30/04/2009

Obras Orquestrais #19: Kammermusik Nº3, de Paul Hindemith

O problema deste texto começa logo pelo título; entre 1921/2 e 1927 o compositor alemão Paul Hindemith (1895-1963) compôs um conjunto de obras para um reduzido número de instrumentistas, entre 12 e 25, ora vistos como uma "pequena orquestra", ora como um "alargado conjunto de câmara". Como resultado, estas obras tanto aparecem nos livros da especialidade catalogadas como "obras concertantes", como são designadas por "música de câmara".

O que é evidente, em qualquer dos casos, é estarmos perante concertos de câmara, 7 no total, destinados a diferentes agrupamentos e/ou instrumentos solistas: o é um concerto para pequena orquestra, o é um concerto para piano, o para violoncelo, o para violino, o para viola, o para viola-de-amor e o para órgão. A Kammermusik Nº3, também conhecida por Concerto para Violoncelo, foi composta em 1925 e estreada pelo próprio compositor no dia 30 de Abril de 1925, passam hoje 84 anos, tendo tido como solista o seu irmão, Rudoph Hindemith (1900-1974).


CDs



Paul Hindemith
Kammermusik Nos.1-7. Kleine Kammermusik.
Leo van Doeselaar (órgão), Ronald Brautigam (piano), Lynn Harrell (violoncelo),
Kim Kashkashian (viola), Norbert Blume (viola-de-amor), Konstanty Kulka (violino)
Royal Concertgebouw Orchestra
Riccardo Chailly
Decca 473 7222
(1992)

Paul Hindemith
Kammermusik - No.2, Op.36 No.2; No.3, Op.36 No.2; No.6, Op.46 No.1; No.7, Op.46 No.2.
Georg Faust (violoncelo), Wolfram Christ (viola), Lars Vogt (piano),
Wayne Marshall (órgão)
Berlin Philharmonic Orchestra
Claudio Abbado
EMI 5 56831-2
(2000)


Internet



Paul Hindemith
Hindemith Foundation / Classical Music Pages / Naxos / Answers.com / Bach Cantatas Website / Karadar Classical Music / Classical Archives / Schott Music / Classical.com / Wikipedia

26/04/2009

CDs #203: Alfred Brendel, The Complete Vox, Turnabout and Vanguard Solo Recordings

No dia 18 de Dezembro de 2008 o pianista austríaco Alfred Brendel (1931-) deu o seu último concerto em público, facto que assinalei aqui. Como é normal nestas coisas, em que o intérprete goza de uma reputação ímpar, foi quase impossível arranjar bilhetes para as suas últimas aparições em público, e aqui este vosso escriba não pode assistir ao recital que deu na Gulbenkian. Contou-me o Paulo, entretanto, que em Viena, cidade onde deu o referido último concerto, os problemas em sacar uns bilhetinhos foram ainda maiores, pelo que me senti um pouco menos só no reino dos indesejados...

O remédio para a recuperação total chegou há poucos dias pelo correio, sob a forma de uma caixa com 35 cds. Sobre o seu conteúdo falarei noutra altura, por agora interessa-me abordar outro ponto. Se visitarem o site que a Brilliant Classics criou para esta edição (ver neste endereço), descobrirão rapidamente as sugestões quanto às empresas onde poderemos adquirir a caixa. Até aqui tudo normal. O que é menos normal é a diferença de preço entre elas; senão vejamos (preços s/ custos de transporte):

Amazon.com: $119,98 (€91,30)
Amazon.co.uk: £102,29 (€114,50)
Amazon.de: €49,95
ArkivMusic.com: $110,99 (€84,40)
Kruidvat: ???
AbeilleMusique.com: €44,99

Ou seja, no caso da AbeilleMusique.com (onde, naturalmente, os encomendei), significa um preço inferior a €1,3 por disco... Quem é amigo, quem é?! A AbeilleMusique, pois claro...


23/04/2009

CDs #202: Leos Janácek, The Excursions of Mr. Broucek

A obra mais conhecida do escritor e poeta checo Svatopluk Cech (1846-1908), o conjunto de histórias satíricas As Excursões do Sr. Broucek, é-o não apenas, ou mesmo principalmente, por razões literárias, mas por causas musicais. Tal deveu-se ao compositor Leos Janácek (1854-1928), que se baseou em duas dessas histórias para a ópera homónima que escreveu.

Não se pense, contudo, que foi um daqueles processos simples, em que o compositor lê a obra, gosta e decide escrever uma ópera a partir dela, convidando para um efeito um libretista que lhe proporcione um texto devidamente formatado. Janácek leu o primeiro romance, A Excursão do Sr. Broucek à Lua, pouco tempo após ter sido publicado, em 1888, mas apenas em 1908, após a morte de Cech, assegurou junto dos herdeiros do escritor os direitos que lhe permitiriam iniciar a versão operática. O que ele não podia imaginar é que os referidos herdeiros eram acérrimos defensores da igualdade de oportunidades, e que, por via disso, não tardaria muito até o compositor Karel Moor (1873-1945) passar a deter também os mesmos direitos...

Mas esse acabaria por ser o problema menor de Janácek, até porque Moor optaria por escrever uma opereta, algo absolutamente distinto daquilo que o nosso compositor tinha em mente. Em Outubro de 1908Janácek tinha perdido o primeiro libretista, Karel Masek; a ópera A Excursão do Sr. Broucek à Lua seria apenas terminada, 6(!) libretistas depois e reduzida de 4 a 2 actos, em Março de 1917. Só que não seria o fim da história: logo nessa altura decidiu escrever uma nova ópera, baseada numa outra história de Svatopluk Cech, A Excursão do Sr. Broucek ao Século XV. Só que desta vez foi bem mais rápido, e em Dezembro de 1917 deu a obra por terminada (apenas lhe faria uma pequena revisão em Janeiro seguinte), resultando disto tudo a ópera As Excursões do Sr. Broucek, estruturada em duas partes: a primeira com A Excursão do Sr. Broucek à Lua, e a segunda com A Excursão do Sr. Broucek ao Século XV.

A estreia desta ópera teve lugar em Praga no dia 23 de Abril de 1920, passam hoje 89 anos.




Leos Janácek
The Excursions of Mr. Broucek.
Jan Vacík, Peter Straka, Roman Janál, Maria Haan, Zdenek Plech
BBC Singers
BBC Symphony Orchestra
Jirí Belohlávek
Deutsche Grammophon 477 7387
(2007)


Internet



Leos Janácek
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20/04/2009

CDs #201: Myaskovsky, Symphonies Nos.23 & 24

Um ano depois e regresso às sinfonias de Nikolai Myaskovsky (1881-1950), desta vez com um disco que contém as nº23 e nº24. Os motivos para tal insistência nem são muito rebuscados: aprecio de sobremaneira as sinfonias deste compositor; as interpretações desta série "Complete Symphonic Works" da editora alto são, de uma maneira geral, muito boas; e, também muito importante, os discos são vendidos a baixo preço.

Myaskovsy compôs um número surpreendente de sinfonias, 27 no total. Tornado mais surpreendente quando lemos que entrou relativamente tarde no mundo da música; depois de um primeiro ensaio com Reinhold Glière (1875-1956), em 1903, Myaskovsky estudou no Conservatório de S. Petersburgo entre 1906 e 1911, pelo que já contava com 30 anos de idade quando terminou os estudos. A meio do curso compôs a 1ª sinfonia, tendo-se estreado como compositor no mesmo concerto que o seu amigo Sergei Prokofiev (1891-1953).

A sua produção musical sofreu um hiato durante o 1º conflito mundial, pois viu-se directamente envolvido nele e acabou mesmo seriamente ferido. No conflito seguinte as coisas não foram mais fáceis: as autoridades soviéticas, ansiosas por proteger os seus artistas mais representativos, empacotou-os e despachou-os para os locais mais remotos. A Myaskovsky calhou em sorte o Cáucaso, primeiro a cidade de Nalchik, onde chegou por volta de 11 de Agosto de 1941, e, pouco tempo depois, a de Frunze. Só em Dezembro de 1942 regressaria a Moscovo. Pelo meio ainda teve ânimo para escrever mais uma sinfonia, a nº23, que abre este disco, e em Março de 1943 iniciaria então a escrita da sinfonia nº24. Esta última ficaria terminada em Agosto de 1943, com a estreia, no dia 8 de Dezembro seguinte, a contar com um maestro que por aqui passou recentemente: Evgeny Mravinsky (1906-1988).

Nikolai Myaskovsky nasceu há 128 anos, no dia 20 de Abril de 1881.




Nikolai Myaskovsky
Symphony No.23 in A minor, Op.56.
Symphony No.24 in F minor, Op.63.
Russian Federation Academic Symphony Orchestra
Evgeny Svetlanov
Olympia ALC 1024


Internet



Nikolai Myaskovsky
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18/04/2009

Sopranos #16: Frida Leider (1888-1975)

A estreia operática de Frida Leider (1888-1975) teve lugar em Halle em 1915, como Vénus em Tannhäuser, de Richard Wagner (1813-1883), um compositor a que o soprano ficaria irremediavelmente ligado ao longo da sua carreira. Depois de passagens por Rostock, Königsberg e Hamburgo, em 1923 mudou-se para Berlim, cidade onde tinha nascido, e nos cerca de 15 anos que passou na Berlin Staatsoper foi-se notabilizando como um dos melhores sopranos dramáticos da sua geração. A par das interpretações de Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791), Richard Strauss (1864-1949) e Giuseppe Verdi (1813-1901), não passaram despercebidas as que fez dos grandes papéis Wagnerianos.

Em 1924 estreou-se no Covent Garden, e de novo em óperas de Wagner, Tristan und Isolde e Die Walküre, caindo de imediato nas boas graças do público londrino, pelo que regressou anualmente àquela casa até 1938. A presença em Bayreuth era quase inevitável, e a primeira teve lugar em 1928; por lá andaria durante uma década, brilhando a grande altura e sendo por muitos considerada como o grande soprano Wagneriano da época. Ainda em 1928 teve a sua primeira presença em Chicago, e de novo num ópera de Wagner; cerca de 5 anos depois, em Janeiro de 1933, foi a vez de aparecer no Met de Nova Iorque, para participar no elenco de Tristan und Isolde, de... Richard Wagner...

Aquando do seu falecimento, em Junho de 1975, uma publicação berlinense publicou o seguinte obituário (1): "(...) Frida Leider foi uma das mais importantes personalidades da história da música da primeira metade do nosso século. Sem ela, o repertório de Wagner durante estes anos não teria sido possível".

Frida Leider nasceu há 121 anos, no dia 18 de Abril de 1888.

(1) The St. James Opera Encyclopedia, edited by John Guinn and Les Stone


CDs



Frida Leider
The Singers
Árias de óperas de Wolfgang Amadeus Mozart, Ludwig van Beethoven,
Richard Wagner e Carl Maria von Weber.
Frida Leider (soprano), Lauritz Melchior, Fritz Soot (tenores)
Decca 467 911-2

Frida Leider
A Vocal Portrait
Árias de óperas e canções de Ludwig van Beethoven, Christoph Willibald
Gluck, Wolfgang Amadeus Mozart, Franz Schubert, Robert Schumann, Richard
Strauss, Giuseppe Verdi, Richard Wagner e Carl Maria von Weber.
Frida Leider (soprano), Elfriede Marherr-Wagner (meio-soprano), Lauritz
Melchior (tenor), Michael Raucheisen (piano)
Berlin State Opera Orchestra
London Symphony Orchestra
John Barbirolli, Leo Blech, Albert Coates
Naxos Historical 8.110744-45

Richard Wagner
Götterdämmerung (end of Act 1, Act 2). Die Walküre (excerpts).
Siegfried (excerpts).
Frida Leider, Maria Nezadal, Elfried Maherr-Wagner (sopranos), Lauritz
Melchior, Rudolf Laubenthal (tenores), Herbert Janssen (bar), Kerstin
Thorborg (meio-soprano), Eduard Habich (baixo)
Royal Opera House Chorus
Royal Opera House Orchestra
Berlin State Opera Orchestra
Thomas Beecham, Leo Blech
Guild GHCD2311/12
(1936)


Internet



Frida Leider
Frida Leider Society / Subito-Cantabile / Naxos / Classical Archives / allmusic / Classical CD Review / Answers.com / Wikipedia

14/04/2009

CDs #200: Haendel, Il trionfo del tempo e del disinganno

O pontificado de Benedetto Odescalchi (1611-1689), o papa Inocêncio XI, foi marcado, entre outras coisas, pelos constantes problemas que teve com o rei francês Luís XIV (1638-1715), que começaram ainda antes de chegar ao posto mais alto da Igreja, em Setembro de 1676. Tivesse vingado a vontade do rei, aliás, e Odescalchi nunca lá teria chegado... Inocêncio XI procurou promover a moral e os bons costumes, nomeadamente entre o clérigo, onde tais qualidades pareciam escassear..., mas também entre o povo, tendo decretado, por exemplo, o fim das casas de jogo em Roma e a proibição da ópera.

Proibição essa ainda em vigor quando o compositor alemão Georg Friedrich Händel (1685-1759) passou uma temporada em Itália, entre 1706 e 1709. Resolveu o problema da mesma forma que outros já o tinham feito anteriormente, virando-se para os oratórios. Que, na verdade, não eram assim tão diferentes da ópera: tinham duas secções, em vez de actos, normalmente três, e, muito importante, não tinham a parte teatral, ao dispensar acção no palco. Os libretos, curiosamente, vinham não raramente do seio da própria Igreja, como era o caso dos escritos pelo cardeal Pamphili (da família que tinha fornecido o anterior papa, Inocêncio X). Depois de já ter abastecido Alessandro Scarlatti (1660-1725), o cardeal forneceria o material de que resultaria o primeiro oratório escrito por Handel, com o nome, extraordinário, de Il Trionfo del Tempo e del Disinganno. Que, surpresa das surpresas, viria a ser igualmente, cerca de 50 anos depois, o seu último oratório! É que, em 1757, cego e com graves problemas de saúde, Handel ditou ao seu amanuense John Christopher Smith uma nova versão da obra, que intitulou de Il Trionfo del Tempo e della Veritá.

Da estreia, algures em 1707, pouco se sabe, excepto que não despertou um interesse por aí além e de que a direcção esteve provavelmente a cargo do violinista e compositor italiano Arcangelo Corelli (1653-1713). Terá sido mesmo esse o motivo que levou Handel a alterar a abertura da obra, inicialmente escrita em estilo francês, que pouco ou nada dizia a Corelli, depois modificada para o estilo italiano.

Georg Friedrich Händel faleceu há 250 anos, no dia 14 de Abril de 1759.




Georg Friedrich Haendel
Il Trionfo del Tempo e del Disinganno.
Deborah York, Gemma Bertagnolli (sopranos)
Sara Mingardo (alto), Nicholas Sears (tenor)
Concerto Italiano
Rinaldo Alessandrini
Naïve OP30440
(2000)


Internet



Georg Fridrich Händel
gfhandel.org / Classical Music Pages / Baroque Composers and Musicians / Handel House Museum / Haendel.it / Wikipedia

10/04/2009

Sinfonias #36: Sinfonia Nº2, de Mily Balakirev

O mentor do Grupo dos Cinco foi o pianista e compositor russo Mily Balakirev (1837-1910), que o fundou em 1857. Apesar do temperamento difícil de Balakirev, por muitos considerado despótico, o grupo aguentou-se mais de uma década, mas terminaria no início da década de 1870, com vários dos seus membros, nomeadamente Modest Mussorgsky (1839-1881) e Nikolai Rimsky-Korsakov (1844-1908), fartos das interferências de Balakirev.

O fim do grupo coincidiu, aproximadamente, com os problemas que afectaram a Escola Gratuita de Música, que havia fundado em 1862, e Balakirev entrou num período de depressão profunda, que durou cerca de 5 anos. Mais tarde, já na segunda metade da década de 1880, Balakirev voltou a reunir um novo grupo, de cujos membros se destacou o pianista e compositor Sergei Liapunov (1859-1924).

Foi Liapunov quem, no dia 10 de Abril de 1909, passam hoje 100 anos, estreou a Sinfonia Nº2 de Balakirev, uma obra tardia na carreira do compositor, que faleceria em Maio do ano seguinte, mas de que dificilmente se pode afirmar ter trazido algo de novo, quer para a música russa, quer para o conjunto da sua obra. Por esse facto, teve um público indiferente aquando dessa estreia, um pouco à imagem da indiferença com que muitos o abandonaram nos últimos anos de vida, pois não tinham sido poucos os que Balakirev tinha feito questão de ofender...


CDs



Mily Balakirev
Symphonies - No.1 in C major; No.2 in D minor.
Symphonic Poems - Russia; Tamara. Overture on Three Russian Themes.
Philharmonia Orchestra
Evgeni Svetlanov
Hyperion CDD22030

Mily Balakirev
Symphonies - No.1 in C major; No.2 in D minor.
USSR State Symphony Orchestra
Evgeni Svetlanov, Gennadi Rozhdestvensky
Russian Revelation RV10038


Internet



Mily Balakirev
suite 101.com / Answers.com / 8notes.com / ECONOMICexpert.com / Wikipedia

07/04/2009

Pianistas #27: Robert Casadesus (1899-1972)

Durante a 1ª Grande Guerra o general John J. Pershing (1860-1948), que liderou a Força Expedicionária Americana, entendeu por bem melhorar o nível qualitativo da banda militar, convidando o já nosso conhecido Walter Damrosch (1862-1950) a organizar uma escola de música em Chaumont, França, quartel-general das forças norte-americanas. Na ausência de uma ministra da educação especialista em melhorar as notas administrativamente, Pershing não teve outro remédio senão apoiar-se naqueles que sabiam da poda e Damrosch, ciente da importância da missão, rodeou-se de um extraordinário conjunto de colaboradores, tendo a direcção da escola ficado a cargo do violinista, maestro e compositor Francis Casadesus (1870-1954).

Depois da decisão de Damrosch e Casadesus de continuarem com a Escola de Fontainebleau após o final da guerra, esta viria a contar no corpo docente com alguns dos mais conceituados músicos e pedagogos da altura, como Maurice Ravel (1875-1937), Charles-Marie Vidor (1844-1937), Henri Dutilleux (1916-), Sviatoslav Richter (1915-1997), Mstislav Rostropovich (1927-2007), Artur Rubinstein (1887-1982), Leonard Bernstein (1918-1990), Nadia Boulanger (1887-1979) e Robert Casadesus (1899-1972). Este último, de que já aqui falei anteriormente, teve uma brilhante carreira como pianista na Europa e nos Estados Unidos, e leccionou na Escola de Fontainebleau a partir de 1934, nas instalações que ele e a esposa, Gaby, fundaram em Rhode Island.

Robert Casadesus nasceu há 110 anos, no dia 7 de Abril de 1899.


CDs





Frédéric Chopin
Solo Piano, Volume 1.
Alfred Cortot, Ferruccio Busoni, Ignaz Friedman, Artur Rubinstein,
Arturo Benedetti Michelangeli, Vladimir Horowitz, Sergei Rachmaninov,
Dinu Lipatti, Robert Casadesus, Solomon, Alexander Brailowsky,
Magda Tagliaferro, Emil von Sauer, Walter Gieseking (pianos)
Andante AND1150

Hans Rosbaud
"The Complete Recordings on Deutsche Grammophon".
Wolfgang Schneiderhan (violino), Robert Casadesus, Gerty Herzog,
Julian von Károlyi, Luctor Ponse (pianos)
Berlin Philharmonic Orchestra
Munich Philharmonic Orchestra
Royal Concertgebouw Orchestra
Hans Rosbaud
Deutsche Grammophon 477 089-2

20 Great Pianists
Claudio Arrau, Simon Barere, Robert Casadesus, Shura Cherkassky,
Sviatoslav Richter, Alfred Cortot, Guiomar Novaes, Walter Gieseking,
Emil Gilels, Moura Lympany, Sergei Rachmaninov, Leopold Godowski,
Egon Petri, Myra Hess, Vladimir Horowitz, Wilhelm Kempff, Alicia de
Larrocha, Ignacy Jan Paderewski, Artur Rubinstein, Rudolf Serkin (pianos)
Living Era Classics AJC8563

A-Z of Pianists
Includes Vladimir Horowitz, Robert Casadesus, Ferruccio Busoni,
Sergei Rachmaninov, Clara Haskil, Claudio Arrau, Alfred Cortot (pianos)
Naxos 8.558107-10

Günter Wand Edition, Volume 19
Ludwig van Beethoven
Piano Concerto No.4 in G, Op.58.
Josef Haydn
Symphony No.92 in G, Hob.I:92.
Johann Sebastan Bach
Violin Concerto No.1 in A minor, BWV1041.
Roland Greutter (violino), Robert Casadesus (piano)
NDR Symphony Orchestra
Cologne Radio Symphony Orchestra
Günter Wand
Profil Medien PH06006
(1967, 1970, 1992)

Piano Masters
Robert Casadesus
Works by Chopin, Schumann, Ravel, Fauré and de Sévérac.
Robert Casadesus (piano)
Pearl GEM0068

Robert Casadesus plays Mozart
Piano Concertos - No.21 in C, K467; No.23 in A, K488;
No.24 in C, K491; No.26 in D, K537.
Robert Casadesus (piano)
French National Orchestra
Lovro von Matacic, Jean Martinon, Pierre Monteux, David Zinman
Music & Arts CD1179


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Robert Casadesus
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03/04/2009

CDs #199: Toscanini Conducts His Contemporaries

A Pristine Classical é uma editora a todos os títulos admirável; apesar de ser pequena, dispõe de um catálogo único de gravações históricas (dificilmente se encontra uma outra que se lhe aproxime neste aspecto) e, desde Fevereiro de 2005, de um site onde nos é oferecido um generoso número de alternativas para adquirir discos. Podemos optar por fazer o download, em MP3 ou FLAC de 16 ou 24 bits, ou encomendar os discos, que podemos receber em versão premium (com caixa e capa) ou standard (sem caixa nem capa), sendo que os preços dependem do tipo (qualidade) de versão escolhida (MP3 ou FLAC) e da duração dos discos. Sem esquecer, claro, o facto de ser o próprio fundador da editora, Andrew Rose, a contactar-nos directamente caso coloquemos alguma questão. Foi este mesmo Andrew Rose, devo referir, quem demonstrou a marosca das supostas gravações de Joyce Hatto (1928-2006), provando que aquilo era tudo uma aldrabice pegada.

Encomendei recentemente dois discos desta editora, contando ambos com o maestro italiano Arturo Toscanini (1867-1957). Num deles dirige a Orquestra Sinfónica da NBC na Sinfonia Nº4 de Jean Sibelius (1865-1957), a mais severa de todas as que este compositor escreveu. Reflexo não só da situação que o seu país, a Finlândia, vivia, sofrendo forte repressão da Rússia, de que era à época uma mera província, como também do seu estado de saúde, uma vez que lhe tinha sido diagnosticado em 1907 um câncro na garganta. É também conhecido o desdenho com que Sibelius encarava a grandiosidade das sinfonias de Gustav Mahler (1860-1911) e dos poemas sinfónicos de Richard Strauss (1864-1949), respondendo com a austeridade levada quase ao extremo desta sinfonia, em que muito raramente todos os instrumentos da orquestra são chamados a tocar simultaneamente.

Começada em 1910, a sinfonia foi estreada no dia 3 de Abril de 1911, com Sibelius a dirigir a orquestra. Sem grande sucesso, o que até não se pode considerar uma surpresa, algo que se foi repetindo um pouco por toda a parte, onde ela ia sendo tocada. Assim foi também nos Estados Unidos, onde coube precisamente a Toscanini a honra da primeira apresentação; ao ponto de a ter repetido de imediato nesse concerto, a ver se o público à segunda a entendia. Sem sucesso...




Jean Sibelius
Symphony No.4 in A minor, Op.63.
George Enescu
Romanian Rhapsody Op.11, No.1.
Edward Elgar
Introduction and Allegro, Op.47.
Ralph Vaughan Williams
Fantasia on a Theme by Thomas Tallis.
NCB Symphony Orchestra
Arturo Toscanini
Pristine Classical PASC087
(1940, 1945)


Internet



Jean Sibelius
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