26/11/2017

Barítonos #5: Dmitri Hvorostovsky (1962-2017)


Esta semana que agora finda deixou o mundo da música muito mais pobre, com o desaparecimento de um dos seus expoentes, o barítono russo Dmitri Hvorostovsky.






Internet

Official website / the guardian / The New York Times / Wikipedia

19/11/2017

Divagações #1: Song to the Siren

A primeira vez que ouvi "Song to the Siren" não foi na sua versão original, mas na lançada pelo grupo This Mortal Coil em Setembro de 1983, versão esta que teve um êxito assinável um pouco por todo o lado, incluindo Portugal, neste caso com a contribuição inestimável de António Sérgio (1950-2009), um extraordinário locutor de rádio prematuramente desaparecido e mais rápida e injustamente esquecido.

O autor desta canção foi o norte-americano Tim Buckley (1947-1975), tendo-a escrito em 1967 mas apenas registado em disco 3 anos depois. Tim Buckley faleceu muito novo, por overdose de heroína quando contava apenas 28 anos de idade. Uma tragédia que se repetiu na família poucos anos depois, quando o seu filho Jeff Buckley (1966-1997), igualmente músico, morreu afogado no rio Mississipi, não tendo chegado a completar 31 anos de vida.

Song to the Siren tem tido várias e fantásticas versões ao longo do tempo, as que incluo aqui são aquelas que mais aprecio.

Long afloat on shipless oceans
I did all my best to smile
'Til your singing eyes and fingers
Drew me loving to your isle
And you sang
Sail to me
Sail to me
Let me enfold you
Here I am
Here I am
Waiting to hold you
Did I dream you dreamed about me?
Were you here when I was forced out
Now my foolish boat is leaning
Broken lovelorn on your rocks
For you sing, "Touch me not, touch me not, come back tomorrow
Oh my heart, Oh my heart shies from the sorrow"
Well I'm as puzzled as the newborn child
I'm as riddled as the tide
Should I stand amid the breakers?
Or should I lie with death, my bride?
Hear me sing, "Swim to me, swim to me, let me enfold you
Here I am, here I am, waiting to hold you"



12/11/2017

Poemas Sinfónicos #8: In the Steppes of Central Asia, de Alexander Borodin

Um dos objectivos do czar Alexandre II (1818-1881) foi o de aumentar o território russo, expandindo-o para a Sibéria e para o Cáucaso, território russo que tinha anteriormente mingado quando vendeu o Alasca aos Estados Unidos. Em 1880, ano em que se assinalariam os 25 anos do reinado do imperador, foi lançada a ideia de organizar um festival para celebrar condignamente os feitos de Alexandre II. Para o efeito foram contactados 12 compositores russos para comporem a música para as várias cenas dos dramas que seriam apresentados, só que bem antes do festival começar já os dois produtores responsáveis (??) tinham desaparecido.

Aparentemente dos 12 compositores apenas um, Alexander Borodin (1833-1887), acabou por aparecer com uma obra, o poema sinfónico In the Steppes of Central Asia que, mesmo sem festival algum, acabaria por ser estreada passado pouco tempo, no dia 20 de Abril de 1880. Curioso é o facto de o único compositor a chegar-se à frente ter sido aquele que menos se dedicava à composição: apesar de pertencer ao afamado grupo de compositores russos "Os Cinco", Borodin era, antes de mais, médico e químico, dedicando-se à composição apenas nos tempos livres.

Alexander Borodin nasceu há 184 anos, no dia 12 de Novembro de 1833.


CDs



Alexander Borodin
Symphony No.2 in B minor. In the Steppes of Central Asia.
Prince Igor - Overture; Polovtsian Dances.
Royal Philharmonic Orchestra
Ole Schmidt
Regis Records RRC1215

Alexander Borodin
Symphonies - No.1 in E flat; No.2 in B minor. In the steppes of Central Asia.
Royal Philharmonic Orchestra
Vladimir Ashkenazy
Decca 436 651-2

Mili Balakirev
Islamey (arr. Lyapunov).
Alexander Borodin
In the Steppes of Central Asia.
Nikolai Rimsky-Korsakov
Scheherazade, op.35.
Kirov Orchestra
Valery Gergiev
Philips 470 840-2


Internet



Alexander Borodin
Classical Net / Casa da Música / Wikipedia


05/11/2017

Pianistas #52: Vladimir Horowitz (1903-1989)

Os dotes pianísticos de Vladimir Horowitz ficaram evidentes desde muito cedo, ao ponto de, quando tinha apenas 10 anos de idade, ter sido apresentado ao compositor e pianista Alexander Scriabin (1871-1915), que reconheceu de imediato estar perante um grande talento.

Depois de ter passado os primeiros anos da década de 1920 em digressão pela Rússia, Horowitz decidiu experimentar outros ares e, em Dezembro de 1925, rumou ao Ocidente, com paragens em Berlim, Paris e Londres, até assentar arraiais em Nova Iorque.

A estreia em solo americano deu-se no Carnegie Hall, em Nova Iorque, no dia 12 de Janeiro de 1928. A acompanhar Horowitz no Concerto para Piano Nº1 de Piotr Ilyich Tchaikovsky (1840-1893) esteve a Orquestra Filarmónica de Nova Iorque, sob a direcção de Thomas Beecham (1879-1961). Apesar das divergências entre pianista e maestro, o concerto registou um sucesso estrondoso, tendo ficado evidente a extraordinária empatia que o pianista conseguia estabelecer com a audiência.

Vladimir Horowitz faleceu há 28 anos, no dia 5 de Novembro de 1989.


CD



'Vladimir Horowitz Live at Carnegie Hall'.
incl. Piotr Ilyich Tchaikovsky
Piano Concerto No.1 in B flat minor, Op.23.
Vladimir Horowitz (piano), Mstislav Rostropovich (violoncelo),
Yehudi Menuhin, Isaac Stern (violinos)
NBC Symphony Orchestra, Arturo Toscanini
New York Philharmonic Orchestra, Leonard Bernstein, Eugene Ormandy
Oratorio Society of New York, Lyndon Woodside
RCA 88765 48417-2


Internet



Vladimir Horowitz
The New York Times / Biography.com / Bach Cantatas Website / Wikipedia