20/08/2017

Violoncelistas #16: Maurice Gendron (1920-1990)

Sendo o violoncelo um dos meus instrumentos favoritos é compreensível, pelo menos eu assim o acho..., que procure todas as desculpas para aqui trazer os seus melhores intérpretes. Hoje calha então a vez ao francês Maurice Gendron, violoncelista, maestro e professor falecido no dia 20 de Agosto de 1990, passam hoje 27 anos.

A faceta de violoncelista é a que mais me interessa agora, deixando para outra altura a de professor (que foi algo mais polémica, com acusações de que era um "professor abusivo"). Como violoncelista foi um dos expoentes do século XX, com o mês de Dezembro de 1945 a ser decisivo para o arranque da carreira: no dia 2 deu um recital no Wigmore Hall, e logo acompanhado por Benjamin Britten (1913-1976) ao piano; ainda nesse mês estreou em solo europeu o Concerto para Violoncelo Nº1 de Sergei Prokofiev (1891-1953). Este último concerto, em particular, foi determinante para o início da carreira, algo reconhecido pelo próprio Gendron: "Ninguém queria ouvir Maurice Gendron, mas toda a gente queria ouvir Prokofiev!"...


CDs



Johannes Brahms
Double Concerto for Violin and Cello in A minor, Op.102.
Sergei Prokofiev
Cello Concerto in E minor, Op.58.
Gabriel Fauré
Elégie, Op.24.
Maurice Gendron (violoncelo), Arthur Grumiaux (violino)
Stuttgart Radio Symphony Orchestra, Hans Müller-Kray
Frankfurt Radio Symphony Orchestra, Sixten Ehrling
Melo Classic MC3011
(1956, 1962)

'L'Art de Maurice Gendron'.
Maurice Gendron (violoncelo), Jean Françaix, Hephzibah Menuhin,
Peter Gallion (pianos), Yehudi Menuhin, Robert Masters (violinos),
Derek Simpson (violoncelo)
London Philharmonic Orchestra, Karl Rankl
Suisse Romande Orchestra, Ernest Ansermet
Vienna Symphony Orchestra, Christoph von Dohnányi
Orchestre des Concerts Lamoureux, Pablo Casals
London Symphony Orchestra, Raymond Leppard
National Orchestra of Monte-Carlo Opera, Roberto Benzi
Decca 4823 849
(1946-1969)


Internet



Maurice Gendron
Internet Cello Society / allmusic / The New York Yimes / Wikipedia

13/08/2017

Concertos para Piano #19: Concerto para Piano, de Jules Massenet

Apesar do compositor francês Jules Massenet (1841-1912) ter composto obras dentro de vários géneros, é indubitável que o operático foi aquele onde registou maior sucesso, em particular graças a 3 óperas: Manon, estreada em Janeiro de 1884; Werther, estreada em Fevereiro de 1892; e Thaïs, estreada em Março de 1894.

Em 1863, ano em que venceu o Prix de Rome, Massenet iniciou a escrita de um Concerto para Piano. Não foi coisa de gestação fácil, pois apenas viria a finalizá-lo em 1902, tendo a estreia tido lugar no Conservatório de Paris no dia 1 de Fevereiro de 1903, com o pianista Louis Diémer. A recepção não foi de grande entusiasmo e o concerto, assim como apareceu, também desapareceu, raramente tendo sido tocado desde então.

Louis Diémer (1843-1919) um nome pouco ou nada conhecido hoje em dia, foi um importante compositor e pianista francês, mais importante como pianista do que como compositor, verdade seja dita, apesar da extensa obra que nos deixou. Foi dedicatário de várias, importantes, obras, nomeadamente do Concerto para Piano em fá menor de Édouard Lalo (1823-1892), do Concerto para Piano nº5 de Camille Saint-Saëns (1835-1921), bem como do referido Concerto para Piano de Massenet.

Jules Massenet faleceu há 105 anos, no dia 13 de Agosto de 1912.


CD



Jules Massenet
Piano Concerto in E flat major.
César Franck
Les djinns, Op.45. Symphonic Variations, M46.
Idil Biret (piano)
Bilkent Symphony Orchestra
Alain Pâris
Alpha ALPHA104


Internet



Jules Massenet
Classical-music / Royal Opera House / 8notes / Wikipedia

06/08/2017

Gaitistas #1: Larry Adler (1914-2001)

And now for something completely different: A harmónica não foi, não é e dificilmente virá a ser o primeiro instrumento que nos vem à cabeça quando falamos de música erudita, pelo que devemos dar todos o crédito ao norte-americano Larry Adler pelos feitos realizados. Conseguir fazer com que compositores como Malcolm Arnold (1921-2006), Arthur Benjamin (1893-1960), William Walton (1902-1983) e Ralph Vaughan Williams (1872-1958) tivessem escrito obras não só para esse instrumento mas especificamente para Larry Adler, é algo de que poucos se poderão gabar.

Adler, que apresentava a harmónica como um "órgão de boca", acabou por ganhar uma estatura de estrela, e paga como tal, se bem que parece que era tão bom a ganhar dinheiro como a gastá-lo... Trabalhou, entre outros, com George Gershwin (1898-1937) e Dizzie Gillespie (1917-1993), até que, em 1948, a sua sorte mudou bruscamente: acusado de simpatizante dos comunistas, teve que abandonar os Estados Unidos, passando a viver em Londres a partir de 1949, cidade onde faleceu no dia 6 de Agosto de 2001, passam hoje 16 anos.


Internet




Larry Adler
The Guardian / New York Times / Wikipedia