18/05/2009

CDs #205: Boris Christoff, Lebendige Vergangenheit

O azar de uns é, não tão poucas vezes como isso, a sorte de outros, e foi esse o caso do baixo Cesare Siepi (1923-), que recentemente por aqui referi; a impossibilidade de Boris Christoff entrar nos Estados Unidos em 1950, por possuir passaporte búlgaro, foi a oportunidade que Siepi não desperdiçou. Apesar de ter nascido em 1914, na altura a carreira de Boris Christoff ainda estava no início, pois a sua estreia em palco tinha apenas tido lugar em Março de 1946, com o papel de Calline na ópera La bohème, de Giacomo Puccini (1858-1924).

Claro que, entretanto, já se tinha registado o seu extraordinário sucesso no Covent Garden, em 1949, num dos papéis que marcariam toda a sua carreira: Boris Godunov, na ópera homónima de Modest Mussorgsky (1839-1881). O baixo búlgaro esteve mesmo para nem chegar a apresentar-se em Londres, pois armou-se em esquisito e esteve em vias de ser corrido; lá levou a dele avante, e acabou a ser o único do elenco a cantar em russo, enquanto todos os outros o fizeram em inglês, e a seguir uma versão distinta da ópera (a de Rimsky-Korsakov, enquanto todos os outros se guiaram pela versão original de Mussorgsky). Uma coisa fantástica!

A par dos papéis operáticos em que se notabilizou, Boris Christoff revelou-se igualmente um excelente recitalista, e cantou e gravou um sem-número de canções russas. Que estão em grande número no disco aqui hoje trazido, excelentemente acompanhadas por canções de Mussorgsky. Gravações dos anos 50 do século passado, o que só vem reforçar a minha convicção, já várias vezes aqui expressa, de que a década de 1950 foi decididamente vintage...




Boris Christoff
Lebendige Vergangenheit, Volume 3.
Boris Christoff (baixo), Gerald Moore (piano)
The Feodor Potojinski Russian Choir
Orchestre National de la Radiodiffusion Française
Georges Tzipine
Preiser PR89713
(1951, 1955, 1957)


Internet



Boris Christoff
Boris Christoff / Answers.com / Speedy Look / EMI Classics / Naxos / The New York Times / NationMaster / Wikipedia

2 comentários:

  1. Que a gripe nunca lhe afecte a garganta:

    Jon Stewart – A gripe suína e a pandemia do medo -

    CNN: Notícia de última hora. Há uma nova estirpe altamente contagiosa da gripe e, neste momento, o número de mortos está a aumentar. Vamos a caminho de uma pandemia?

    Jon Stewart: Me… para isto! Uma pandemia? A sério? Uma pandemia também. [Jon vira-se para Deus] É obra Sua? Uma pandemia? Não acha que já é demais? Elegemos Obama, o muçulmano cristão. Que mais quer Ele de nós? Agora, devia tirar o pé do acelerador! Mas há cerca de duas horas que não vejo as notícias, portanto, vamos ver em que ponto estamos.

    CNN: A gripe suína pode matar dezenas de milhões de pessoas, se não for travada.

    Jon Stewart: É a me… mais assustadora que ouvi em toda a semana. Conseguiram. Estou em pânico. Mais alguma coisa que queiram acrescentar?

    Flashes noticiosos: Não quero entrar em pânico… Não queremos causar pânico… Não queremos causar o pânico com esta notícia, mas é uma notícia importante.

    Jon Stewart: Nem sequer vêem as vossas próprias estações de televisão? Vocês são a única razão para estarmos em pânico! Já que vamos morrer todos, acho que é justo perguntar: O que é a gripe suína?

    Especialista: Tem componentes genéticos de uma série de fontes, incluindo humanas, suínas e aviarias.

    Jon Stewart: É uma mistura de fontes humanas, suínas e aviarias. Só há duas formas de isso acontecer: uma mutação genética que atravessa as três espécies ou um idiota que f… uma sanduíche de peru e bacon.

    Vídeo legendado em português

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