Durante uns bons anos os únicos discos (de) portugueses que possuía eram os do compositor e guitarrista Carlos Paredes; aos poucos essa falha foi sendo corrigida, mas a minha admiração por aquele músico nunca diminuiu. A doença, que o impediu de tocar nos últimos 11 anos de vida, terá feito com que a sua morte, no dia 23 de Julho de 2004, passam hoje 5 anos, não tenha sido muito mais sentida neste país empedernido.Actualmente, e como é habitual neste rectângulo onde vivemos, já poucos se lembram dele. Se tivesse tido tendências de gosto e legalidade duvidosos, trocado a tonalidade da epiderme e empinado um ridículo nariz, não faltaria quem lamentasse o seu desaparecimento e chorasse a perda irreparável para a cultura planetária; como se limitou a ter uma vida corajosa mas recatada, e a compor e interpretar música de elevada qualidade, está votado a um quase total esquecimento. Coisas da vida e da morte.
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Carlos Paredes
Tributo a Carlos Paredes / Wikipédia / At-Tambur.com / Carlos Paredes / Carlos Paredes / Carlos Paredes
vi C.Paredes, talvez no começo do fim... eu não me esqueço desse primoroso executor da guitarra e dos seus temas magníficos... simplesmente genial e como sempre os grandes valores,os maiores passam mais ao lado, talvez porque muitos nem sequer sabem ouvir...
ResponderEliminarum abraço
Não poderia concordar mais contigo Heitor. Aí está mais um homem em que os nossos gostos musicais coincidem. Os sons que saíam daquela gitarra arrepiavam-me sempre. E continuam a arrepiar...
ResponderEliminargrande abraço,
Last Frontier
Um Portugalzito.
ResponderEliminarQue ele e a sua guitarra tornavam Grande!
E ontem também passou em rodapé, uma notícia sobre Jorge de Sena ... a 1ª obra do telejornal foi ir a fátima, ver meia dúzia de peregrinos, a propósito da gripe na fé. Mas todos conhecemos fátima, não é? E Jorge de Sena ...quem o livraria de nós!
Abç