21/08/2009

Lugares #191

Supõe-se que a fundação do Mosteiro de Lorvão datará do século VI; mesmo que tal não corresponda à realidade, há documentos dos finais do século IX que provam a sua existência, que é o mesmo que dizer que estamos perante um dos mais antigos mosteiros da Europa.



A sua importância parece ser reconhecida pelas autoridades, conforme podemos constatar no site do IPPAR: "(...) Apesar de disperso por vários proprietários e outras tantas funcionalidades, o Mosteiro de Lorvão merece a atenção do IPPAR numa lógica de intervenção por ciclos, resgatando e posteriormente valorizando este conjunto (...)".

Um dos tesouros do mosteiro é, ou melhor, era, o órgão de tubos, o único da Península Ibérica com duas fachadas. Mandado restaurar ao organeiro António Simões, de Coimbra, consta que este descobriu que lhe faltavam mais peças dos que as inicialmente previstas, pelo que deu o orçamento inicial por inválido e apresentou um novo, rapidamente recusado pelo contratante. Acabou tudo em tribunal, como é normal nestas situações mas, apesar de uma sentença definitiva favorável ao IPPAR, o órgão continua ausente e por arranjar. Só para que tenham uma noção de como as coisas funcionam neste país, tomem nota do ano em que era suposto ter-se iniciado o restauro deste órgão: 1992 (mil novecentos e noventa e dois, não leram mal...).



Há uma petição a decorrer para tentar sensibilizar os responsáveis para esta situação, que pode ser assinada no local ou, para quem não puder visitar o mosteiro, acedida a partir deste endereço: http://www.peticao.com.pt/orgao-de-tubos-mosteiro-de-lorvao. Dizem que enquanto há vida há esperança...


Internet



Mosteiro de Lorvão

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