16/01/2009

Concertos #71

O compositor francês Claude Debussy (1862-1918) compôs a obra orquestral La Mer no início do século XX, procurando com ela representar musicalmente não o mar, mas antes a sua influência no ser humano. Foi, assim, escrita logo a seguir à ópera Pelléas et Mélisande, que tinha sido estreada no dia 30 de Abril de 1902, sem grande aceitação por parte do público. No dia 15 de Outubro de 1905 teve então lugar a estreia de La Mer, e dificilmente poderia ter corrido pior. O tal público, que ainda procurava digerir a ópera, levou com esta obra apresentada por um maestro, Camille Chevillard (1859-1923), completamente desinspirado, e reagiu com hostilidade; a crítica resolveu juntar-se à festa, e reconheceu não ter encontrado mar algum onde quer que fosse... O que é certo é que na vez seguinte, em Janeiro de 1908, já foi o próprio Debussy a dirigir a orquestra e a coisa começou então a endireitar-se, ao ponto de La Mer se ter tornado numa das peças orquestrais mais famosas de sempre.

Esta será uma das obras que iremos ouvir amanhã, no Coliseu dos Recreios. As outras duas que fazem parte do programa, ambas de Igor Stravinsky (1882-1971), já por aqui passaram: O Canto do Rouxinol e O Pássaro de Fogo.

O concerto, da responsabilidade do Serviço de Música da Fundação Calouste Gulbenkian, contará com a Orquestra Sinfónica do Teatro Mariinsky dirigida por Valery Gergiev (1953-), o seu director geral e artístico, e actualmente maestro principal da Orquestra Sinfónica de Londres.


Programa

Igor Stravinsky
O Canto do Rouxinol. O Pássaro de Fogo.
Claude Debussy
La mer.
Orquestra Sinfónica do Teatro Mariinsky
Valery Gergiev


Internet

Claude Debussy
Classical Music Pages / Claude Debussy Web Site / Essentials of Music / BBC / Classical Music Archives / Answers.com / suite101.com / Wikipedia

3 comentários:

  1. Um bom programa mas na sala errada IMHO, sobretudo Debussy. Stravinsky ainda aguenta ...

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  2. Pois é! Ainda por cima estou muito constipado e com os ouvidos parcialmente entupidos, depois de ter andado de avião duas vezes esta semana. Conclusão: o Canto do Rouxinol e La Mer passaram-se um bocado ao lado. Durante o intervalo fiz aquela coisa de tapar o nariz e tentar expirar por ele simultaneamente; depois de duas ou três "explosões" dolorosas, lá fiquei a ouvir bastante melhor, e consegui ouvir o Pássaro de Fogo em condições. Numa interpretação que achei fantástica, devo dizer.


    Cumprimentos,

    Heitor

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  3. Ora agora vi que foi no Coliseu dos Recreios: donde, extemporâneo o meu comentário sobre "mecenas". Peço desculpa...é o hábito da "pedinchice" e da "rentabilidade" para tudo!
    Abç

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