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25/03/2012

SACDs #26: Dvorák, Symphony No.6

Otakar Sourek (1883-1956) é hoje em dia um perfeito desconhecido, mas foi ele quem pôs ordem nas sinfonias do compositor checo Antonín Dvorák (1841-1904), após várias décadas de confusões. Das 9 sinfonias que Dvorák compôs apenas as últimas 5 foram editadas enquanto vivo e, além disso, numa ordem que não teve nada a ver com aquela por que foram escritas. Basta notar no facto de que a primeira sinfonia que editou foi a , corria já o ano de 1880, e que, por via disso, foi de imediato designada por Sinfonia Nº1...

Os últimos anos da década de 1870 tinham sido especialmente favoráveis para o reconhecimento internacional de Dvorák, primeiro com o sucesso das Danças Eslavas e, depois, com o obtido com as Rapsódias Eslavas. A estreia da 3ª Rapsódia Eslava teve lugar em Berlim em Setembro de 1879, sem que Dvorák estivesse presente, mas não faltou à estreia em Viena, em que o maestro austríaco Hans Richter (1843-1916) esteve à frente da Orquestra Filarmónica dessa cidade. Richter, deveras impressionado com a obra, solicitou a Dvorák que escrevesse uma sinfonia para a temporada seguinte, mas o compositor só começaria a trabalhar nela em Agosto de 1880, pelo que a estreia apenas aconteceu em 1881, no dia 25 de Março, passam hoje 131 anos. Apesar de dedicada a Richter, a referida estreia acabou por decorrer não em Viena, conforme previsto, mas em Praga, e com o maestro Adolf Cech (1841-1903) a dirigir a orquestra.

A Sinfonia Nº6 foi a última obra importante do período eslavo do compositor, e não esconde a influência do seu amigo Johannes Brahms (1833-1897), denotando mesmo algumas semelhanças com a Sinfonia Nº2 deste compositor, composta pouco tempo antes, em 1877. Justa homenagem de Dvorák aquele que tanto o ajudou, nomeadamente na publicação de várias das suas obras.




Antonín Dvorák
Symphony No.6 in D major, Op.60.
London Symphony Orchestra
Colin Davis
LSO Live LSO0526
(2004)


Internet



Antonín Dvorák
Classical Net / mfiles / Tribute to Antonín Dvorák 2004 / Classical Archives / Naxos / The Antonín Dvorák Memorial at Vysoká u Príbrami / The Dvorák Society for Czech and Slovak Music / About.com / Answers.com / Wikipedia

16/05/2007

CDs #119: Dvorák, Czech Suite, Waltzes & Polonaise

Os primeiros anos musicais do compositor checo Antonín Dvorák (1841-1904) estiveram longe de ser fáceis. Os seus pais, senhores de poucas posses, incentivaram-no a estudar música, ajudando-o na medida do possível. Dvorák além de órgão em igrejas, chegou a tocar viola em cafés, por forma a aumentar um pouco os rendimentos. Isto passou-se nas décadas de 1860 e 1870, numa altura em que já tinha composto, por exemplo, as duas primeiras sinfonias, um concerto para violoncelo, a ópera Alfred e a comédia Král a uhlír.

A situação começou a melhorar nos meados da década de 1870, primeiro com a nomeação para organista da igreja de S. Vojtech (
bispo emérito de Praga que viveu entre 957 e 997), depois com a atribuição de um apoio (aqui em substituição da palavra subsídio, mal-querida dos nossos amigos mais liberais...) do governo austríaco, que lhe foi dado durante 3 anos. Durante os quais ele era suposto escrever um certo número de obras, sendo dessa época as e 4ª sinfonias. Refira-se que um dos membros do júri que decidiu a atribuição de tal apoio foi o crítico musical Eduard Hanslick (1825-1904), o tal que foi ridicularizado por Richard Wagner (1813-1883) na ópera Die Meistersinger von Nürnberg.

A segunda metade da década de 70 foi particularmente produtiva, tendo Dvorák composto nesse período música de câmara (quinteto de cordas, trio para piano, quarteto para piano), a 5ª sinfonia, a ópera Vanda, o primeiro conjunto das Danças Eslavas, e as Serenatas Op.22 e Op.44, entre outras obras. A Suite Checa foi composta quase imediatamente após estas serenatas, prolongando-lhes o espírito. Nasceu apenas como Suite mas, aquando da estreia, no dia 16 de Maio de 1879, o maestro Adolf Cech (1841-1903) adicionou-lhe o Checa e assim ficou para a posteridade... Por indicação de Johannes Brahms (1833-1897), a obra foi editada pela Simrock, de Berlim, com quem Dvorák iria ter uma relação tumultuosa. Que começou pelo facto da Simrock insistir em germanizar o seu nome, chamando-lhe Anton, indiferente aos protestos do compositor...




Antonín Dvorák
Czech Suite, Op.39 (B93). Polonaise, B100. Waltzes, Op.54 (B101).
Prague Philharmonia
Jakub Hrusa
Supraphon SU 3867-2
(2005)


Internet

Antonín Dvorák
Classical Music Pages
/ Wikipedia / Classical Net / BBC