o pai, dando aulas de dia e compondo furiosamente à noite, de que resultaram, além das referidas sinfonias, mais de uma centena de canções e várias obras de música de câmara. Em 1818 abandonou o posto de professor para se dedicar por inteiro às coisas da música, actividade que conseguiu muito mais facilmente conciliar com a vida boémia que tanto apreciava...

A Sinfonia Nº6 de Franz Schubert foi estreada em público há 180 anos, no dia 14 de Dezembro de 1828, menos de 1 mês depois da morte do compositor.


CDs



Franz Schubert
Symphonies Nos.1-6, 8 & 9.
Staatskapelle Dresden
Colin Davis
RCA Red Seal 82876 60392-2

Franz Schubert
Symphonies Nos.3, 5 & 6.
Royal Philharmonic Orchestra
Thomas Beecham
EMI Classics 7 69750-2


Internet

Franz Schubert
The Schubert Institute (UK) / Classical Music Pages / Naxos / Classical Music Archives / Karadar Classical Music / ThinkQuest: Library / suite101.com / Wikipedia

2 comentários:

  1. interessante e actual essa atitude dos críticos, que nem se deram provavelmente, na época, estar na presença de um génio...

    um abraço

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  2. Pois é... Mas quantas obras contemporâneas, não especialmente apreciadas hoje em dia, serão veneradas no futuro?!


    Cumprimentos,

    Heitor

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