18/07/2015

Compositores #114: Jonathan Dove (1959-)

Apesar do curriculum do compositor londrino Jonathan Dove nos informar que este se tem dedicado a compor nos vários géneros musicais, a verdade é que se verifica um claro predomínio daqueles que envolvem vozes (música coral, ópera). Não é por acaso, aliás, que na biografia apresentada no seu site oficial, se refere que "Few, if any, contemporary composers have so successfully or consistently explored the potential of opera to communicate, to create wonder and to enrich people’s lives" (é preferível levarem aqui com a versão original em inglês do texto do que esbarrarem com uma tradução minha defeituosa...).

Para esta primeira aparição no desNorte, e no dia em que o compositor completa 56 anos, trago alguns dos discos (que considero) mais representativos da sua música vocal. Para se ter uma melhor noção do reconhecimento de que já goza no meio musical, refira-se que, por exemplo, a sua obra A Song of Joys abriu a última noite dos Concertos Promenade de 2010. Não é coisa pouca.


CDs


Jonathan Dove
Bless the Lord, O my soul. Missa brevis. I am the day. Wellcome, all wonders in one sight!
The Star-Song. The Three Kings. Run, shepherds, run! Ecce beatam lucem. In beauty may I walk.
Jonathan Vaughn (org)
Wells Cathedral School Chapel Choir
Wells Cathedral Choir
Matthew Owens
Hyperion CDA67768
(2009)

Jonathan Dove
There Was a Child.
Joan Rodgers (soprano), Toby Spence (tenor)
CBSO Chorus
CBSO Youth Chorus
CBSO Children's Chorus
City of Birmingham Symphony Orchestra
Simon Halsey
Signum SIGCD285
(2011)

Jonathan Dove
Out of Winter. Cut My Shadow. Ariel. All You Who Sleep Tonight.
Claire Booth (soprano), Patricia Bardon (meio-soprano), Nicky Spence (tenor),
Andrew Matthews-Owen (piano)
Naxos 8.573080
(2014)


Internet



Jonathan Dove

05/07/2015

Sopranos #20: Régine Crespin (1927-2007)

Há mais de 5 anos que por aqui não passava um soprano, tendo na altura a honra cabido à holandesa Gré Brouwenstijn (1915-1999), aquando do 10º aniversário do seu falecimento. Compreende-se então que andasse à procura de uma desculpa para colmatar tão evidente falha, e ela apareceu hoje, dia em que passam 8 anos sobre a morte de Régine Crespin.

Teve uma carreira algo atípica, iniciada em 1950 em Paris, mas continuada depois pela província francesa pelo facto do sucesso na capital não ter sido tão retumbante como o que desejaria; corria o ano de 1952 e só 3 anos mais tarde regressaria àquela cidade para dessa vez, sim, ser recebida triunfantemente. A carreira internacional começaria por um dos palcos mais prestigiados da cena operática, o do Festival de Bayreuth, para interpretar o papel de Kundry na ópera Parsifal de Richard Wagner.

A partir do início da década de 1970 começou a abraçar papéis de meio-soprano, pelas dificuldades que começou a exibir nos registos mais agudos. Esta alteração de repertório não a impediu de continuar a registar sucessos um pouco por todo o lado, até ao momento em que decidiu colocar um ponto final na carreira, em 1989; em Paris, cidade onde ela se tinha iniciado quase 4 décadas antes.


CDs


Francis Poulenc
Dialogues des Carmélites.
F. Lott, J. Chamonin, R. Crespin, A.-M. Rodde (sopranos), G. Barrial,
F. Laurent-Gérimont (meio-sopranos), P. d'Hollander (barítono), L. Pezzino,
B. Plantey (tenores), C. Vierne (contralto)
French Radio Chorus
French National Orchestra
Jean-Pierre Marty
INA Mémoire Vive IMV035

Richard Strauss
Der Rosenkavalier.
Régine Crespin, Arleen Auger, Helen Donath, Rosl Schwaiger (sopranos), Hans Reautschigg,
Kurt Equiluz, Murray Dickie, Luciano Pavarotti, Freidrich Strack, Adolf Tomaschek, Karl Terkal,
Anton Dermota, Franz Setzer, Nikolaus Simkowsky (tenores), Manfred Jungwirth, Alfred Jerger,
Leo Heppe, Otto Wiener, Alexander Maly (baixos), Herbert Lackner, Herbert Prikopa (barítonos),
Yvonne Minton, Ingrid Mayr, Emmy Loose (meio-sopranos), Rohangiz Yachmi, Anne Howells (altos)
Vienna State Opera Chorus
Vienna Philharmonic Orchestra
Georg Solti
Decca 475 9988
(1968)


Internet




Régine Crespin